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Tuesday June 28, 2011 02:03 by Organização Anarquista Socialismo Libertário (OASL)
![]() Entrevista com Jonathan Payn e Warren McGregor, dois militantes da Frente Anarco-Comunista Zabalaza (ZACF), da África do Sul. Por Organização Anarquista Socialismo Libertário (São Paulo, Brasil). Entrevista com Jonathan Payn e Warren McGregor, dois militantes da Frente Anarco-Comunista Zabalaza (ZACF), da África do SulPor Organização Anarquista Socialismo Libertário (São Paulo, Brasil)Vocês poderiam descrever brevemente o que é a ZACF, qual o modelo de organização que escolheram para atuar? A Frente Anarco-Comunista Zabalaza (ZACF) ou somente Zabalaza (que significa “luta” nas línguas africanas isiZulu e isiXosa), é uma organização específica anarquista, uma organização política. A ZACF se identifica com a tradição plataformista dentro do anarquismo e, em termos de América Latina, com o especifismo. A Zabalaza é uma organização unitária, com a adesão aberta apenas a militantes anarco-comunistas [de inspiração plataformista/especifista] comprometidos, que concordam com os nossos objetivos e princípios, e que são capazes de demonstrar isso na prática. Como uma organização que se identifica com a Plataforma, apesar de reconhecer suas limitações e fraquezas, exigimos um certo nível de unidade teórica e estratégica, e responsabilidade coletiva. Isto ocorre principalmente devido à nossa própria experiência, quando descobrimos que uma organização, ainda que pequena, mas firmemente unida, com um maior nível de unidade teórica e estratégica e responsabilidade coletiva, é capaz de atingir muito mais do que uma grande organização com muito pouco entendimento comum de suas metas e objetivos, pouca unidade estratégica e tática e, conseqüentemente, pouca responsabilidade com o resto do coletivo. É assim que entendemos a distinção entre a organização específica anarquista, uma organização aberta apenas para os militantes de uma tendência particular dentro do anarquismo, e a organização de síntese, que reúne quem se identifica como anarquista, mesmo se as suas interpretações do anarquismo são bastante diferentes e até opostas. Poderiam falar um pouco dos trabalhos que faz ZACF, e quais os focos e perspectivas da organização? Devido ao tamanho da organização e o fato de que a maioria dos nossos militantes vem de classe média, uma grande parte do trabalho da ZACF é dirigido a fazer formação política dentro da classe trabalhadora e dos movimentos sociais populares, tentando aproximar novos militantes para crescer e aumentar a nossa capacidade. No entanto, nós não queremos aproximar novos militantes e apoios apenas por uma questão de crescimento, e nosso processo de aproximação e de entrada, aprovado no nosso Congresso em janeiro de 2011, está intimamente ligado a uma estratégia revolucionária de crescimento dirigida a ganhar uma presença, e na construção de uma influência, ou inserção social, nas organizações de luta da classe trabalhadora. Seguindo o exemplo da FARJ, e outras organizações especifistas da América do Sul, geralmente dividimos e concebemos o trabalho em dois níveis: ao nível político, o que pode ser mais facilmente entendido como a nível interno da organização, e ao nível social, que pode ser compreendido como o nosso trabalho público ou externo. Para podermos obter uma influência no nível social, nos movimentos de massa, é importante para a organização política anarquista, primeiro, desenvolver, esclarecer e refinar suas idéias estratégias e propostas no nível político, ou interno, e depois levá-los ao nível social, através da prática política da organização. Na prática, isso se traduz em fazer seminários públicos com ativistas de movimentos sociais populares e, cada vez mais, sindicalistas. A partir dessas oficinas, procuramos identificar os companheiros que estão próximos do anarquismo, seja prática ou teoricamente, e depois tentar levá-los a participar de um dos nossos círculos de estudos sobre o anarquismo. Também participamos dos debates e eventos públicos de movimentos sociais populares, sempre defendendo os princípios anarquistas e tentando se defender contra o autoritarismo e o oportunismo. No entanto, nosso objetivo é ajudar a construir movimentos sociais e sindicatos fortes, independentes e autônomos. Por isso que nós colocamos uma ênfase na construção de uma camada de militantes da classe operária - por meio de nossas oficinas e círculos de estudo - com uma compreensão abrangente da prática anarquista, que realmente vem destes movimentos. É por esta razão, e porque não há uma tradição anarquista pré-existente, que colocamos tanta ênfase na atividade de formação política. No entanto, nós não somos “educacionistas”; este foco é parte de uma estratégia de médio a longo prazo para conquistar uma presença para a nossa organização nas organizações de massas da classe. Recentemente, temos trabalhado muito próximo da juventude do Movimento dos Sem Terra (Landless People’s Movement - LPM), que recentemente conseguiram forçar o presidente da LPM a renunciar um cargo que ocupa desde o início, e é provável que desloquemos nosso círculo de estudos baseado em Soweto para uma favela onde a LPM está concentrada, a fim de envolver esses jovens que manifestaram interesse em aprender mais sobre o anarquismo. Outro trabalho, que temos desenvolvido recentemente, é a solidariedade com a ocupação da fábrica de Mine-Line, que é a primeira ocupação deste tipo no período pós-apartheid da África do Sul. Estamos tentando organizar oficinas de formação política com os trabalhadores de lá e estabelecer um círculo de estudo com eles, bem como tentando responder às suas necessidades específicas de solidariedade. Alguns de nossos membros e simpatizantes também estavam envolvidos na ocupação de prédios no ano passado, na Universidade de Witwatersrand e da luta contra os aumentos de taxas, bem como no trabalho de solidariedade com os trabalhadores no campus. Os membros e simpatizantes do campus se interessaram e fizeram um círculo de estudos sobre o anarquismo, com um professor anarquista e, alguns dos alunos que participaram estão interessados em se envolver mais. Então, como vocês podem ver, apesar de dar uma ênfase grande na educação política, tentando atrair novos membros e apoios, temos o cuidado de garantir que esses esforços estejam ligados a um programa estratégico para a construção de uma camada de militantes anarquistas da classe trabalhadora, com o objetivo de ganhar a inserção social nas lutas populares de classe. Existem outras organizações anarquistas na África do sul? Como se encontra o movimento anarquista lá atualmente? Na verdade não temos informações sobre outros grupos anarquistas na África do sul. Recentemente, começou uma iniciativa para construir um IWW (Industrial Workers of the World [Trabalhadores Industriais do Mundo], na Cidade do Cabo. A proposta é que o IWW seja um sindicato independente, mas como vemos agora, parece mais um grupo político que faz atividades com os outros sindicatos/sindicalistas e funciona mais como um comitê de solidariedade. Parece ser mais um grupo político sintetista, que tem a participação de militantes de várias linhas de pensamento dentro do socialismo, mas prefiro não falar mais sobre isso porque não tenho informações adequadas. Mas, fora isso, eu acho que não há outros grupos anarquistas na África do Sul. Tem vários indivíduos, em Johanesburgo e outras cidades, mas não estão – em nosso conhecimento - envolvidos em nenhum tipo de luta ou movimento popular e, para ser honesto, acho que pelo menos alguns são anarquistas somente em nome - sem conteúdo. Então, o movimento anarquista na África do Sul é bem pequeno, e está concentrado em Johanesburgo, com a ZACF, e na Cidade de Cabo, com o IWW. Ambas as organizações são grupos pequenos e novos, e não possuem muita experiência nem influência. Como disse anteriormente, também tem um circulo de estudos anarquistas em uma universidade em Johanesburgo - com quem fazemos trabalhos - e há anarquistas espalhados e isolados em outras cidades. No entanto, ao longo de quase uma década de militância consistente em movimentos sociais populares em torno de Johanesburgo, a ZACF está ganhando pouco a pouco um público para as suas idéias e construindo uma influência pequena, mas significativa e consistente, argumentando contra o socialismo autoritário e reformista e elevando o anarquismo revolucionário e seus princípios como uma alternativa viável. Recentemente, participamos da primeira Conferência da Esquerda Democrática (agora a Frente de Esquerda Democrática), que é uma tentativa de chamar diversos movimentos sociais, sindicatos e organizações políticas de esquerda, em uma frente anticapitalista e explorar novas formas para a superação do sectarismo da esquerda da luta de classes e ajudar a desenhar as várias organizações envolvidas em uma cooperação prática e de solidariedade. Nesta conferência temos contribuído para defender com êxito uma linha de independência de classe e derrotar qualquer tentativa de constituir a iniciativa em uma frente eleitoral. Isso pode ser de curta duração. Contudo, embora os socialistas autoritários em geral concordem que precisamos nos concentrar na construção da lutas de massa a partir de baixo e construir a DLF no processo - não há dúvida de que, se formos bem sucedidos na construção de um movimento de massas, eles vão tentar arrastá-lo para as eleições. É difícil para se inserir nas comunidades e bairros pobres da África do Sul? Há problemas com o crime organizado ou as milícias? O maior problema para conseguir uma inserção nas comunidades e bairros pobres não é o do crime o organizado ou as milícias, mesmo que existam, mas o partido do governo, o Congresso Nacional Africano (African National Congress - ANC), e seus membros e oficiais. Já aconteceu de membros do ANC e amigos do conselheiro da ANC ameaçarem militantes da ZACF com armas de fogo quando realizávamos atividades em uma favela em Soweto. Mais recentemente, um militante de apoio da ZACF e sua família foram forçados a abandonar sua casa na favela depois que um bando de homens queriam atacar nosso companheiro, acusando-o de ser o responsável na comunidade pela ligação ilegal de eletricidade (gato) para quem não tem recursos para pagar. Em outros casos, embora os membros da ZACF não estivessem diretamente envolvidos, militantes da classe operária de movimentos sociais como o Fórum Anti-Privatização (APF) foram atacados, agredidos e assassinados, a fim de impedi-los de reforçar o apoio aos movimentos sociais e minar o poder e a influência das autoridades locais. Esses tipos de ataques têm sido freqüentemente cometidos por membros do Fórum de Policiamento Comunitário (CPF), uma iniciativa do governo de envolver membros da comunidade na prevenção da criminalidade, mas que tem basicamente evoluído para grupos de vigilantes que fazem cumprir a vontade da elite política local. Aqui no Brasil estamos preparando o país para sediar uma Copa do Mundo. O povo pobre parece ser o principal alvo de propagandas do governo, pela paixão que essas pessoas têm pelo futebol. Na África do sul, qual foi o impacto que esse evento causou na população pobre, que é a maioria por lá? Foi um evento popular? O povo conseguia entrar nos estádios para ver os jogos da seleção? A mesma coisa aconteceu por aqui: o governo e a FIFA focaram suas propaganda nos pobres e trabalhadores pobres, que esperavam que Copa do Mundo trouxesse o necessário desenvolvimento e investimentos em áreas pobres. Eles também estavam desesperados por algo que pudesse fazê-los escapar, ainda que brevemente, de sua miséria diária. A Copa do Mundo parecia oferecer muito, e as pessoas geralmente apoiavam o fato de a África do Sul sediar a Copa. Foi só quando as pessoas começaram a notar o mau uso e a alocação errada de impostos que elas começaram a se questionar. Ao invés de desenvolver regiões pobres, equipar as escolas e hospitais etc., o dinheiro foi utilizado para construir novos estádios, melhorar as estradas em áreas ricas, onde há um grande número de hotéis que os turistas usariam. Em pouco tempo, era óbvio para qualquer pessoa perceber que a coisa toda era uma farsa, os únicos que teriam vantagem seriam os membros do governo e os oficiais da FIA, as empreiteiras e os grandes investidores internacionais, etc. Na verdade, o país sofreu um grande endividamento externo. Como resultado de sediar a Copa e, com a crise econômica mundial, a classe trabalhadora e os pobres é que pagaram e vão continuar a pagar essa conta. Não foram só os ingressos caros para qualquer pessoa da classe trabalhadora poder pagar, mas os comerciantes informais (vendedores ambulantes), que fazem a vida vendendo mercadorias em torno dos estádios, foram proibidos de se aproximar a menos um raio de três quilômetros dos estádios. A maioria dos contratos foi para grandes corporações e multinacionais já existentes. O governo vendeu a idéia de sediar a Copa para o povo, dizendo que ia trazer investimento, criação de emprego e desenvolvimento. O que aconteceu na prática é que as pessoas, os pobres e a classe trabalhadora, foram excluídos e marginalizados em todos os sentidos possíveis. Os empregos criados foram na sua maioria temporários, e essas pessoas provavelmente já estão desempregadas de novo. De fato, além dos estádios - que nunca mais serão lotados novamente - um aumento da presença policial nas ruas é um dos únicos efeitos visíveis e duradouros de sediar a Copa. O que é encorajador, no entanto, é que algumas pessoas no Brasil já começaram a questionar todo o processo, e começam a se organizar e se mobilizar contra seus efeitos. Já em Fortaleza, Ceará, uma das cidades-sede, várias organizações comunitárias se uniram para resistir ao deslocamento de várias favelas para dar lugar a um tipo de metrô, acima da terra, que está sendo construído para atender os turistas durante a Copa. Como se encontra a relação entre negros e brancos? Os vestígios do Apartheid ainda fazem parte da política e da sociedade sul-africana? As relações entre os negros (que incluem mestiços e indianos) e brancos desde 1994 têm sido administradas com distinções de classe, que geralmente (embora não completamente), determinam as relações entre eles. Embora seja correto dizer que o racismo está muito vivo na África do Sul, hoje são complexas as idéias e sentimentos a respeito. Desde 1994, os antigos vestígios políticos e estruturais do Apartheid foram removidos, de modo que os negros são politicamente livres como as pessoas brancas. No entanto, as relações econômicas praticamente permaneceram as mesmas (com referência ao âmbito privado e estatal - da classe dominante e da propriedade - relações com o resto da população), agravadas com o governo do ANC, liderado por Mandela, que se agarrou com entusiasmo na trajetória neoliberal. A grande maioria dos sul-africanos é negra. Assim, a grande maioria de pobres aqui também é negra (há, no entanto, uma considerável população de brancos nas classes pobres e trabalhadoras - a maioria funcionários civis do Estado anterior, militares e policiais de baixa patente, etc.). Embora o Estado possua e/ou controle mais de 30% da economia através de participação direta, como acionista majoritário, etc., a maior parte da economia ainda é controlada por empresas, e/ou por indivíduos que se beneficiaram diretamente com o Apartheid – na sua maioria brancos. Isso não quer dizer que foram só pessoas brancas que se beneficiaram com o "Apartheid", e nem que todos os brancos se beneficiaram disso. A maioria dos brancos era da classe trabalhadora, mas como um todo ganhavam mais privilégios, como melhor acesso a ensino de qualidade, emprego melhor remunerado e muito mais direitos políticos do que os negros. Existia uma pequena camada de administradores - antigos bantustões negros, e uma pequena elite negra - que também se beneficiou da legislação da época do Apartheid, que foi absorvida, da mesma maneira que a dispersão do pós-1994 e para o próprio ANC. Muitos sul-africanos pobres, portanto, apontam para situação material existente e as circunstâncias sociais, que não melhorou desde a aquisição do ANC e, de fato, em muitos aspectos, torna-se pior, como prova de que o preconceito econômico e político em favor dos brancos ainda existe. Além disso, muitos pobres e pessoas da classe trabalhadora têm que lutar por restos escassos e pequenas oportunidades que caem da mesa da ganância capitalista. Por sua vez, a violenta manifestação física de frustração, como, por exemplo, os ataques xenófobos contra os imigrantes pobres (principalmente de outros países africanos, bem como os países asiáticos). Essas atitudes são reservadas aos imigrantes pobres, enquanto as classes superiores de outros países europeus e dos Estados Unidos, por exemplo, são vistas, entre outras coisas, como portadoras de investimento e, portanto, do crescimento econômico e do emprego. Essas são características constantes da vida em bairros pobres de todo o país. Os problemas de dominação de diversas formas sobre os pobres das áreas rurais não mudou desde 1994. A maioria dos trabalhadores são negros e mestiços, que trabalham (se tiverem sorte suficiente para encontrar trabalho) nas fazendas e nas fábricas de propriedade e gerência quase que exclusivamente de brancos. Suas condições de trabalho são terríveis! Muitos executam tarefas que são fisicamente desgastantes por mais de 12 horas por dia, algumas com até 18 horas por dia de trabalho (os trabalhadores de um matadouro de Robertson, uma pequena cidade rural no Cabo do Oeste, por exemplo, onde 40 trabalhadores têm que abater cerca 1040 ovelhas por dia), e os contratos geralmente são temporários e, muito precários. No entanto, muitos atribuem suas dificuldades não ao racismo e ao domínio branco, mas ao capitalismo e, em muitos casos, especificamente à gestão ineficaz do sistema capitalista por um governo negro - prova de que as divisões da era do Apartheid continuam vivas de muitas formas. Desde 1994, o ANC conseguiu “desracializar” a máquina do Estado, mas falhou na “desracialização” da economia nacional capitalista. Assim, existe uma pequena e fraca burguesia negra (mas materialmente muito bem dotada de recursos). Esta camada utiliza os sistemas de patrocínio estatal e o ANC, para melhorar ainda mais seus recursos materiais e contas bancárias. Isso criou uma cultura entre as pessoas politicamente bem relacionadas com o ANC: uma escada para o sucesso financeiro através do Estado. Muitos ativistas do movimento de bairros pobres começaram a perceber esta tendência, e tornaram-se desiludidos com o partido no poder. Essa análise de classe mais aberta está crescendo lentamente. Há, no entanto, alguns nacionalistas negros (indivíduos e pequenas organizações) que procuram influência evocando séculos de opressão colonial, às dificuldades por que passam, e a sua subordinação a reivindicações de uma agenda de supremacia atual branca, e propagando um africanismo (e, mais particularmente um sul-africanismo negro), que inclui propaganda de remoção de todas as pessoas brancas de suas terras e recursos e buscando colocá-los nas mãos do povo negro. Contudo, não está claro para essas pessoas como seria administrar tudo isso. Além disso, essa narrativa é igualmente tenebrosa. Algumas dessas pessoas podem ir tão longe ao ponto de dizer que os brancos devem ser expulsos do país, apesar do fato de que, para muitos brancos sul-africanos, cujas famílias viveram aqui por gerações, isso seria difícil para eles. Apesar dessas vozes díspares, o ANC ainda goza de apoio popular entre a classe trabalhadora e os pobres (embora não tanto como afirma), que são seduzidos pela mensagem de certos líderes que proclamam que o problema não é do próprio ANC, mas dos indivíduos e das pessoas dentro do partido, e que o partido é, portanto, um espaço aberto e não uma entidade que defende a predominância do capital nacional e internacional. Por essas razões, hoje o racismo está muito mais vinculado às circunstâncias econômicas do que aos antigos vestígios políticos do Apartheid (é claro destacar que a sanção econômica interna foi crucial para a manutenção da segregação e Apartheid). No entanto, o fato de o Apartheid ter tido enorme influência sobre os sul-africanos e as suas atitudes, faz com que muitas pessoas ainda tenham preconceitos individuais (por exemplo, "o país está num estado miserável porque os gerentes negros não são tão eficientes quanto os gerentes brancos", "negros só podem ascender a empregos de nível bom por causa do estado de direito", etc.). Entrevista realizada em 2011. |
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