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A Nova República acabou: a esquerda ainda não ressurgiu e o fascismo de mercado insiste em protagonizar o debate

category brazil/guyana/suriname/fguiana | miscellaneous | opinião / análise author Samstag Oktober 07, 2017 04:58author by BrunoL - 1 of Anarkismo Editorial Groupauthor email blimarocha at gmail dot com Report this post to the editors

Há tempos queria começar uma pequena série de análises mais ensaísticas e menos conjunturais, aproximando-me da estupefação ampla, geral e irrestrita onde nos encontramos. Afirma-se “Brasil em transe”

Quem se dedica à análise política do Brasil contemporâneo costuma se debruçar sobre os fatores da crise e a ruptura do pacto de classes que marcou o período lulista. Ao mesmo tempo há certo consenso em afirmar que a “Nova República” acabou e as bases constitucionais de 1988 estão sob um ataque direto. Simultaneamente, a crise de arrecadação dos níveis de governo, da quase falência – forçosa – do aparelho de Estado e o recente (nos últimos três anos) enxugamento das políticas públicas implica uma brutal concentração de renda, aumentando um fosso que já era abissal, embora atenuado pelo período de crescimento econômico sem desenvolvimento.
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04 de outubro de 2017, Bruno Lima Rocha

Há tempos queria começar uma pequena série de análises mais ensaísticas e menos conjunturais, aproximando-me da estupefação ampla, geral e irrestrita onde nos encontramos. Afirma-se “Brasil em transe” e há algo de racional nisso. Nestas breves palavras que seguem, começo tal empreitada.

Quem se dedica à análise política do Brasil contemporâneo costuma se debruçar sobre os fatores da crise e a ruptura do pacto de classes que marcou o período lulista. Ao mesmo tempo há certo consenso em afirmar que a “Nova República” acabou e as bases constitucionais de 1988 estão sob um ataque direto. Simultaneamente, a crise de arrecadação dos níveis de governo, da quase falência – forçosa – do aparelho de Estado e o recente (nos últimos três anos) enxugamento das políticas públicas implica uma brutal concentração de renda, aumentando um fosso que já era abissal, embora atenuado pelo período de crescimento econômico sem desenvolvimento.

Tampouco cabe, neste momento, levantar uma bandeira de tipo “saudosismo recente”, mais alinhada ao oficialismo do governo deposto – Lula e Dilma – e distante da crítica necessária. A instabilidade política brasileira iniciada – no entendimento deste analista – no chamado “terceiro turno” de 2014 e o processo de “venezuelização coxinha” no Brasil, foi ao encontro da desorganização social do país onde ultrapassamos mais de 50.000 mortes violentas por dia. Sociedade alguma com estes índices de homicídios e negação parcial – pelas vias de fato – dos direitos civis da maioria afrodescendente pode ser considerada “estável”. O que havia – e não há mais – é uma estabilidade institucional, onde o “baronato bananeiro” do topo da pirâmide social (nacional ou transnacional) transitava bem com as tecnocracias de carreira de Estado e as elites políticas estáveis com múltiplas presenças (empresarial, jurídica, partidária, midiática). A este desenho de composição de elites dirigentes somadas com frações de classes dominantes realmente existentes no Brasil, se somaram setores com protagonismo cada vez maior, como “alas empresariais ideologicamente neoliberais; neopentecostais neofundamentalistas; jovens ultraliberais alinhados aos laboratórios de difusão estadunidense” e, ao mesmo tempo, a parcela cada vez maior da posição política que se alinha com o que era chamado de “entulho autoritário” de saída da ditadura militar.

De forma breve e ensaística, penso que devemos interpretar este segundo fator.
Vale respirar pausadamente, analisar a sociedade brasileira a fundo, reencontrar-se com as mais profundas raízes de nosso povo e buscar ir além do lugar comum e do jogo tático sem alternativas estratégicas. O dilema é sempre o mesmo: ou a inflexão pela ‘estabilidade institucional’ ou ‘ as formas de luta pela defesa dos direitos adquiridos e o mundo do trabalho’. Obviamente me inclino pela segunda opção e justifico. Toda e qualquer resistência política e social agora vai render acumulação para enfrentar as batalhas antifascistas ano que vem. E não estou falando das urnas e sim da mobilização da sociedade no Brasil. Fazer “revoadas de galinhas verdes” nunca foi uma dificuldade maior, o problema de fundo é não deixarem liquidar o território por completo.

A política de terra arrasada era previsível. Por incrível que pareça, a falta de compromisso com a legitimidade do governo Michel Temer e a hipocrisia marcada pelas jornadas coxinhas do “vento a favor” onde a cruzada moralista pelo impeachment sem causa jurídica durou menos de três meses, justamente dá o aval para os golpistas fazerem o que for necessário para se manter no Poder Executivo, não serem presos e cumprirem com as “promessas de conspiração”, na “puxada de tapete” da presidenta reeleita.

28 de setembro, Brasília, Esplanada dos Ministérios: uma “homenagem”

Em Brasília, na Esplanada, na 5a dia 28 de setembro, foi erguido um banner gigantesco do general de exército Antônio Hamilton Mourão, da ativa e com patente de quatro estrelas. Ou seja, sob o regramento disciplinar da Força Terrestre e, supostamente impedido de se pronunciar politicamente para além dos temas vinculados ao seu ofício. Expor uma figura com patente de general como líder político é como um regresso aos anos ’50, quando cada força política tinha incidência no Alto Comando das três armas e tínhamos candidaturas de marechais, brigadeiros, generais e almirantes. Na segunda década do século XXI, demonstrações como estas são simplesmente é um incentivo para a quebra da ordem política e, em tese, deveria ser exemplarmente punido. Nenhum caminhão roda sozinho e menos ainda um caminhão com guindaste. Tampouco um banner gigante pode ser produzido sem deixar rastro ou registro financeiro. Caberia abertura de investigação junto aos setores especializados em crimes institucionais. Caberia, não sei se foi aberto algum expediente investigativo, mas pressuponho que não deve vir a acontecer nada e uma imagem diante dos poderes constituídos fica como "uma homenagem".

O entulho autoritário jamais recolhido e o problema da coesão da caserna
O ato em homenagem ao general Hamilton Mourão, uma forma de desafio público, aberto a ordem democrática - mesmo que em sua forma liberal e esvaziada - é a continuidade da banalização dos discursos de extrema direita com viés de apoio à intervenção militar ou, por tabela, à eleição do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para presidente em 2018. Ao contrário do que possa parecer e se ainda interpretamos corretamente os pronunciamentos do Comandante em Chefe e de seu favorito na sucessão, o Comandante do Estado Maior do EB, vemos a preocupação da Força Terrestre em manter a coesão do Alto Comando, e primordialmente, a coesão entre a chamada "ala dos profissionais". Logo, a conta inversa também é correta. Quanto maior for o apoio aos falastrões como Mourão, mais peso terá nas eleições a via de extrema direita - conservadora no comportamento - e essencialmente racista no que implica em reconhecer as formas de vida de indígenas e quilombolas.

Se há algum alento nesta extrema direita atual é seu anti-nacionalismo de fato, lendo o “nacionalismo” latino-americano como uma expressão genérica do sentimento anti-imperialista e pela autodeterminação de nossos países e povos. A nação profunda não é a imaginária como uma cópia mal feita e racista típica das sessões do parlamento do Império quando afirmavam “o Haiti não será aqui, o Haiti não pode ser aqui!”. O Brasil profundo é justamente aquele desprezado pela eugenia e o racismo de classe como nos explica Jessé Souza. Logo, o inverso também é verdadeiro.

O cenário é complexo e temos fragmentações múltiplas em todos os setores da política. Mas, ao menos alguns horizontes se tornam mais visíveis, e, automaticamente, cenários mais radicalizados. A luta antifascista ganha um novo contorno a partir do segundo semestre de 2017.

Bruno Lima Rocha é professor de relações internacionais e de ciência política (www.estrategiaeanalise.com.br para textos e colunas de rádio / www.estrategiaeanaliseblog.com para vídeos e entrevistas de áudio / blimarocha@gmail.com para E-mail e Facebook)

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Na madrugada de 8 para 9 de março mais de 600 mulheres do MST ocupam a fazenda Ana Paula na metade sul do estado do RGS (Brasil) para fazer ação direta contra a monocultura do eucalipto que invade a geografia do pampa. As árvores exóticas do agronegócio derrubadas pelo machado, a foice e o facão, formam os maiores investimentos dos capitais transnacionais que vem ao campo se associar com o latifúndio e se apropriar dos bens naturais para fazer produtos de exportação. As camponesas dispararam luta de massas no marco do dia da mulher trabalhadora para reivindicar sem mediações reforma agrária para produção de alimentos. Aqui entrevistamos duas companheiras libertárias: Lizandra e Gerusa vinculadas aos processos de luta e organização do MST e Via Campesina que nos falam mais dessa última jornada:

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Introdução deste cenário complexo

O relatório na CCJ terminou reprovado por 40 a 25, com o governo emplacando o substitutivo por placar de 41 a 24. Considerando que o Jaburu trocou 20 membros ao longo da montagem da Comissão para apreciar a denúncia, então está parelha a coisa em plenário. Assim, durante o curto recesso do Congresso nesta segunda quinzena de julho, observamos as manobras de aproximação e afastamento entre Michel Temer e o deputado federal Rodrigo Maia (DEM/RJ). Simultaneamente, o racha da direita aumenta, com a base de Temer apontando as baterias contra a Globo e apoiando, tacitamente, a correta ofensiva da Record. No caminho inverso, o ex-secretário de Segurança de Quércia e Fleury Filho, é o alvo permanente da emissora líder. As razões – ou as possíveis motivações – constam de tese desenvolvida por Luis Nassif, a qual este analista corrobora. O alvo simultâneo do telejornalismo em rede nacional, aborda tanto o ex-presidente Lula e a condenação sem provas cabais por Sérgio Moro, como termina fazendo discurso de apoio às leis regressivas e retirada de direitos através da contrarreforma ou restauração burguesa levadas a cabo no Brasil pós-golpe. São rodadas múltiplas de um cenário que ultrapassa o binarismo.

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Afirmo de maneira categórica: A ex-esquerda sucumbiu por ignorância ou subestimação do conceito de ideologia e a consequência direta da falsa ideia de hegemonia na sociedade brasileira. Como também afirmo há tempos, chegando ao ponto da exaustão por repetição do conceito, não trato da hegemonia de tipo superficial ou rasteira, quando se entende – de maneira equivocada – “ter hegemonia” a simplesmente impor alguns nomes para certos cargos-chave em instituições importantes dentro de uma sociedade estruturalmente desigual. Isso não é hegemonia, talvez hegemonismo, velho vício das esquerdas encantadas com a tentação autoritária.

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Bruno Lima Rocha, 02 de agosto de 2014

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