FESAL – PORTUGAL ESTÁ NO TERRENO E PROMETE LUTA
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Sunday September 25, 2005 02:10
by Luta Social - Luta Social
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do Boletim "Luta Social" nº 7
A “FESAL”, Federação Europeia de Sindicalismo Alternativo realizou um encontro a nível europeu, no fim de semana de 17-18 de Setembro, em Lisboa na Biblioteca Museu da República e Resistência.
Participaram delegações de Espanha (CGT–E, Federación de Enseñanza), Itália (L’Altra Scuola UNICOBAS), Suiça (Sind. de Estudantes e Aprendizes, SIZA), e Portugal (Núcleo Português da FESAL-E).
A FESAL é uma organização que agrupa Federações Sindicais, Sindicatos e Colectivos, todos regidos pela democracia de base, anti autoritários e anti capitalistas.
A FESAL nasceu em Berlim em Setembro de 2003 e tem vindo a crescer.Já está presente com diversos colectivos e sindicatos em Itália, França, Espanha, Eslovénia, Suiça, Portugal, Holanda e Noruega.
A OIT (Organização Internacional do Trabalho, uma organização da ONU) reconhece-a como Federação Sindical de âmbito europeu no campo da educação.
Até agora, as únicas organizações reconhecidas ao nível europeu eram as que integram a CES (“Confederação Europeia Sindicatos”) na realidade, uma "correia de transmissão" da comissão europeia de Bruxelas. As confederações portuguesas UGT e CGTP participam na CES. A sua política é a de "sindicalismo de concertação", ou seja de conciliação de classes, sem qualquer participação efectiva das suas próprias bases.
Nós temos uma filosofia sindical exactamente oposta: queremos um sindicalismo antagónico, de classe, de base e independente de forças políticas, económicas, estatais ou outras.O objectivo central da FESAL-E é colocar-se claramente como alternativa à hegemonia dos sindicatos membros da CES (Confederação Europeia de sindicatos).
Enquanto projecto, está sempre aberto à adição de novos colectivos, sindicatos, tendências, etc. desde que estejam de acordo com os estatutos e desejem participar activamente nas lutas. Como foi repetido por vários oradores no Encontro Europeu de Lisboa, a FESAL, enquanto projecto em construção e orientando-se por princípios libertários, existe num determinado espaço geográfico, na medida em que aí houver uma vontade de levar avante acções de organização e luta.
O núcleo português da FESAL-E, está vocacionado para aprofundar as lutas pela educação e contra a sua privatização, pela defesa de um sindicalismo alternativo, de combate e capaz de se opor às políticas neo-liberais, levadas a cabo pela generalidade dos governos.
O núcleo português desta organização europeia também está a expandir-se, formando núcleos regionais e sectoriais, procurando as formas adequadas de organização/acção ao contexto nacional, por forma a ter a maior capacidade de intervenção efectiva nas lutas.
Citando parte da declaração fundadora do núcleo português da FESAL-E:« Manteremos, a todos os níveis, a democracia de base e assembleária, avançando também do ponto de vista do nosso reconhecimento legal.
Acreditamos que é pela unidade e solidariedade que conseguiremos realizar uma mudança em profundidade.
Para levar a cabo, nós - estudantes, trabalhadores/as e activistas reunimo-nos para combater o capitalismo, que é a causa de toda a miséria social, tanto aqui como em todo o Mundo.Um dos aspectos importantes para alcançarmos uma sociedade melhor é a nossa auto organização e a nossa acção directa.
Para que tal acção e organização possam efectivar-se, precisamos de autonomia, unidade, democracia directa, visão colectiva e cooperação entre nós todos/as.Somos um colectivo anti autoritário e opomo-nos à criação de estruturas de vanguarda.»
Durante a sessão pública, que decorreu entre as 17 e 19h. de Sábado 17 de Setembro, algumas ideias foram avançadas pelo Companheiro Stephano d’Errico, coordenador nacional de l’AltraScuola UNICOBAS (Itália):
«A FESAL-E teoriza politicamente a Escola Pública como instituição do “espaço público”, não como “serviço mercantilizável”.
A Escola não deve seguir a razão de estado, quando falamos de instituições não falamos necessariamente de estado. A sociedade civil portuguesa precisa de instituições, a escola nasceu para garantir a liberdade de ensinar e aprender.A escola está no centro da política, pois o estado ensina que existe uma diferença de valor entre o trabalho manual e trabalho intelectual, conceito ao qual nos opomos. O capitalismo de estado nasceu a partir do pensamento marxista, como criação da tecno burocracia que extorquiu a mais valia nos países de leste.O que perturba mais o ‘status quo’ na União Europeia não são os partidos ditos revolucionários, mas antes sindicatos não alinhados com partidos políticos.
O governo preferido dos patrões é um governo de centro de esquerda. Para aplicar o programa neo-liberal com a conivência sindical. O triunfo do liberalismo está a ser possível na Europa com a ajuda, a todos os níveis, dos aparelhos sindicais da CES.
O sindicato para nós, trabalhadores, permite-nos uma intervenção directa (não mediada). Esta é a alternativa que estamos a tentar construir, à qual os trabalhadores aderem naturalmente, porque corresponde ao seu senso profundo .Não viemos todos de uma tradição e cultura sindicalista libertária, mas tem sido a prática que nos conduz a ela. Não existe alternativa à formalização independente de entidades sindicais porque não é possível estabelecer correntes anti liberais dos interior dos sindicatos «concertativos».
O mundo sindical está a unir-se num sindicato único, neo-liberal, comunista, católico, socialista e cooperativo.Não existe actualmente recordação do que pode ser um sindicato.
A nossa visão sindical atribui a este um papel de transformação social e não apenas de defesa dos trabalhadores. Hoje, necessitamos de sindicatos como no inicio de 1900 e de activistas sindicais que lutem pelos trabalhadores estrangeiros, estes não têm direito a nada e são descriminados.»
Precisamos hoje de um sindicato horizontal.
A FESAL – Portugal, nasceu para isso e para dar luta.
SITE EUROPEU DA FESAL-E : http://www.fesal.it/
GRUPO DE DISCUSSÃO PORTUGAL: http://groups.yahoo.com/group/fesale_portugal/
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