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brazil/guyana/suriname/fguiana / miscellaneous / opinião / análise Saturday October 07, 2017 04:58 byBrunoL

Quem se dedica à análise política do Brasil contemporâneo costuma se debruçar sobre os fatores da crise e a ruptura do pacto de classes que marcou o período lulista. Ao mesmo tempo há certo consenso em afirmar que a “Nova República” acabou e as bases constitucionais de 1988 estão sob um ataque direto. Simultaneamente, a crise de arrecadação dos níveis de governo, da quase falência – forçosa – do aparelho de Estado e o recente (nos últimos três anos) enxugamento das políticas públicas implica uma brutal concentração de renda, aumentando um fosso que já era abissal, embora atenuado pelo período de crescimento econômico sem desenvolvimento.

04 de outubro de 2017, Bruno Lima Rocha

Há tempos queria começar uma pequena série de análises mais ensaísticas e menos conjunturais, aproximando-me da estupefação ampla, geral e irrestrita onde nos encontramos. Afirma-se “Brasil em transe” e há algo de racional nisso. Nestas breves palavras que seguem, começo tal empreitada.

Quem se dedica à análise política do Brasil contemporâneo costuma se debruçar sobre os fatores da crise e a ruptura do pacto de classes que marcou o período lulista. Ao mesmo tempo há certo consenso em afirmar que a “Nova República” acabou e as bases constitucionais de 1988 estão sob um ataque direto. Simultaneamente, a crise de arrecadação dos níveis de governo, da quase falência – forçosa – do aparelho de Estado e o recente (nos últimos três anos) enxugamento das políticas públicas implica uma brutal concentração de renda, aumentando um fosso que já era abissal, embora atenuado pelo período de crescimento econômico sem desenvolvimento.

Tampouco cabe, neste momento, levantar uma bandeira de tipo “saudosismo recente”, mais alinhada ao oficialismo do governo deposto – Lula e Dilma – e distante da crítica necessária. A instabilidade política brasileira iniciada – no entendimento deste analista – no chamado “terceiro turno” de 2014 e o processo de “venezuelização coxinha” no Brasil, foi ao encontro da desorganização social do país onde ultrapassamos mais de 50.000 mortes violentas por dia. Sociedade alguma com estes índices de homicídios e negação parcial – pelas vias de fato – dos direitos civis da maioria afrodescendente pode ser considerada “estável”. O que havia – e não há mais – é uma estabilidade institucional, onde o “baronato bananeiro” do topo da pirâmide social (nacional ou transnacional) transitava bem com as tecnocracias de carreira de Estado e as elites políticas estáveis com múltiplas presenças (empresarial, jurídica, partidária, midiática). A este desenho de composição de elites dirigentes somadas com frações de classes dominantes realmente existentes no Brasil, se somaram setores com protagonismo cada vez maior, como “alas empresariais ideologicamente neoliberais; neopentecostais neofundamentalistas; jovens ultraliberais alinhados aos laboratórios de difusão estadunidense” e, ao mesmo tempo, a parcela cada vez maior da posição política que se alinha com o que era chamado de “entulho autoritário” de saída da ditadura militar.

De forma breve e ensaística, penso que devemos interpretar este segundo fator.
Vale respirar pausadamente, analisar a sociedade brasileira a fundo, reencontrar-se com as mais profundas raízes de nosso povo e buscar ir além do lugar comum e do jogo tático sem alternativas estratégicas. O dilema é sempre o mesmo: ou a inflexão pela ‘estabilidade institucional’ ou ‘ as formas de luta pela defesa dos direitos adquiridos e o mundo do trabalho’. Obviamente me inclino pela segunda opção e justifico. Toda e qualquer resistência política e social agora vai render acumulação para enfrentar as batalhas antifascistas ano que vem. E não estou falando das urnas e sim da mobilização da sociedade no Brasil. Fazer “revoadas de galinhas verdes” nunca foi uma dificuldade maior, o problema de fundo é não deixarem liquidar o território por completo.

A política de terra arrasada era previsível. Por incrível que pareça, a falta de compromisso com a legitimidade do governo Michel Temer e a hipocrisia marcada pelas jornadas coxinhas do “vento a favor” onde a cruzada moralista pelo impeachment sem causa jurídica durou menos de três meses, justamente dá o aval para os golpistas fazerem o que for necessário para se manter no Poder Executivo, não serem presos e cumprirem com as “promessas de conspiração”, na “puxada de tapete” da presidenta reeleita.

28 de setembro, Brasília, Esplanada dos Ministérios: uma “homenagem”

Em Brasília, na Esplanada, na 5a dia 28 de setembro, foi erguido um banner gigantesco do general de exército Antônio Hamilton Mourão, da ativa e com patente de quatro estrelas. Ou seja, sob o regramento disciplinar da Força Terrestre e, supostamente impedido de se pronunciar politicamente para além dos temas vinculados ao seu ofício. Expor uma figura com patente de general como líder político é como um regresso aos anos ’50, quando cada força política tinha incidência no Alto Comando das três armas e tínhamos candidaturas de marechais, brigadeiros, generais e almirantes. Na segunda década do século XXI, demonstrações como estas são simplesmente é um incentivo para a quebra da ordem política e, em tese, deveria ser exemplarmente punido. Nenhum caminhão roda sozinho e menos ainda um caminhão com guindaste. Tampouco um banner gigante pode ser produzido sem deixar rastro ou registro financeiro. Caberia abertura de investigação junto aos setores especializados em crimes institucionais. Caberia, não sei se foi aberto algum expediente investigativo, mas pressuponho que não deve vir a acontecer nada e uma imagem diante dos poderes constituídos fica como "uma homenagem".

O entulho autoritário jamais recolhido e o problema da coesão da caserna
O ato em homenagem ao general Hamilton Mourão, uma forma de desafio público, aberto a ordem democrática - mesmo que em sua forma liberal e esvaziada - é a continuidade da banalização dos discursos de extrema direita com viés de apoio à intervenção militar ou, por tabela, à eleição do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para presidente em 2018. Ao contrário do que possa parecer e se ainda interpretamos corretamente os pronunciamentos do Comandante em Chefe e de seu favorito na sucessão, o Comandante do Estado Maior do EB, vemos a preocupação da Força Terrestre em manter a coesão do Alto Comando, e primordialmente, a coesão entre a chamada "ala dos profissionais". Logo, a conta inversa também é correta. Quanto maior for o apoio aos falastrões como Mourão, mais peso terá nas eleições a via de extrema direita - conservadora no comportamento - e essencialmente racista no que implica em reconhecer as formas de vida de indígenas e quilombolas.

Se há algum alento nesta extrema direita atual é seu anti-nacionalismo de fato, lendo o “nacionalismo” latino-americano como uma expressão genérica do sentimento anti-imperialista e pela autodeterminação de nossos países e povos. A nação profunda não é a imaginária como uma cópia mal feita e racista típica das sessões do parlamento do Império quando afirmavam “o Haiti não será aqui, o Haiti não pode ser aqui!”. O Brasil profundo é justamente aquele desprezado pela eugenia e o racismo de classe como nos explica Jessé Souza. Logo, o inverso também é verdadeiro.

O cenário é complexo e temos fragmentações múltiplas em todos os setores da política. Mas, ao menos alguns horizontes se tornam mais visíveis, e, automaticamente, cenários mais radicalizados. A luta antifascista ganha um novo contorno a partir do segundo semestre de 2017.

Bruno Lima Rocha é professor de relações internacionais e de ciência política (www.estrategiaeanalise.com.br para textos e colunas de rádio / www.estrategiaeanaliseblog.com para vídeos e entrevistas de áudio / blimarocha@gmail.com para E-mail e Facebook)

brazil/guyana/suriname/fguiana / movimento anarquista / anarchist communist event Saturday September 09, 2017 07:24 byCorvo Negro

‘’A liberdade só acaba, onde começa o Estado’’

O estado como soberania ‘’democrática’’ esmaga, caça, tortura e mata aqueles que não o servem, como seu escravo. Durante anos de exploração, ideias contra o estado, era esmagada de forma física e moral, criando o mito de caos fora do estado.

‘’A liberdade só acaba, onde começa o Estado’’

Em toda a história nenhum governante dava direitos, e sim confirmava direitos originários.

O sete de setembro representa a força bruta, do estado brasileiro e o gasto da união e dos governos com armamentos utilizados contra a própria população. Além terem gastos dinheiro público em compra de deputados e senadores em votações de p.e.cs, m.p, e p.l .

Ou seja, os governos durante todos os anos demostram seu poder bélico neste desfile de cunho fascista e autoritário, que, apesar de Dom Pedro II ter proclamado a independência de um povo não livre, era uma fachada para ter o poder para sé mesmo, que só mais tarde o Manuel Deodoro da Fonseca proclamou a República.

A Nossa verdadeira liberdade esta fora dele, esta fora das grades, tracadas e prédios do estado, a verdadeira liberdade e quando todos estiverem livres.

Opinión anarquista de la CAB. Julio de 2017.

La huelga general contra las reformas pasa por romper con la burocracia y el remolque de las centrales.

En la última semana, el Congreso aprobó la Reforma Laboral y el pueblo sufrió un duro ataque a sus derechos, conquistados a través de mucha lucha y organización popular. El conflicto está anunciado y los dueños del poder quieren que sus agendas y las del FMI avancen a toda costa.

Contribuyendo a desviar los focos de golpes como la aprobaciónde la “MP da Grilagem”y los ataques a losderechos laborales, otro hecho toma la escena cuando Sergio Moro anuncia la condena de Lula, en primera instancia, a 9 años y medio de prisión.Y, incluso ante retrocesos sociales cada vez mayores, en una coyuntura tan grave, las centrales sindicales inmediatamente convocaron actos en apoyo a Lula, preocupándose únicamente con las agendas electorales y abandonando - factor ya demostrado en la última paralización del 30 de junio - las pautas contra las reformas y la Huelga General.

Del lado de los de abajo, el pueblo sigue sufriendo y son sistemáticos los ataques a los movimientos sociales. Vemos el agravamiento de la violencia en el campo, con más de 40 asesinatos de campesinos, sin tierra, indígenas y quilombolas en Pará, Bahía y otros estados en permanente conflicto. En las ciudades, el pueblo negro y los moradores de favelas y periferias son exterminados diariamente por las policías y las políticas de "combate a las drogas" del Estado. Con la privatización y la ganancia de sus socios empresariales, los gobernantes siguen con sus proyectos de destrucción de la educación y de los servicios públicos de salud. Diariamente, el pueblo es víctima de la violencia, del pésimo y caro servicio de transporte público, del cierre de restaurantes populares y de la falta de pago de los salarios de servidores de la activa y jubilados, como ocurre en Río de Janeiro. El desempleo, los alquileres, los aumentos de la canasta básica, el gas, el agua, la energía, el costo de vida cada vez más alto, complementan este escenario de sufrimiento de los de abajo.

En el lado de los de arriba, el capital apunta hacia el agravamiento, hacia el conflicto cada vez mayor contra el pueblo, aplicando las agendas del FMI de modo cada vez más feroz, no sólo en Brasil, sino a nivel mundial - la destrucción de los derechos laborales y la reforma de los jubilados, la apertura del país por la sed de ganancias de inversores del capital internacional, la degradación social, la privatización de los sectores esenciales de la población como salud, educación, transporte, agua y demás recursos naturales, la escalada de violencia y Criminalización contra el pueblo y los movimientos sociales. El proyecto del capital es hacer avanzar esas y otras medidas en diversos países, haciendo que el pueblo sea aún más explotado y oprimido, con el objetivo de retroceder las históricas conquistas de la clase obrera.

Los de arriba también tienen sus "peleas de condominio"! Y los reajustes de poder siguen con el objetivo central de profundizar la agenda neoliberal. Ya están previendo una posible caída de Temer, asumiendo Rodrigo Maia, y para la convocatoria de elecciones indirectas por el Congreso. Tal juego puede tener relación con las frecuentes negociaciones que Temer ha hecho con la base aliada para conseguir avanzar las reformas, generando modificaciones y enmiendas que desagradan a los sectores del capital y del empresariado nacional e internacional. Estos sectores pasan entonces a presionar, con apoyo de la Globo (interesada en crear una cortina de humo para su propia implicación con casos de corrupción) y de los medios burgueses, en el sentido de derribar a Temer para que otro asuma y aplique el recetario del FMI sin ningún tipo de cambios que comprometen, al mínimo que sea, sus intereses. Además, se ha delineado un proyecto de poder que, para consolidarse, busca la máxima explotación de la clase obrera y barrer del escenario político no sólo el PT como, también, los sectores de la izquierda y otros sectores de la vieja derecha oligárquica nacional y sus respectivos Intereses - que ya no son tan útiles para el avance de esta agenda como los actuales políticos.
En este sentido, CUT y CTB siguen con sus prácticas de remolque y haciendo correa de transmisión de las pautas partidistas del PT, con las "Directas Ya" (elecciones), con una clara movilización con vistas a la campaña para elegir a Lula en 2018. Esa práctica de sindicalismo burocratizado cumple un papel bien claro en la historia brasileña: frenar la lucha social y hacer que las decisiones que conciernen a todos y todas los de abajo sean tomadas entre políticos, empresarios y burócratas sindicales. Así, las centrales siguen defendiendo el plano nada popular del PT, partido que, junto al PMDB, fue por 13 años servicial del capital financiero, del agronegocio, de los grandes empresarios, siendo pateado fuera del barco de la burguesía, pero insistiendo en actuar como su línea auxiliar. Esta última vio que necesitaba alguien más eficiente que el PT para avanzar sus agendas y las del FMI con más agilidad y profundidad

No satisfecho en hacer un gobierno que destinaba migas a los pobres y casi la mitad del PIB para pagar a los usureros y banqueros, ahora, el PT quiere volver a aplicar nuevamente su política de "conciliación de clases". Y no vamos a olvidar la puñalada con la Ley Antiterrorismo, aprobada por Dilma, y que seguramente será usada para criminalizar las acciones de los movimientos sociales y grupos de izquierda organizados. De este modo, en sintonía con los poderosos y buscando no contrariar las determinaciones del FMI, el propio Lula ya declaró que no cambiará nada en las reformas de la jubilacion y laborista de Temer "si no hay correlación de fuerzas" dentro de la máquina estatal. Una vez más, la historia de la conciliación de clases del PT de 2002 vuelve como farsa en 2017, con condiciones aún más retrocedidas y, claro, con los movimientos y sujetos sociales burocratizados y desmovilizados con casi una década y media de gobierno petista creando una culura "acuerdos por encima".

Contra el remolque, organizar la lucha en las calles y en los territórios
Ante este escenario de ataques a los derechos sociales y a la clase trabajadora, sindicatos y movimientos sociales no pueden quedar a remolque de las agendas electorales del PT que la CUT y la CTB defienden. Es necesario romper con la burocracia de las centrales y con el petismo y no permitir que los temas de agenda en contra los ajustes y reformas sean colocadas en segundo plano.

Son fundamentales la masificación y la movilización de las protestas y de las llamadas de Huelga General; y es urgente que se construya una Huelga General real y combativa, más allá de varias paralizaciones con actos show y “verborragias” (discursos políticos radicales) en el micrófono. Organizar la participación en los actos en espacios colectivos desde las bases, debatiendo, haciendo agito y movilizando en los barrios, en las favelas, en los lugares de trabajo y de estudio, en el campo y en la ciudad. Debemos calificar nuestra participación en los actos, realizando acciones que presionen de hecho a los poderosos y aglutinen a la población y la rebeldía de la juventud. Para esto, son necesarias tácticas como ocupaciones, piquetes, cerramiento de vías y marchas con objetivos claros, en vez de “showmicios”(comícios en forma de espetacúlo) y caminatas sin destino que van desde la nada a ninguna parte, usadas por las centrales sólo para hacer propaganda electoral para 2018 o simular resistencia.

Debemos organizarnos y movilizar también en el cotidiano, en el trabajo de base en los territorios; en la construcción y fortalecimiento de espacios de democracia directa, con el protagonismo de los sujetos en el día a día de las luchas, participando directamente en los debates, elaboración y en los caminos de los movimientos sociales y organizaciones de base; Promoviendo espacios de resistencia y debate sobre las cuestiones sociales y los desafíos que se presentan, buscando soluciones colectivas y las realizaciones de todas las formas de acciones que involucren y ayuden en la construcción del poder popular. Esto es lo que crea un nuevo sujeto colectivo de lucha y no la esperanza en acuerdos con los de arriba y su lógica burocratica.
La coyuntura y la ofensiva del capital y poderosos plantean desafíos a la izquierda y son necesarias estrategias de enfrentamiento a la explotación y opresión, así como contra lo peor del fisiologismo y de la burocratización del PT y de las centrales sindicales que sólo hacen retroceder cada vez más la movilización Popular, actuando en la cooptación y contención de los movimientos sociales. La situación impone la necesidad de resistencia y la organización en la defensa de estrategias y propuestas con base en las demandas populares, y no para hacer acuerdos y conciliaciones de clase, aplicando toda la energía en las elecciones. Planes que no busquen primero la negociación con los de arriba, sino que ante todo los presionen con los anhelos y voluntades de la clase obrera, de las negras y negros, mujeres, LGBTTs, indígenas, quilombolas, campesinos, sin tierra y demás sujetos sociales

¡Democracia directa ya! ¡Barrar las reformas en las calles y construir el poder popular!

Coordinacion Anarquista Brasileña – CAB

brazil/guyana/suriname/fguiana / repressão / prisioneiros / chamada / petição Saturday August 26, 2017 02:36 byZabalaza Anarchist Communist Front - ZACF

Liberdade para Dinah e Sipho, Justiça para Papi!

Em fevereiro de 2015, quatro militantes comunitários da favelai de Boiketlong, na região de Vaal, no sul de Joanesburgo, foram sentenciados a 16 anos de prisão cada um, após um protesto comunitário. Essa é uma sentença muito severa e a condenação foi baseada em evidências duvidosas. Os ‘Quatrode Boiketlong’ foram presos por terem supostamente atacado a sub-prefeita local e ateado fogo em seu barracão e em seus dois carros durante um protesto comunitário. Eles foram condenados por agressão com intenção de causar dano corporal grave, incêndio criminoso e dano intencional à propriedade.

– Chamado à Solidariedade –

Os ‘Quatro de Boiketlong’ e a Criminalização da Pobreza e do Protesto:
Liberdade para Dinah e Sipho, Justiça para Papi!

Os Quatro de Boiketlong

Em fevereiro de 2015, quatro militantes comunitários da favela [1] de Boiketlong, na região de Vaal, no sul de Joanesburgo, foram sentenciados a 16 anos de prisão cada um, após um protesto comunitário. Essa é uma sentença muito severa e a condenação foi baseada em evidências duvidosas. Os ‘Quatrode Boiketlong’ foram presos por terem supostamente atacado a sub-prefeita local e ateado fogo em seu barracão e em seus dois carros durante um protesto comunitário. Eles foram condenados por agressão com intenção de causar dano corporal grave, incêndio criminoso e dano intencional à propriedade.

Esse é um exemplo da terrível injustiça perpetrada contra ativistas negros da classe trabalhadora e que pode causar repercussões perigosas para lutas futuras da classe trabalhadora negra e pobre na África do Sul se não for combatida. As pessoas precisam estar conscientes dos fatos e agir para demandar justiça e combater a criminalização da pobreza e do protesto.

A evidência apresentada na corte pelo procurador era duvidosa e as testemunhas do Estado ou não conseguiam identificar os quatro acusados ou não conseguiam localizá-los na cena na hora do ocorrido. Para condená-los o Estado usou uma lei de 1973, da época do apartheid, dita do “propósito comum”[2], o que quer dizer que eles foram considerados culpados simplesmente porque são líderes comunitários; ainda que nenhuma evidência conclusiva conectando os quatro ao incêndio da casa e dos carros da sub-prefeita tenha sido apresentada. Pelo menos uma dos quatro, Dinah Makhetha, sequer estava presente no momento.

A testemunha chave que estava disposta a testemunhar que Dinah não estava presente no barracão da sub-prefeita no momento em que ele foi queimado, Papi Tobias, desapareceu sob circunstâncias misteriosas em fevereiro de 2016 e não foi visto desde então. Acredita-se que ele esteja morto.

Em junho de 2015, os quatro de Boiketlong solicitaram fiança e apelação tanto da condenação quanto da sentença. A apelação da condenação foi concedida, mas não a apelação da severidade da sentença – o que significa que se apelação da condenação falhar eles terão que cumprir todos os 16 anos de cadeia. A fiança também foi negada.

O pedido de fiança e a petição de apelação plena foram processos na instância do Supremo Tribunal, o que acarretou um enorme fardo financeiro e emocional para as famílias pobres e trabalhadoras dos acusados. Um comitê de arrecadação de fundos foi criado para levantar dinheiro dentro da comunidade, para o pagamento das despesas legais e outras despesas relacionadas.

Após 9 meses na cadeia os quatro militantes foram soltos por fiança em outubro de 2015. E então, em 19 de junho de 2017, dois dos quatro foram novamente presos e jogados de volta na cadeia – onde atualmente se encontram. Nós precisamos urgentemente demandar que sejam soltos por fiança e que tenham suas condenações anuladas.

Neoliberalismo, corrupção e a criminalização da pobreza e do protesto

Os quatro de Boiketlong eram líderes comunitários militantes da luta por moradia, desenvolvimento na favela e pelo que o governo do ANC (sigla inglesa do partido governista Congresso Nacional Africano) vem prometendo a eles – e à classe trabalhadora negra e pobre da África do Sul – por mais de 20 anos.

Isso, ser pobre e lutar para mudar suas condições e levantar a si mesmos e suas comunidades foram seus únicos ‘crimes’. Acredita-se que foram alvos de uma ação do Estado com motivações políticas, sob as ordens do ANC a nível local, para suprimir e criminalizar suas atividades militantes por causa de seu papel de oposição às políticas anti-pobres do governo neoliberal do ANC, expondo e desafiando a corrupção de políticos locais e das elites. Eles não são criminosos, são prisioneiros políticos/da luta de classes.

Eles foram injustamente acusados por causa do papel que tiveram nos protestos comunitários causados por um tratamento injusto, corrupção e má-administração. A classe trabalhadora negra da África do Sul já sofreu demais o impacto da pobreza e da desigualdade, mas quando tomamos as ruas sofremos a força repressiva do Estado e a brutalidade policial. Os políticos supostamente colocados no poder para servir à comunidade rapidamente se esqueceram de fazê-lo porque estão vivendo uma vida de luxos.

Nossos irmãos e irmãs que continuam a luta por justiça não deveriam ser os condenados por essas ações. O governo de coalizão de 1994 disse que não faria o que o Partido Nacional fez com a classe trabalhadora negra da África do Sul, mas mais de 20 anos depois estamos experimentando quase o mesmo tratamento. O inimigo provou ser o partido governista e os capitalistas do setor privado.

Como tantas favelas, áreas rurais e comunidades pobres na África do Sul, a comunidade negra, pobre e trabalhadora de Boiketlong sofre há muito tempo com as promessas quebradas do governo do ANC. Desde as primeiras eleições multi-raciais em 1994, o ANC tem sido repetidamente reeleito por meio de promessas quebradas de prestação de serviços, criação de empregos e desenvolvimento e melhoria das condições nas favelas e outras áreas sub-desenvolvidas que têm há muito tempo sofrido com a falta de acesso decente e barato a saneamento, água, eletricidade e moradia assim como à educação, e saúde etc. como parte do legado do colonialismo e do capitalismo de apartheid.

Confrontada com o crescente descontentamento e protesto em resposta à sua própria falta de vontade política e inabilidade – devido às políticas neoliberais anti-classe trabalhadora que adotou – de sequer começar a cumprir suas promessas e implementar desenvolvimento em larga-escala, melhoria da condição de vida nas favelas, reforma agrária, prestação de serviços e criação de empregos ao redor do país, o governo do ANC está cada vez mais respondendo com a criminalização do protesto – e dos pobres – para suprimir e conter as lutas sociais e a resistência da classe trabalhadora.

Isso é por causa de dois processos muito importantes em que a elite política está envolvida: usar o Estado para acumulação privada e impor políticas neoliberais criadas para redirecionar a riqueza para os de cima, tirando da classe trabalhadora negra e pobre, para a classe dominante – composta por brancos, e agora também por capitalistas do setor privado, além de políticos e administradores estatais negros. Isso é para recobrar a lucrabilidade e manter os lucros, transferindo os custos da crise econômica para a classe trabalhadora, particularmente para o setor negro. Isso é feito através da comercialização e privatização, da flexibilização do trabalho, da austeridade orçamentária e de cortes em gastos sociais, de medidas agressivas de recuperação de custos etc.

A nível local, a terceirização levou a contratos e licitações para moradia, prestação de serviços e desenvolvimento de infra-estrutura sendo entregues a indivíduos e donos de empresas politicamente conectados, particularmente a nova elite do BEE (Black Economic Empowerment)[3], resultando em nepotismo, corrupção e financiamentos generalizados. Para lucrarem tanto quanto possível através desses contratos, esses empresários de licitações do BEE[4] cortam custos explorando trabalhadores, usando os materiais mais baratos disponíveis e dando ‘jeitinhos’ em termos de segurança e padrões. É por isso que tantas moradias subsidiadas pelo Estado estão desmoronando, cheias de rachaduras e é por isso que a prestação de serviços nas favelas da classe trabalhadora negra é tão terrível.

A elite política a níveis local, estadual e nacional – tanto o ANC (o partido no poder) quanto, em algumas áreas o DA (sigla inglesa para Aliança Democrática, o partido da oposição) – usam seu acesso a, e controle de recursos do Estado para acumular riqueza para si mesmos e consolidar seu poder e controle do Estado e de seus recursos. É isso que “corrupção” significa, e ela é praticada em detrimento da classe trabalhadora negra e pobre – que consegue nada além de moradia fajuta, péssima prestação de serviços e repressão estatal caso protestem.

No contexto de crise capitalista global e de uma escassez cada vez maior de recursos estatais há uma crescente luta entra as elites políticas para se segurar no poder e manter o acesso a recursos estatais limitados. É foi essa competição por acesso ao poder estatal e recursos para auto-enriquecimento que levou às batalhas faccionais que estamos atualmente testemunhando entre as duas principais facções rivais do ANC – os que apoiam Jacob Zuma e os que apoiam Cyril Ramaphosa.

Entretanto, por trás da retórica hipócrita, ambas as facções e os dois braços da classe dominante – administradores do Estado/elite política/políticos, de um lado, e capitalistas do setor privado/elite econômica/chefes, do outro – ambos dependem de explorar a classe trabalhadora e pobre e do modelo de trabalho negro barato, parte do qual envolve uma falta de investimentos massiva nas favelas.

Isso só pode ter fim com uma luta de classes e uma resistência consistente e independente e é exatamente isso o que a classe dominante teme – e porque o Estado e a elite política que o controla estão cada vez mais recorrendo à criminalização da pobreza e do protesto para suprimir a resistência da classe trabalhadora.

O governo do ANC quer fazer dos Quatro de Boiketlong um exemplo para mandar uma mensagem clara aos pobres, aos desempregados e à juventude marginalizada liderando e participando das lutas por terra e moradia, empregos e prestação de serviços. A mensagem é que se você ousar se organizar ou se envolver em lutas sociais na busca por seus direitos, se você expuser ou simplesmente falar contra a corrupção desenfreada da elite política, vão lidar com você duramente e depressa. As pesadas sentenças dadas aos Quatro de Boiketlong e a negação de fiança e apelação têm a intenção de intimidar e dissuadir outros de participar da resistência da classe trabalhadora independente e de protestar.

Logo é de extrema importância que os militantes da luta de classes façam tudo o que for possível para fazer campanha pela anulação da condenação e da sentença – porque se não o fizermos o Estado vai usar esse caso como um precedente para criminalizar ainda mais a pobreza e o protesto e cada vez mais pessoas serão jogadas na cadeia com acusações supostamente criminais e assoladas com duras sentenças por protestar contra a sua pobreza e lutar por seus diretos.

Justiça para Papi Tobias

Na noite de 6 de fevereiro de 2016, Papi Tobias saiu de sua casa em Boiketlong para ir assistir futebol numa taverna local. Ele foi visto pela última vez saindo da taverna na companhia do comandante da delegacia de Sebokeng, Brigadeiro Jan Scheepers.

Papi, pai de 3, também era um militante líder da comunidade na luta por moradia e desenvolvimento na favela e estava frequentemente na linha de frente dos protestos por prestação de serviços.

Ele também era uma das pessoas do comitê designadas para arrecadar fundos para as despesas legais dos Quatro de Boiketlong. Seis dias antes de seu desaparecimento, Papi compareceu a uma acalorada reunião comunitária convocada pelo prefeito local, na qual ele criticou o comitê de arrecadação de fundos por usar indevidamente o dinheiro levantado para a defesa dos Quatro de Boiketlong. Consta que ele também disse que a comunidade foi “ameaçada e ouviu mentiras” do comitê, “que o comitê elegeu a si mesmo porque não é nosso, do povo” e que “as pessoas erradas foram presas”.

Papi também havia dito para o Brigadeiro Scheepers, para o advogado que então estava no caso dos Quatro de Boiketlong, para o assistente do advogado no Orange Farm Human Rights Advice Centre (Centro de Aconselhamento em Direitos Humanos de Orange Farm) e em reuniões públicas que ele estava disposto a testemunhar que Dinah não estava nos arredores do barracão da sub-prefeita quando ele foi incendiado e que ela e outros três foram falsamente acusados.

Acredita-se que um dos membros do comitê de arrecadação suspeito de usar indevidamente os fundos, um líder local do ANC e membro do Boiketlong Concern Group (Grupo de Atenção a Boiketlong), que é dominado pelo ANC, está por trás do desaparecimento de Papi; e que ele disse à família que o Brigadeiro Scheepers sabia onde Papi estava pouco antes dele desaparecer. Também se suspeita que, além do membro do comitê, o Brigadeiro Scheepers e o Prefeito Local da Municipalidade de Emfuleni, Simon Mofokeng, também estão envolvidos no seqüestro.

Pouco antes de seu desaparecimento o cachorro de Papi foi morto e um membro do Boiketlong Concern Group disse que tinha ouvido rumores de que a vida de Papi estava em perigo antes que ele desaparecesse.

Papi está desaparecido há mais de um ano agora e acredita-se que esteja morto. Seu desaparecimento e suposto assassinato são quase que com certeza politicamente motivados e ligados ao seu papel na luta por prestação de serviços, moradia e desenvolvimento na favela e por expor o prefeito e membros do comitê de arrecadação de fundos por suposta corrupção e uso indevido do dinheiro levantado para as despesas legais dos Quatro de Boiketlong.

Os investigadores da polícia que estão no caso parecem ter feito pouco esforço para descobrir o destino de Papi ou o seu paradeiro e parece não haver nenhuma investigação em curso. Até hoje ninguém foi preso ou acusado pelo desaparecimento de Papi.

Liberdade para Dinah e Sipho

Desde que foi libertado sob fiança em outubro de 2015 um dos acusados, Pulane Mahlangu, não compareceu à delegacia (como é necessário durante o período de fiança) e desapareceu. Outro, Dan Sekuti Molefe, faleceu em dezembro de 2016. Ele estava doente antes de ser preso e com certeza o stress de sua condenação, a violência e sofrimento de 9 meses de cadeia e a possibilidade de passar mais 16 anos preso ajudaram a matá-lo.

Em 6 de junho de 2017, uma audiência de apelação para os dois últimos acusados, Sipho Sydney Manganye e Dinah Makhetha, aconteceu na Suprema Corte de North Gauteng para apelar contra a sentença de 16 anos. O pedido foi negado e ordenaram que eles se entregassem à Corte Regional de Sebokeng em 19 de junho.

Em 15 de junho, Dinah e Sipho se encontraram com seu advogado da Legal Aid SA, que disse a eles que iria pedir uma extensão de sua fiança na Corte Regional de Sebokeng em 19 de junho.

Entretanto, o Magistrado recusou a extensão de fiança porque o pedido deveria ter sido entregue à Suprema Corte de North Gauteng, já que foi lá que a fiança foi inicialmente concedida. Dinah e Sipho foram novamente presos e jogados de volta na prisão.

Os defensores de Dinah e Sipho, a Legal Aid SA, deveria ter feito o pedido de extensão de fiança à Suprema Corte à espera de que fosse julgado em Sebokeng, mas parece que isso não foi feito e os acusados agora estão apodrecendo na prisão pela segunda vez, há mais de um mês.

Enquanto estava solto sob fiança Sipho parece ter sido cooptado pela elite local do ANC, que deu a ele um emprego num projeto de desenvolvimento na favela – uma tática regularmente usada pelas elites políticas locais para cooptar militantes e afastá-los da militância e da luta para assim neutralizar a ameaça que representam tanto para o poderio da elite política local quanto para suas oportunidades de acumular riquezas através do acesso aos recursos estatais e licitações. De acordo com relatos, Sipho, talvez num ato de desespero, começou a tecer elogios ao prefeito e a dizer que se importa com as pessoas. Ele parece não estar mais interessado na luta social e na militância comunitária.

Isso certamente não significa que ele deve ser deixado na prisão sem apoio, mas ele parece ter sido enganado a pensar que o ANC e a elite política local o ajudariam se ele interrompesse seu envolvimento nas lutas comunitárias.

A defesa de Sipho, infelizmente, não é tão forte quanto a de Dinah e o advogado parece não ter sido capaz de encontrar argumentos que desafiassem sua condenação em duas das quatro acusações que pesam contra ele – agressão com intenção de causar dano corporal grave e incêndio criminoso. Isso quer dizer que mesmo que o advogado consiga apelar contra as duas outras acusações ele ainda pode ter que encarar 10 anos na cadeia.

Dinah, uma militante comunitária de longa data e antiga membro do agora inexistente Anti-Privatisation Forum (APF – Forum Anti-Privatização), entretanto, permaneceu firme em seu comprometimento com a justiça social e a militância da classe trabalhadora, apesar de uma ordem de proibição efetivamente da época do apartheid que a proíbe de comparecer a reuniões comunitárias ou políticas, protestos e etc., apesar disso ela permaneceu envolvida na organização comunitária e na militância enquanto esteve solta sob fiança.

A defesa de Dinah também é muito forte e o advogado conseguiu encontrar argumentos convincentes para desafiar todas as quatro acusações das quais ela foi condenada.

É de vital importância que façamos tudo que estiver ao nosso alcance para mostrar solidariedade imediata e apoiar tanto Dinah quanto Sipho e nos assegurarmos que eles tenham direito à fiança enquanto aguardam a apelação de sua condenação, que as acusações contra eles sejam retiradas e eles sejam declarados inocentes.

Dinah e Sipho são prisioneiros políticos do Estado capitalista, que quer fazer deles um exemplo. O destino deles ajudará a determinar o destino de muitos outros militantes comunitários e moradores pobres de favelas que se envolverem em lutas sociais e protestos que ainda virão. Se a condenação e sentenças deles não forem anuladas mais militantes da classe trabalhadora e pessoas presas durante protestos poderão encarar sentenças igualmente duras.

Dinah e Sipho comparecerão à Corte do Distrito de Sebokeng na quarta-feira, 26 de julho, para a audiência da extensão de fiança. Uma manifestação na Corte está sendo planejada para esse dia e chamamos todas (os) as (os) companheiras (os), aliadas (os) e todas (os) que amam a liberdade e a justiça no mundo inteiro a fazerem tudo o que puderem, no dia, antes e depois da quarta, 26 de julho, para demonstrar solidariedade a Sipho e Dinah e para exigir justiça para ambos e para Papi. Também devemos exigir que seja tirada uma data para que a apelação da condenação e da sentença seja ouvida pela Suprema Corte de Apelação o mais rápido possível e apelamos a vocês e às suas organizações que organizem ações de solidariedade e atividades para demonstrar apoio a Dinah e Sipho nos dias anteriores e no dia de sua apelação. Comunicaremos a data da apelação assim que ela for decidida.

LIBERDADE PARA DINAH E SIPHO! JUSTIÇA PARA PAPI!
PAREM A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA E DO PROTESTO!
DEFENDA NOSSO DIREITO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO, ASSOCIAÇÃO E PROTESTO!


O que você pode fazer:

• Uma manifestação com piquete do lado de fora de embaixadas sul-africanas ao redor do mundo na quarta-feira, 26 de julho;
• Mandar e-mails e fax para o Departamento de Justiça e Desenvolvimento Constitucional (Department of Justice and Constitutional Development) exigindo que seja concedida a extensão de fiança a Sipho e Dinah na quarta-feira, 26 de julho;
• Disseminar esse chamado à solidariedade nas mídias sociais e em suas organizações, redes de contatos e movimentos;
• Escrever notas e artigos sobre o caso e publicá-los na mídia alternativa e, onde for possível, também em jornais e revistas da grande mídia, etc.;
• Debater o caso e o chamado à solidariedade em podcasts e em rádios comunitárias, em reuniões estudantis/sindicais/comunitárias, em manifestações, etc.;
• Tirar fotos de atividades e ações de solidariedade, ou suas e de sua organização segurando cartazes com mensagens de apoio ou exigindo que Sipho e Dinah sejam soltos por fiança e que suas condenações sejam anuladas e publicá-las nas redes sociais com as hashtags e marcações (@) abaixo;
• Escrever cartas de apoio para Dinah, Sipho e/ou a família de Papi e enviar um e-mail pra eles para zacf[at]riseup.net e orangefarmadvicecentre[at]gmail.com para que sejam entregues a eles;
• Pressionar a Legal Aid SA para que priorize o caso, telefonando e mandando e-mails e fax para pressioná-los constantemente para garantir que estão priorizando o caso. • Fazer que o governo sul-africano saiba que esse caso está nos holofotes;
internacionais, ligando, enviando e-mails e fax para a Presidência e o Departamento de Justiça e Desenvolvimento Constitucional para exigir que a condenação seja anulada, as acusações derrubadas e que seja lançada uma investigação de larga escala sobre o destino de Papi.

Nas redes sociais use as hashtags #Boiketlong4Solidarity #Boiketlong4 #FreedomforDinahandSipho #JusticeforPapiTobias e the Twitter handles @PresidencyZA @GovernmentZA @EmfuleniLM @DOJCD_ZA @LegalAidSA1 @ZabalazaNews

DETALHES PARA CONTATO

Presidência da República da África do Sul
The Presidency of the Republic of South Africa
Tel: +27 12 300 5200
Fax: +27 12 323 8246
Email: president@presidency.gov.za

Escritório do Deputy President Cyril Ramaphosa
Office of Deputy President Cyril Ramaphosa
Tel: +27 12 308 5316
E-mail: Deputypresident@presidency.gov.za

Ministro da Justiça e Serviços Correcionais
Minister of Justice and Correctional Services
Tel: +27 12 406 4669
Fax: +27 12 406 4680
E-mail: ministry@justice.gov.za

Ministro da Justiça e Desenvolvimento Constitucional
Deputy Minister for Justice and Constitutional Development
7Tel: +27 12 406 4854
Fax: +27 12 406 4878
E-mail: deputyminister@justice.gov.za

Escritório Central da Legal Aid da África do Sul
Legal Aid South Africa Head Office
Tel: +27 11 877 2000

Centro de Justiça da Legal Aid em Pretória
Legal Aid SA Pretoria Justice Centre
Tel: +27 12 401 9200
Fax: +27 12 324 1950

Centro de Justiça da Legal Aid em Vereeniging
Legal Aid SA Vereeniging Justice Centre
Tel: +27 16 421 3527
Fax: +27 16 421 4287

1. N. da T.: Vale notar que as favelas sul-africanas a que se refere o texto foram criadas pela segregação racial que remonta à época do apartheid. As atuais “favelas” eram os bairros de negros daquela época.
2. N. da T.: no original: “common purpose law”, se refere à uma lei da época do apartheid, que dava ao Estado o poder de prender alguém que não estivesse comprovadamente envolvido em atividades ilícitas se isso fosse considerado do “propósito comum”. Essa lei foi vastamente usada para encarcerar militantes.
3. N. da T.: BEE (Black Economic Empowerment – Empoderamento Econômico Negro) é um tipo de ação afirmativa projetada para enriquecer uma pequena parcela de capitalistas negros e criar uma classe média e burguesa negras. Para que uma empresa possa se qualificar para concorrer a uma licitação estatal, ela deve ter uma porcentagem de proprietários negros, por exemplo.
4. N. da T.: No original “tenderpreneurs”, neologismo amplamente adotado na África do Sul, formado a partir da junção das palavras licitação (tender) e empresários (enterpreneurs), se refere a empresários que usam de influência política para conseguir licitações e lucrar com negociatas.
brazil/guyana/suriname/fguiana / workplace struggles / chamada / petição Friday August 25, 2017 01:04 byResistencia Popular Sindical - RS

4 CAIXAS, 1 QUE TEM QUE SAIR:
SAI O “MAIS PRODUTIVO”, O SEGUNDO COM MENOS TEMPO DE CASA
JUSTO AQUELE QUE SE DEDICA AO MOVIMENTO SINDICAL
POR QUÊ?

[ESPAÑOL] 4 CAJAS, 1 QUE TIENE QUE SALIR
SALE EL "MÁS PRODUCTIVO", EL SEGUNDO CON MENOS TIEMPO DE CASA
JUSTO AQUEL QUE SE DEDICA AL MOVIMIENTO SINDICAL
¿POR QUÉ?

Era uma vez uma agência do Banrisul na zona norte com um gerente que tinha ares de ex superintendente. Esse gerente recebe a ordem de tirar um dos seus quatro caixas. Na sua cabeça, a escolha parece óbvia. Assim, chama o escolhido após o expediente para uma reunião a fim de lhe comunicar a perda de 1/3 da sua remuneração. Esse escolhido, por sinal, era o único dentre os caixas que concorrera nas eleições para o sindicato. O caixa então questiona qual o critério da escolha. “Tempo de banco”, responde o gerente. “Mas eu não sou o caixa mais novo”, responde o caixa. “Tempo de agência”, corrige o gerente, forçando assim o chapéu até que sirva no caixa. “Produtividade não seria um critério coerente”, complementa o gerente de um banco que respira metas, sabendo que o caixa escolhido já fora diversas vezes elogiado nesse quesito. “A decisão está tomada, não há mais nada a fazer.”
Para completar, esta mesma agência já foi multada duas vezes pelo Procon por não cumprir com limite de tempo de espera na fila dos caixas. Se a incoerência por parte do banco é o que impera, a retaliação política é o que sobra para justificar a situação.

Como explicar isso, Banrisul?

NADA DE DIVIDIR OS FUNCIONÁRIOS: NENHUM CAIXA A MENOS!
Entretanto, não fazemos aqui defesa de que o militante sindical mereça qualquer tipo de privilégio. Todos que recebem a função contam com o dinheiro para se manter. Sabemos bem que o banco pode tentar colocar os colegas contra o caixa perseguido, mudando sua escolha e culpando o colega que não se calou pelo fato de outro ter seu salário reduzido. A luta de um é a luta de todos: NENHUM CAIXA A MENOS!

A REESTRUTURAÇÃO VELADA NO BANRISUL
Ainda que não tenha sido anunciado (a exemplo da CEF e do BB), o Banrisul passa na prática por um processo de reestruturação. A redução do número de caixas é um reflexo dessa política, que opera sob a lógica do privado dentro de um banco público. Antes de ter que apresentar bons números aos seus
acionistas, o Banrisul tem outros papéis muito mais importantes a desempenhar na economia gaúcha. E NÃO É um deles arruinar a vida de seus funcionários em nome de uma maior margem de lucros.

E O Sindbancários Porto Alegre?]
A direção cutista do sindicato segue agindo como de costume, deixando com que militantes de oposição sejam perseguidos livremente pelos bancos.Neste caso em específico, segura a eleição para delegado sindical do caixa perseguido, promete conversas com diretores do banco, mas se mostra pouco ou nada disposta a fazer o enfrentamento contra os patrões!

CONTRA TODAS AS PERSEGUIÇÕES
POR NENHUM CAIXA A MENOS!

#oBancoQuePersegueOsGauchos #banriperseguição #nenhumcaixaamenos

[ESPAÑOL]

Era una vez una agencia del Banrisul en la zona norte con un encargado que tenía aires de ex superintendente. Este gerente recibe la orden de sacar una de sus cuatro cajas. En su cabeza, la elección parece obvia. Así, llama al elegido después del expediente para una reunión para comunicarle la pérdida de 1/3 de su remuneración. Ese escogido, por cierto, era el único de las cajas que concurrió en las elecciones al sindicato. El cuadro entonces cuestiona cuál es el criterio de la elección. "Tiempo de banco", responde el gerente. "Pero no soy el más nuevo empleado", responde el compa. "Tiempo de agencia", corrige el gerente, forzando así la situación hasta que sirva al compañero caja. "La productividad no sería un criterio coherente", complementa el gerente de un banco que respira metas, sabiendo que el cuadro escogido ya había sido varias veces elogiado en ese aspecto. "La decisión está tomada, no hay nada más que hacer.

Para completar, esta misma agencia ya fue multada dos veces por el  Procon por no cumplir el límite de tiempo de espera en la cola de cajas. Si la incoherencia por parte del banco es lo que prevalece, la represalia política es lo que queda para justificar la situación.

¿Cómo explicar esto, Banrisul?

NADA DE DIVIDIR LOS FUNCIONARIOS: NINGÚN CAJA A MENOS!
Sin embargo, no hacemos aquí defensa de que el militante sindical merezca cualquier tipo de privilegio. Todos los que reciben la función cuentan con el dinero para mantenerse. Sabemos bien que el banco puede intentar poner a los compañeros de trabajo contra el cuadro perseguido, cambiando su elección y culpando al compañero que no se calló por el hecho de que otro tenga su salario reducido. La lucha de uno es la lucha de todos: ¡NINGÚN CAJA A MENOS!

LA REESTRUCTURACIÓN VELADA EN EL BANRISUL Aunque no se ha anunciado (a ejemplo de la CEF y del BB), el Banrisul pasa en la práctica por un proceso de reestructuración. La reducción del número de cajas es un reflejo de esa política, que opera bajo la lógica del privado dentro de un banco público. Antes de tener que presentar buenos números a sus usuarios los accionistas, el Banrisul tiene otros papeles mucho más importantes que desempeñar en la economía gaúcha. Y NO ES uno de ellos arruinar la vida de sus empleados en nombre de un mayor margen de ganancias.

¿Y EL Sindbancários Porto Alegre?

La dirección cutista del sindicato (CUT) sigue actuando como de costumbre, dejando con que militantes de oposición sean perseguidos libremente por los bancos. En este caso en específico, sostiene la elección para delegado sindical del cuadro perseguido, promete conversaciones con directivos del banco, pero se muestra poco o nada dispuesto a hacer el enfrentamiento contra los patrones.

¡CONTRA TODAS LAS PERSECUCIONES! ¡POR NINGÚN CAJA A MENOS!

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