Benutzereinstellungen

Neue Veranstaltungshinweise

Brazil/Guyana/Suriname/FGuiana

Es wurden keine neuen Veranstaltungshinweise in der letzten Woche veröffentlicht

Kommende Veranstaltungen

Brazil/Guyana/Suriname/FGuiana | Economia

Keine kommenden Veranstaltungen veröffentlicht

A Petrobrás sob o controle dos especuladores e a greve dos caminhoneiros

category brazil/guyana/suriname/fguiana | economia | opinião / análise author Montag Mai 28, 2018 10:00author by BrunoL - 1 of Anarkismo Editorial Groupauthor email blimarocha at gmail dot com Report this post to the editors

A paralisação e greve dos caminhoneiros deixou a nação estática.

A paralisação e greve dos caminhoneiros deixou a nação estática. Iniciada na segunda dia 21 de maio, atravessou quatro dias até que na noite de 5ª, 24 de maio, o governo Temer teria “negociado” com “representantes” dos caminhoneiros. Vivemos o avesso do avesso. Quem assinou o “acordo” de 5ª à noite foi considerado pelo governo ilegítimo como sendo os “trabalhadores do transporte rodoviário”.
greve_dos_caminhoneiros_2018.jpg

27 de maio de 2018, Bruno Lima Rocha
A paralisação e greve dos caminhoneiros deixou a nação estática. Iniciada na segunda dia 21 de maio, atravessou quatro dias até que na noite de 5ª, 24 de maio, o governo Temer teria “negociado” com “representantes” dos caminhoneiros. Vivemos o avesso do avesso. Quem assinou o “acordo” de 5ª à noite foi considerado pelo governo ilegítimo como sendo os “trabalhadores do transporte rodoviário”. Logo na sexta dia 25 de maio, a paralisação continuava, até porque no meio da reunião de 24 de maio, o presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCAM) se retirou. Evidentemente que as reivindicações mais óbvias não estavam sendo atendidas. Sem a previsibilidade mínima, não há como seguir rodando “ganhando” bruto R$ 1,20 o quilômetro. Quanto à redução definitiva do valor dos derivados de petróleo, diesel, gasolina e querosene, nada feito porque além dos 10% a menos no preço da refinaria, a diretoria da Petrobrás não se compromete com mais nada. Trata-se de outro capítulo da crise, a dependência do modal rodoviário e a subordinação da Petrobrás às determinações dos especuladores paralisaram o Brasil.
Vale observar, novamente, o fenômeno. Os dados coletados foram vários, e nos dias durante a greve e paralisação, a trama do transporte foi verificada. A terceira semana de maio de 2018 viu-se diante de um fato. O país roda a diesel e os preços praticados pela Petrobrás levaram algumas categorias de transportadores ao desespero. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), rodam no país 2,7 milhões de caminhoneiros. Deste total, os chamados caminhoneiros autônomos são proprietários de cerca de 70% da frota e os demais, 30%, pertencem a empresas de logística e outros setores. De acordo com o Cadastro Geral de Emprego (CAGED) trabalham nas transportadoras 360 mil motoristas de carga, enquanto os autônomos são 1,8. Tal condição aproxima a maioria dos caminhoneiros de algumas reivindicações das empresas do setor, mas essa é uma aproximação. Os interesses não são os mesmos e menos ainda as representações.
Vale repetir. O governo ilegítimo tratou de “negociação” quem estava fazendo locaute e depois compôs com as emissoras de TV e conglomerados de mídia a “grande narrativa”. Houve locaute e segue havendo! A alegação é do núcleo duro de MT. E quem seriam os operadores máximos do locaute? Justo os autônomos, que trabalham por conta ou como locatários de donos de caminhões. O discurso de “minoria radical” não colou nada bem e a revolta se somou com a necessidade da luta. O apoio popular para a causa, não baixou, de jeito algum. Os dias seguintes foram intensos: sexta dia 25, sábado 26, domingo 27 de maio; e a pressão continuou. É necessário reafirmar. Em Brasília, as duas entidades presentes na reunião do dia 24 de maio, no Palácio do Planalto, onde teriam chegado a algum tipo de acordo, não representavam a maioria dos caminhoneiros autônomos. É como se o “representante não representasse”. O mesmo pode-se afirmar quanto à Petrobrás. Sua diretoria indicada após o golpe parlamentar que levou Michel Temer ao Poder Executivo não representa nem os interesses do país e, menos ainda, tem o respaldo dos trabalhadores do setor.
Não resta sombra de dúvida. A primeira reação de Pedro Parente já merecia a demissão sumária e imediata dele e de toda sua diretoria. Depois, em rede nacional, outra pérola do entreguismo a favor dos especuladores.
“Nosso objetivo é gerar valor para os acionistas no médio e no longo prazo”, afirmou o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, ao vivo, no Jornal Nacional, de 24 de maio.
Parente opera contra os interesses do país. Correu o país o texto da Associação de Engenheiros da Petrobrás (AEPET) e é necessária a sua repetição: A partir de outubro de 2016, passou a praticar preços mais altos para os combustíveis, viabilizando a importação de derivado. Com isso, a Petrobras perdeu mercado e a capacidade ociosa das refinarias saltou para 25%. Com menos refino, explodiram as exportações de óleo cru e as importações de derivados. O maior beneficiado foram os Estados Unidos: enquanto as importações de diesel se multiplicaram por 1,8 desde 2015, a importação de diesel dos EUA dos EUA aumentou 3,6 vezes. Passou de 41% em 2015 para 80% do total de importados pelo Brasil, ao mesmo tempo em que a Petrobras abria mão da refinaria de Pasadena. Os grandes ganhadores foram os “traders” internacionais, dentre as quais o maior é a Trafigura, a gigante que montou o maior esquema de corrupção da história de Angola, estava envolvido até o pescoço com os escândalos da Petrobrás e foi surpreendentemente liberada pelos procuradores da Lava Jato e pelo juiz Sérgio Moro.
Cabe perguntar, porque a Federação Única dos Petroleiros (a FUP) e mesmo os setores dissidentes à esquerda desta entidade, não coordenaram esforços para lançar uma campanha em defesa da Petrobrás, da composição nacional de preços e não subordinada aos especuladores transnacionais (os chamados traders). Seria o momento perfeito para tentar uma greve de trabalhadores do setor de óleo e gás, visando à retomada do controle nacional sobre o setor mais importante do país.
A falta de alianças políticas no nível social é proporcional ao abandono do trabalho na base da sociedade complexa que se formou no período do boom econômico, fomentado tanto pelo auge das commodities como pela dominação do capitalismo pós-fordista no regime de extração de mais valia coletiva e acumulação flexível. A identificação imediata dos caminhoneiros autônomos é com motoristas de vans – como os transportadores escolares – motoboys, taxistas e até condutores de aplicativos. A sociedade brasileira tem uma complexidade nas relações econômico-produtivas e o sindicalismo verticalizado sozinho já não dá conta da organização do mundo do trabalho.
Mesmo com todas estas dificuldades somadas à confusão e o oportunismo ideológico da tentativa de captura pela extrema direita da justa luta dos caminhoneiros autônomos, o momento é de mais crise para o governo ilegítimo, aproximando o debate de necessidade de projeto de país e defesa incondicional dos interesses da maioria do povo brasileiro. A legitimidade dos grupos de mídia também se fragiliza nesta semana de paralisação de caminhoneiros, pois a partir de 6ª dia 25 de maio, começaram a fazer o infame esforço de criminalizar a luta e acusar de locaute justamente quem trabalha por conta.
É o momento ideal para popularizar o tema da defesa da Petrobrás pública e a serviço da soberania popular. Razões para esta luta não faltam, embora sejamos bombardeados, 24 horas por dia, com mentiras em relação ao Petróleo e o Pré-Sal.
Bruno Lima Rocha é vice-coordenador do Grupo de Pesquisa Capital e Estado, pós-doutorando em economia política, doutor e mestre em ciência política, professor de relações internacionais e jornalismo (https://estrategiaeanaliseblog.com/ blimarocha@gmail.com / canal no Telegram t.me/estrategiaeanalise)

This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
Rojava: Mensaje urgente de un compañero anarquista en Afrin

Hauptseite

Μετά την καταστροφή τι;

Aufruf zur Demonstration am 2.9.2018 in Unterlüß "Rheinmetall entwaffnen – Krieg beginnt hier"

Mass protest in central and southern Iraq

Ecology in Democratic Confederalism

[Colombia] Perspectivas sobre la primera vuelta de las elecciones presidenciales de Colombia 2018

Call for Solidarity with our Russian Comrades!

8 reasons anarchists are voting Yes to Repeal the hated 8th

Comunicado de CGT sobre la Nakba, 70 años de dolores para el Pueblo Palestino

[ZAD] Les expulsions ont commencé, la zad appelle à se mobiliser

Assassinato Político, Terrorismo de Estado: Marielle Franco, Presente!

La Huelga General del 8 de Marzo, un hito histórico

A intervenção federal no Rio de Janeiro e o xadrez da classe dominante

Halklarla Savaşan Devletler Kaybedecek

Σχετικά με τον εμπρησμό

Ciao, Donato!

[Uruguay] Ante el homicidio de un militante sindical: Marcelo Silvera

[Argentina] Terrorista es el Estado: Comunicado ante el Informe Titulado "RAM"

[Catalunya] Continuisme o ruptura. Sobre les eleccions del 21D

Reconnaissance par Trump de Jérusalem comme capitale d'Israël : de l'huile sur le feu qui brûle la Palestine

Noi comunisti anarchici/libertari nella lotta di classe, nell'Europa del capitale

Luttons contre le harcèlement et toutes les violences patriarcales !

The Old Man and the Coup

Hands off the anarchist movement ! Solidarity with the FAG and the anarchists in Brazil !

URGENTE! Contra A Criminalização, Rodear De Solidariedade Aos Que Lutam!

Brazil/Guyana/Suriname/FGuiana | Economia | pt

Fr 17 Aug, 08:20

browse text browse image

privatizacionaeropuertos.jpg imageEl sector aéreo y el desafío privatizador de Dilma 04:14 Fr 04 Feb by Bruno Lima Rocha 0 comments

Las amenazas de “caos aéreo” y la presión para alcanzar el plan de metas de infraestructura y función operacional de la FIFA para la Copa del Mundo de fútbol, abren margen de consentimientos de las personas para que un proceso privatizador sea puesto en marcha.

image2018 e o quarto turno de 2014 que não vai terminar Dez 17 by BrunoL 0 comments

A única condição de exercício de governo que não a continuidade do período de Temer e do desmonte seria um pacote revogatório das medidas privatizantes tomadas desde abril de 2016.

imageOperação Lava Jato: comunicação mediada e apelação midiática Aug 12 by Bruno Lima Rocha 0 comments

Artigo de análise política sobre a Operação Lava Jato e sua exibição midiática

imageNo rastro da nova-velha direita e o giro reacionário do senso comum brasileiro – 2 Jun 21 by BrunoL 0 comments

20 de junho de 2016, Bruno Lima Rocha

Introdução da segunda parte da série

Neste segundo artigo da série da nova-direita, desenvolvo a ideia de como o senso comum foi sendo colonizado por ideias reacionárias, que terminam sendo um modo reativo diante das tímidas e, por vezes, pífias políticas de reconhecimento promovidas pelo governo temporariamente afastado e o pacto lulista iniciado em 2003. Na esteira deste reacionarismo social e de âmbito na cultura e na religião, vemos espetáculos dantescos de misoginia, de homofobia e um rechaço “medieval” aos avanços obtidos dentro da Constituição Federal de 1988. Insisto na tese de linha chilena, ao menos até 1981, quando o pau de arara e as máquinas de moer carne humana das forças repressivas de Augusto Pinochet e cia. eram complementadas pelo asqueroso preceito dos Chicago Boys, doutores e mestres em economia na Universidade de Chicago, para onde foram às dezenas por duas décadas a soldo de bolsas do Império.

imageDespués del alejamiento forzoso de la presidente Dilma Rousseff Jun 06 by BrunoL 0 comments

05 de junio de 2016, Bruno Lima Rocha

El Senado brasileño concluyó alrededor de 6.30 de la mañana de 12 de mayo de 2017 un golpe blanco, perfectamente orquestado, alejando a presidente reelecta Dilma Rousseff (PT), por 55 votos a favor del alejamiento contra 22 por el mantenimiento en el cargo. Con esta votación, el PMDB llega al poder por la tercera vez de forma indirecta. Antes con Tancredo Nieves y José Sarney en 1985, en el retorno de Itamar Franco para el partido de Ulisses Guimarães en 1992 después del impedimento de Fernando Collor de Mellor y ahora con Michel Temer – vicepresidente reelegido - asumiendo el Palacio del Planalto por haber sido reelegido en la misma chapa de la exguerrillera.

imageUma crítica por esquerda aos militantes ainda vinculados ao governo deposto – 1 Jun 06 by BrunoL 0 comments

03 de junho de 2016, Bruno lima Rocha

Iniciar um debate como esse é sempre um tema delicado. Nos espaços onde publico e circulam ideias por mim difundidas, percebo que as críticas são bem recebidas e, ao mesmo tempo, posso estar abrindo feridas políticas com interpretações que podem ser bastante sectárias. Ainda que reconheça este risco, estou abrindo uma nova série, compartilhando tanto a crítica à nova direita que cresce na onda reacionária a tomar conta de parte do Brasil, como fazendo a crítica por esquerda, de forma, mas sincera.

more >>
Sorry, no press releases matched your search, maybe try again with different settings.
© 2005-2018 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]