Benutzereinstellungen

Neue Veranstaltungshinweise

Brazil/Guyana/Suriname/FGuiana

Es wurden keine neuen Veranstaltungshinweise in der letzten Woche veröffentlicht

Kommende Veranstaltungen

Brazil/Guyana/Suriname/FGuiana | Anti-fascismo

Keine kommenden Veranstaltungen veröffentlicht

Primeira análise comentada após a vitória de Bolsonaro: que governo é esse?!

category brazil/guyana/suriname/fguiana | anti-fascismo | opinião / análise author Samstag November 03, 2018 21:42author by BrunoL - 1 of Anarkismo Editorial Groupauthor email blimarocha at gmail dot com Report this post to the editors

As primeiras impressões do governo de extrema direita eleito no Brasil

Parece que tudo vai ser aos trancos e barrancos e um governo loteado, escorado em "super ministros" e bombardeado o tempo todo com o fogo amigo das palavras do "super vice".
xsergiomoroepauloguedes.jpg

03 de novembro de 2018 – Bruno Lima Rocha
Desde a eleição do candidato Jair Bolsonaro (PSL) no último domingo dia 28 de outubro que eu praticamente não paro. Até aí nada demais, porque a maior dos/das colegas e companheiros não para há muito e dorme pouco ou nada. A preocupação com o país, os destinos de nossa sociedade e o inusitado de estar vivendo sob democracia liberal e um governo eleito de extrema direita é de um impacto absurdo. Também não venho parando para raciocinar porque ao escrever estas palavras, apenas passados alguns dias da eleição, os tempos dos anúncios, possíveis medidas, recuos e contra medidas, além de novidades, são de um volume gigantesco.
Ou seja. Parece que tudo vai ser aos trancos e barrancos e um governo loteado, escorado em "super ministros" e bombardeado o tempo todo com o fogo amigo das palavras do "super vice". Até agora sabemos de três super ministros:
- Paulo Guedes e sua equipe de financistas e ultra liberais na Economia, Planejamento e MDIC agrupados!
- Sergio Moro - ele mesmo - que deixa a magistratura para algo que no meu ver caracteriza como uma aventura política e evidente conflito de interesses, à frente de um Ministério da Justiça que retoma a pasta da Segurança Pública e terá o comando do COAF também.
- Augusto Heleno, general de quatro estrelas (reserva) que estará à frente da Defesa que, se não se cuidar, vai acabar como "defesa interna" e a todo o momento se esbarrando no MJ.
Os dois próximos "super ministros" seriam - serão - da Educação, Cultura e Esporte (tudo junto como no Estado Novo quando englobava no começo, Educação e Saúde ate ganhar a sigla histórica de MEC) e a Agricultura, que ia encampar o Meio Ambiente mas acabou sendo colocada de volta “apenas” como o Ministério da Vocação Bananeira e Colonizada do Latifúndio Agro-Exportador.
Deixo aqui minha primeira impressão. O presidente eleito Jair Bolsonaro não se preparou para governar e apenas se preparou ao longo dos últimos quatro anos para ganhar a Presidência. Ou seja, vencer a corrida, mas sem ideia alguma concreta do que fazer após medalhar no pódio. A impressão que dá é que estaremos sob o bombardeio de factoides, mais fake news - firehosing como se diz na gíria dos gringos - e que a Presidência irá oscilar entre momentos de certa serenidade e algum absurdo.
Isso já começou logo na entrevista dada para as emissoras de TV na 2a dia 29 outubro, eu particularmente ouvi a da Rede Bandeirantes, quando Bolsonaro afirmou - novamente - "que não houve ditadura no Brasil" e tampouco censura. Havia "censura esporádica" porque supostamente algum articulista de jornais - logo, de jornalões - poderia escrever em linguagem cifrada dando ordem para o sequestro e execução de algum alvo político! Também negou a existência de desaparecidos, afirmando que seriam "terroristas" enterrados como indigentes. Enfim: negacionismo da história recente do Brasil e um duplo discurso: serenidade de um lado e uma perigosa meta narrativa de outro.

O jogo de espelhos retorcidos: “Yes nós temos banana, gritam os bolsonaristas!”
Agora em termos conceituais, entendo que seria - já está sendo - um jogo de espelhos retorcidos do estilo Trump de governar. Há que se reconhecer. Bolsonaro é muito influenciado por sua própria atuação nas redes sociais e compreendeu com esmero e perfeição que pode ter um público cativo e precisa agradar esta audiência com factoides extremados.
Há um frenesi reacionário no país e não exagero ao afirmar que nossa sociedade vive um "transe pós-coxinha". Tudo foi mais à direita e há uma recompensa direta pelo pouco amor à própria reputação em redes sociais. Ou seja, o ridículo compensa. A começar pelo próprio presidente eleito, acumulando 30 anos de proselitismo político de intolerância, defesa da ditadura e supremacia hetero-masculina até as estupidezes dos Meninos do Brazil Ultra Liberais, todos eleitos (eleitos!!!) e dotados agora de verba de gabinete e pessoal remunerado para seguir com suas projeções da sociopatia em metástase.
O que chama a atenção é como tudo isso é "organizado em redes", ou, porque não, propositadamente desorganizado. Daí a evidência do despreparo, da única familiaridade do mandatário eleito ser com o jogo do parlamento, da situação absurda de pensar em termos de absoluto filosófico e não de categorias operacionais (como nas afirmações da "economia das expectativas") ou a carta branca para seus aliados de primeiro escalão. Ele, Bolsonaro, discursa em cima da “fadinha da confiança” e nos “esteios da família”. Como um tiozão no almoço de domingo implicando com o sobrinho mais inteligente, culto e estudado, além de descolado culturalmente. O grotesco compensa, dá ideia de “segurança e solidez”, criando uma narrativa de onde elementos de seu próprio deixaram a Morey Boogie da juventude nas praias da Barra e na Joatinga para os ternos do mandato de deputado federal paulista. Sim, paulista, especificamente paulistano. Qualquer semelhança com o CCC ou a TFP pós-modernos não é nenhuma coincidência. Mas entre fazer tumulto cibernético e construir atos de governo vai uma fossa abissal de distância.
Saberá ele, Jair Messias, se tornar presidente sem afundar de vez o país que ainda é, segundo o FMI, a 9a economia do mundo?! Conseguirá ele, sempre ele e seu clã de políticos profissionais, não atirar o país em um nível de conflito interno sem precedentes? Conflito em todos os níveis, dentro das repartições estatais, das corporações do serviço público e das altas esferas institucionais. Conflito esse que eles só podem ganhar se fizerem uma inflexão para um governo central autoritário, o que implica repressão política, judicialização do protesto e criminalização federal do mesmo?!
Eu não quero parecer profeta do óbvio, mas a legitimidade política, aquele instrumento que deve ser cobiçado, regado e semeado a cada dia, se esvai junto da credibilidade das realizações vãs e não cumpridas. Ou existe uma espécie de pensamento mágico transcendental cruzado com o senso comum, do tipo “é no andar das carroças que as melancias se ajeitam”, ou veremos um festival de trapalhadas como nunca antes na história deste país. A começar pelo impagável vicepresidente eleito, o escolhido pela negativa dos demais, o também general de quatro estrelas e filósofo da estirpe de um Nina Rodrigues, Antônio Hamilton Martins Mourão. Já estou até cunhando uma palavra de ordem das oposições: “Fala Mourão!”. Sim, fale tudo, fale sem parar, poupará o trabalho dos 6 em cada 10 brasileiros que não votaram em vocês.
Voltando ao óbvio, para ficar apenas na "economia", estamos entrando em um Liquida Tudo do Bananistão dos Financistas. Não tem política industrial nesta junção de especuladores escalados para gerir o Super Ministério. Apostar tudo na redução do tamanho do Estado e na liquidez advinda da redução de tributos e na "fadinha da confiança" é desejar demais e incidir de menos. Alguém pode afirmar que os especuladores nunca querem nada além de liquidez infinita e a tal da exuberância irracional. Confesso, se este analista que escreve não fosse a favor da reforma manicomial diria que era caso de internação imediata! Mas, o Poder Executivo para além dos financistas, para além da economia predatória, da estúpida política externa subordinada e suicida que se avizinha, algo vai querer realizar. Mesmo que sejam realizações nefastas. E como o farão sem os instrumentos e meios adequados de política econômica para tal?!
Logo: APERTEM OS CINTOS.......Citando o inesquecível Raul Seixas "plunct plact zum"!

Bruno Lima Rocha é pós-doutorando em economia política, doutor e mestre em ciência política; professor de relações internacionais e de jornalismo (estrategiaeanaliseblog.com / blimarocha@gmail.com para E-mail e Facebook / t.me/estrategiaeanalise para Grupo no Telegram).

This page can be viewed in
English Italiano Deutsch
George Floyd: one death too many in the “land of the free”

Brazil/Guyana/Suriname/FGuiana | Anti-fascismo | pt

So 29 Nov, 21:05

browse text browse image

fag.png imageA Nossa Memória Não Esquece! 03:12 Mi 19 Dez by Federação Anarquista Gaúcha 0 comments

Foi em uma infame e inesquecivelmente tenebrosa sexta feira, 13 de dezembro de 1968, que durante o mandato do ditador-presidente general Arthur da Costa e Silva, uma junta militar promulgava o Ato Institucional nº. 5 (AI-5), o mais terrível dos dezessete que a ditadura civil-militar impôs ao povo brasileiro. O AI-5 deu início ao período mais brutal da ditadura, tornando “oficial” e “lícito” o extermínio de opositores do regime. Para além de medidas como o fechamento do Congresso Nacional, intervenções nos estados e municípios, suspensão de habeas corpus, suspensão de direitos políticos, entre outras, o AI-5 era a sigla que dava sentido à expressão “terrorismo de Estado” (com o perdão da redundância), fazendo da tortura, dos desaparecimentos forçados e dos assassinatos práticas corriqueiras do Estado ditatorial. Passados cinquenta anos desse expediente de violência, brutalidade e barbárie, ventos autoritários anunciam novamente que não superamos esse passado. Temos à nossa porta expedientes autoritários que re-editam aquele momento histórico e, por isso, mais do que nunca, é preciso afirmar com todas as letras: ditadura, NUNCA MAIS!

imageVai ter golpe? Análise de teor especulativo em cima do tabuleiro que pode se avizinhar no Brasil Jun 21 by BrunoL 0 comments

Divido esse artigo em três partes para um debate urgente, que deixou de estar no universo da imaginação para entrar na conjectura especulativa. Nas últimas semanas a pergunta “vai ter golpe?” tornou-se recorrente em diversos debates. E reconhecemos que existe algo de muito podre na República do Bananistão. O texto que segue se dedica a especular sobre possíveis manobras da extrema-direita no país. Não me dedico a tentar “dar linha” pela internet, considero essa posição pretensiosa e desnecessária, já que tomo como únicas linhas possíveis as tomadas em decisões coletivas dentro de partidos, coletivos, movimentos e demais agrupações mais à esquerda. Como disse o mestre Lupicínio Rodrigues, aos quem têm “nervos de aço”, vamos ao debate.

imageA baderna militar e o conflito ainda controlado dentro da direita Mär 04 by BrunoL 0 comments

Ao terminar o carnaval o ano começou de fato com uma 4ª de cinzas “inesquecível”. A extrema direita foi convocada para na data de 15 de março, marcando o novo momento de micareta proto-fascista no Brasil em transe pós-golpe coxinha. Parece piada, mas a situação é bem séria. O general de Exército Augusto Heleno Ribeiro Pereira (4 estrelas), ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), como figura de proa do reacionarismo militar de alta patente, está dobrando a aposta.

imageA real ameaça antissemita e a defesa do povo palestino Jan 23 by BrunoL 0 comments

Já nos países “ocidentalizados”, ter boas relações com governos mais à direita – como Bolsonaro e Trump – e ignorar os apoios de antissemitas declarados que tais governantes têm, forma um tipo de “pragmatismo político” que só ajuda a relativizar os efeitos danosos da laia.

imageNota das mulheres da FAG: gênero e conjuntura Okt 28 by Mulheres da FAG 0 comments

“Todos os nacionalismos tem gênero, todos são inventados e todos são perigosos […] no sentido de que representam relações com o poder político e com as tecnologias da violência.” – Anne McClintock

imageELEIÇÃO FRAUDADA PELAS FAKE NEWS? Okt 27 by BrunoL 0 comments

Vamos tentar produzir um pouco de teoria no meio de tanta insanidade e loucura acumulada. Entendo que estamos vivendo um momento ímpar. Por um lado, os efeitos da Operação Lava-Jato, onde houve punição com alguma efetividade, mas evidentemente, seletiva. Se compararmos os índices de corrupção nos governos anteriores, proporcionalmente, o PT "roubou menos", e tem menos correligionários acusados.

more >>

imageA Nossa Memória Não Esquece! Dez 19 FAG 0 comments

Foi em uma infame e inesquecivelmente tenebrosa sexta feira, 13 de dezembro de 1968, que durante o mandato do ditador-presidente general Arthur da Costa e Silva, uma junta militar promulgava o Ato Institucional nº. 5 (AI-5), o mais terrível dos dezessete que a ditadura civil-militar impôs ao povo brasileiro. O AI-5 deu início ao período mais brutal da ditadura, tornando “oficial” e “lícito” o extermínio de opositores do regime. Para além de medidas como o fechamento do Congresso Nacional, intervenções nos estados e municípios, suspensão de habeas corpus, suspensão de direitos políticos, entre outras, o AI-5 era a sigla que dava sentido à expressão “terrorismo de Estado” (com o perdão da redundância), fazendo da tortura, dos desaparecimentos forçados e dos assassinatos práticas corriqueiras do Estado ditatorial. Passados cinquenta anos desse expediente de violência, brutalidade e barbárie, ventos autoritários anunciam novamente que não superamos esse passado. Temos à nossa porta expedientes autoritários que re-editam aquele momento histórico e, por isso, mais do que nunca, é preciso afirmar com todas as letras: ditadura, NUNCA MAIS!

© 2005-2020 Anarkismo.net. Unless otherwise stated by the author, all content is free for non-commercial reuse, reprint, and rebroadcast, on the net and elsewhere. Opinions are those of the contributors and are not necessarily endorsed by Anarkismo.net. [ Disclaimer | Privacy ]