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venezuela / colombia / historia del anarquismo / anarchist communist event Tuesday May 22, 2018 07:56 byGrupo Libertario Via Libre

ENCUENTROS ÁCRATAS. CICLO: MIJAÍL BAKUNIN.
Segunda sesión: “Federalismo, Socialismo y Antiteologismo” (1868)
Fundación Prosiembra. (Calle 31 a No. 16-23)
Jueves 24 de mayo. 6:00 pm.

ENCUENTROS ÁCRATAS. CICLO: MIJAÍL BAKUNIN.
Segunda sesión: “Federalismo, Socialismo y Antiteologismo” (1868)
Fundación Prosiembra. (Calle 31 a No. 16-23)
Jueves 24 de mayo. 6:00 pm.

Ásia oriental / história do anarquismo / opinião / análise Friday May 18, 2018 04:17 byBa Jin

Texto de Ba Jin sobre os mártires do Japão.

No dia 20 de fevereiro de 1928 morreu na prisão de Akida, na região mais fria do norte do Japão, o companheiro japonês Kyutaro Wada. A notícia de sua morte me feriu profundamente. Há muito tempo sigo e escrevo a imprensa chinesa sobre os acontecimentos que conduziram a condenação de Wada e o martírio de Daijiro Furuta. Para o mundo europeu o nome de Wada é novo; mas no coração dos trabalhadores japoneses viverá longamente sua memória, como a de Furuta e de tantos outros mártires, no qual se poderia dizer que não estão mortos, pela memória que deles restou. Sua vida, suas lutas, seu martírio representam uma tragédia que só a pluma de um Shakespeare saberia descrever dignamente. Eu tentarei um esboço, que escrevo com sangue e lágrimas, para que o mundo europeu saiba que nos países do misterioso Oriente existiram e existem todavia homens que morreram e morrem pelo triunfo da Anarquia.


O massacre
No primeiro de setembro de 1923 o Japão foi afligido por terríveis abalos sísmicos. Em Tóquio estourou simultaneamente um incêndio em vários pontos. A espantosa desventura que feria o país fez nascer no pensamento do governo o plano de usar isso como pretexto para esmagar os movimentos subversivos, desde a oposição coreana até o anarquista. No dia seguinte da horrível catástrofe, se fez circular entre os sobreviventes fugitivos da burguesia atemorizada, o rumor de que "os socialista e os coreanos haviam lançado bombas", "incendiado casas", "envenenado poços e mantimentos". Estes rumores caíram em terreno fértil: a burguesia, alarmada, se pôs em estado de defesa em cada bairro; as organizações militarizadas como a "Sociedade Nova" e a "Associação dos ex-combatentes" foram logo mobilizadas. Todos os componentes destas guardas brancas estavam armados de grandes sabres, pistolas, e lanças de bambu. Tinham como objetivo os coreanos e os socialistas libertários.

O primeiro triunfo da horda foi a destruição da casas de muitos revolucionários, e a detenção, seguida de torturas, de uma grande quantidade de companheiros. Em 3 de setembro, na rua Okina foi preso o companheiro Harissana, de 37 anos, secretário da associação operária "Yun Rôdô Kumial", com dez companheiros mais. Foram levados secretamente a delegacia de Kumaido, e ali se lhes matou a golpes de sabre. Seus cadáveres foram logo queimados, junto com algumas dezenas de coreanos assassinados. Nossos companheiros haviam morrido gritando "Viva o proletariado!"

Em todas as delegacias os companheiros foram injuriados e maltratados. Os policiais, em grande número costumavam jogar um para outro os corpos das vítimas, ou os golpeavam até que perdiam os sentidos. Alguns foram atormentados assim várias vezes. Assim R. Taheschi, amarrado com as mãos nas costas, foi submergido em água pútrida e trancafiado depois num local da prisão de Hanan. No dia 16 de setembro o companheiro Sakae Osugi, de 32 anos, redator do mensuário anarquista Rôdô Undô, sua companheira Noe Ito, de 29 anos, conhecida no movimento anarquista japonês, e Tachibana Munezaku, garoto de sete anos, seu sobrinho, foram transportados num automóvel a comando da gendarmeria, e ali estrangulados pelo capitão de polícia Amakasu, o suboficial Mori e dois cabos: Kamoshida e Houda. Os cadáveres foram desnudados, logo lançados num poço enquanto suas as roupas eram queimadas para destruir qualquer prova. Contudo, no no dia 20 de setembro o delito foi descoberto e Amakasu logo detido; os demais policiais foram exonerados por haver sido evidentemente considerados autores da matança, mas o governo não explicou ao público os motivos da exoneração. O assassinato de Osugi, naturalmente, suscitou a indignação do povo contra o governo; mas este não chegou a por fim ao massacre de coreanos e socialistas em geral. Junto a Osugi pereceram grande número de companheiros nossos, alguns milhares de coreanos inocentes, e nem mesmo os chineses ficaram imunes.


Depois da matança
A classe dominante estava preparando há muito tempo a matança de Tóquio. Wada expressava indubitavelmente a verdade quando escrevia em Rôdô Undô, três meses depois da morte de Osugi:

A autoridade pretende que o assassinato de Osugi deve ser atribuída a iniciativa pessoal do capitão Amakasu e de seus cúmplices. Esta é uma mentira vulgar. Sabe-se, de fato, que os militaristas incubavam há alguns anos o desejo de degolar na primeira ocasião propícia todos os revolucionários, e que durante esse tempo os comandantes, em sua inspeção as tropas, anunciavam que: "o Estado espera fazer guerra aos socialistas no próximo porvir..." Dos acontecimentos anteriores se deduz com claridade mais que suficiente, que os assassinatos em massa não partiram da iniciativa pessoal de um indivíduo, mas sim do governo, que cedeu a pressão insistente dos militares. Durante o processo, Amakasu, o assassino de Osugi, pareceu ser considerado com menosprezo por parte da burguesia. Mas logo quiseram enxergar nele um fervoroso patriota de temperamento veemente.

Confessou com arrogância haver assassinado induzido por um patriotismo sincero, levado por um impulso pessoal, coisa que ninguém acreditou. Por tudo isso todo o processo foi uma comédia. Amakasu foi condenado a dez anos de prisão, mas em 27 de janeiro do ano seguinte a pena lhe foi reduzida para três anos. E terminou por colocarem-no clandestinamente em liberdade antes de que terminasse seu primeiro ano de prisão. Um exemplo a mais da tristemente famosa justiça burguesa. Mas ele não podia ser tolerado em silêncio! E em pouco tempo apareceram os vingadores: amigos dispostos a vingar com sangue o companheiro caído, a estigmatizar a "justiça", a espoliar o povo: os anarquistas.

Os vingadores

Entre os amigos e companheiros de Osugi estavam Wada, Furuta, Murkai, Kuratschi e Sintani, que resolveram vingar a morte de Osugi matando o general Fukuda, que havia sido o comandante das tropas que atuaram contra o ambiente social, e que, entre parênteses, foi também o executor da última matança de chineses em Jinan. Prepararam o assalto a uma casa do pequeno subúrbio de Tóqui, Kubi Korboruma, fixando o dia 16 de setembro a data para a execução, primeiro aniversário do assassinato da família Osugi. Kuratschi procurou a dinamite, e Santani fabricou o necessário para confeccionar a bomba.

Descreverei agora brevemente a vida destes cinco companheiros: Furuta era um bravo militante da ideia anarquista e não tinha mais que 25 anos. Durante vários anos editou o periódico anarquista O Camponês. Junto com outros companheiros havia fundado na grande cidade industrial de Osaka o grupo "Guilhotina". Um ano antes de sua prisã havia resolvido, com o companheiro Naganama e outros do grupo, destruir uma casa bancária de Osaka. Do atentado resultou morto o banqueiro. Nakahama, Utschida, os irmãos Komiskai e outros foram detidos e isolados na prisão de Osaka. Furuta descendia de uma família abastada. Ao contrário, Wada procedia de uma família pobre. Ainda muito jovem, teve que trabalhar para ganhar a vida. Foi mineiro e ocasionalmente ferroviário. Autodidata, aos 16 anos já era socialista. Pouco depois encontrou no anarquismo seu campo de luta. Magnífica figura militante, animado de um entusiasmo inigualável. Trabalhou junto com Osugi e os demais na grande obra de libertação dos explorados. Lia com paixão e escreveu um grande número de poesias. Muraki era um velho anarquista e o amigo mais íntimo de Osugi. Simpático, afável, cortês. Desde muito tempo sofria de infecção pulmonar. Kuratschi era, como Wada, filho de família pobre. De ofício tecelão, fundou o sindicato na fábrica onde trabalhava. Sintani havia nascido também entre a miséria. Era metalúrgico desde a infância e nunca frequentou nenhuma escola. A experiência da vida lhe conduziu ao anarquismo, considerando que era o único meio de chegar a suprimir as injustiças e a inequidade da sociedade contemporânea, da que ele era, entre tantas, outra vítima.


O atentado de Fukuda
Ocorreu finalmente o dia da vingança, que não foi, no entanto, o dia 16, mas sim o 1 de setembro de 1924. Nesse dia se desenrolava em Vinki, subúrbio de Tóquio, uma cerimônia comemorativa do grande terremoto, e o general Fukuda ia ser nela o primeiro orador. Às 18 horas o automóvel do general chegou a porta de Yinnaku-kin, e Fukuda desceu dele dirigindo-se até a sala de reunião. Um homem que o seguia lhe disparou um tiro de revólver sem feri-lo. Ia repetir o disparo, mas não teve tempo, pois foi capturado pela escolta de Fukuda. Esse homem era Wada. Foi conduzido ao posto de políia de Hondfuschi, onde declarou haver trabalhado por iniciativa própria, porque estava convencido de que Amakasu assassinou Osugi por instigação de Fukuda, e havia chegado a determinação de matar Fukuda para vingar seu companheiro. Como consequência disto a política invadiu os domicílios de muitos companheiros, submetendo-lhes a longos interrogatórios. Cinco dias depois a casa do general Fukuda foi destruída por uma bomba, mas Fukuda não se encontrava em seu domicílio. Furuta e seus companheiros lançaram outros explosivos, mas sem alcançar, desgraçadamente, melhor êxito.


Detenção dos vingadores
Na noite do dia 13 de setembro a política deteve Furuta e Muraki em suas habitações. As casas haviam sido cercadas por forte contingente de polícia. Um deles bateu na porta com o pretexto da entrega de um telegrama. Furuta abriu, a polícia se apoderou dele e invadiu a casa. Muraki, por sua parte, se propunha fazer fogo, mas não teve tempo para isso. Kuratschi e Sintani se haviam dirigido com bombas a Asaka para livrar da prisão o companheiro Tetsuo e outros. Mas a polícia, havendo ouvido rumores do complô, conseguiu lhes deter antes que tivessem tempo de por seu plano em execução.


A comédia do processo

O processo se desenvolveu rapidamente em poucos dias, do 21 ao 213 de julho e no dia 15 de agosto. Muraki já havia falecido. A causa de sua morte, na verdade, era a tuberculose, mais as péssimas condições da prisão que haviam acelerado o processo de sua enfermidade. Era um homem que havia lutado energicamente pela anarquia apesar de sua grave enfermidade. No terceiro dia do processo o promotor público propôs a pena de morte para Furuta, Wada e Kuratschi, e 10 anos de prisão para Sintani. Durante o processo Furuta havia exclamado: "Este processo é uma comédia!" E tinha razão. Eu também estou convencido de que foi uma comédia. O grande mal é que a compreendê-lo estão sempre somente aqueles que o sofrem.



A sentença

Como os mártires de Chicago, foram condenados os companheiros do Oriente depois da ridícula comédia de alguns dias de processo. O governo atual do Japão é onipotente: assassina nossos militantes um atrás do outro. A justiça? Um escárnio. O humanitarismo? Não existe. Dá-se curso a lei, e a lei é manipulada pelos governos: é o instrumento com que assassinam os soldados da liberdade. No 10 de setembro foi pronunciada a sentença: Furuta, que fabricou as bombas e matou um banqueiro em Osaka, condenado a morte. Wada, que atentou contra o general Fukuda, foi condenado a prisão perpétua. Kuratschi, que havia levado dinamite das minas, entregando a Furuta, 12 anos de prisão.

Sintani que havia intervido na manipulação de explosivos, foi sentenciado a cinco anos de prisão. No dia da sentença, sobre pretexto de que o presidente havia recebido ameaças anônimas, vários companheiros foram detidos.



Desejo morrer

Pronunciada a sentença, Furuta e Wada declararam desistir da apelação. Wada disse: "Desejo morrer; não quero inspirar compaixão, nem solicitar redução da pena. Somente me dói imensamente não compartilhar da sorte de Furuta". Pensava certamente nas palavras do mártir de Chicago, Neebe, aos seus juízes: "Morrer de um golpe é melhor que morrer pouco a pouco". No dia 4 de agosto Wada escreveu seu testamento no que dizia: "Se sou condenado a morte e justiçado, fertilizai com minhas cinzas os vasos de flores, e como cerimônia fúnebre organizai uma excursão". Furuta também escrevei aos companheiros no dia 14 de setembro: "O advogado Fusetasughi me comunicava que não desgosta de nossa atitude, porque estais de acordo em não apelar. Isto nos deu muito prazer e dele estamos infinitamente agradecidos".

No dia 20 de setembro Wada foi transferido a prisão de Akida, para cumprir prisão perpétua. Os companheiros Furukana e Ikeda foram condenados a seis meses de prisão por haver pronunciado ameaças contra o presidente do tribunal e o general Fukuda. Na verdade, o companheiro Furuta esteve sereno até o último momento. Seu sorriso tranquilo reconfortava todos que iam a visitá-lo. Morreu no dia 15 de outubro sobre o patíbulo de Itschigaya. Pela noite, seu irmão e alguns companheiros foram retirar seu cadáver. Um deles escreveu:

Anoitece quando entramos no recinto da prisão. O guarda nos recebe com uma lanterna e nós o seguimos ao longo do velho muro. Na sala de visita nos deparamos com nosso Furuta sorridente, mas seu corpo está frio. Em volta do pescoço a corda havia deixado sua marca. Pouco depois introduzimos o catafalco. Enquanto colocávamos nele o corpo rígido, pendia a cabeça. Furuta parecia dormir. Seguindo o desejo de seu pai o transportamos ao lugar que mais havia amado em sua vida: o subúrbio de Lasugaya (Tóquio), na casa do advogado Fusetasu.

Às dez se reuniram alguns companheiros em torno do féretro e leram sua última carta: "Queridos companheiros!: Morro, os auspicio saúde e energia. 15 de outubro, hora 8:25. Daijiro Furuta". Escreveu essas palavras cinco minutos antes de morrer. Subiu ao patíbulo acariciando a fotografia de seu cachorro e seu gato, e tendo nas mãos uma folha de árvore, enviada por sua irmã mais velha. Até o féretro seu coração pertence aos seres e as coisas que amava.



Morte serena

Furuta esperou a morte na prisão de Itschigaya. "Tudo acabou. A consciência não me pesa. Estou sereno" disse ele como já havia dito Fgatechi, o famoso novelista socialista japonês, íntimo de Furuta: "Nestas condições, à despeito da dor e da ira, posso esperar, sossegado e sereno, o veneno da morte". Assim morria um anarquista.


A morte de Tetsuo
O 6 de março de 1926 terminou o processo contra o grupo "Guilhotina", de Osaka. Tetsuo Nkahama foi condenado a morte. Momischi e Kanaka a prisão perpétua. Utschida e outros três companheiros a 15 anos; Zamako a 8; Ito e Ueno a 3 anos. A execução do poeta Nakahama na forca ocorreu clandestinamente no dia 15 de abril na prisão de Osaka. Mas suas obras: Pão negro, e o magnífico poema: Luto pelo meu último companheiro Furuta, que me comoveu até as lágrimas, e outros poemas mais, não podem, junto com o livro de Wada: Da Prisão, executar.



O assunto Boku

Já antes do martírio de Tetsuo, haviam sido condenados a morte, em Tóquio o companheiro Boku Retzu [mais conhecido como Pak Yol] e a companheira Fumi Kaneko. O chamado "assunto Boku" consistiu no seguinte: desde muito tempo antes haviam sido detidos alguns valorosos anarquistas coreanos: Boku Retzu, Kiu Schau-kan e outros, com eles a companheira japonesa Fumi Kanelo sob a acusação de haver conspirado contra a vida do imperador. O assunto pode se chamar "intriga dos coreanos".

As ordens partiram do governo que buscava um pretexto para fazer degolar do modo mais horrível a alguns milhares de coreanos, chineses e revolucionário pela multidão enfurecida, a soldadesca, e a polícia. A propaganda e a instigação ao genocídio foram obra de altos quadros do governo e do exército, durante a última catástrofe: "Prestai atenção, diziam, os coreanos, os revolucionários e os chineses nos atacam. Homens: arma-os! Mulheres, crianças: fugis!". No 25 de março de 1926, Boku e sua companheira Kaneko foram condenados a morte pela "intenção de assassinar o Príncipe". A acusação era, indubitavelmente falsa. Diante o tribunal ambos se comportaram com muita firmeza e serenidade. Ao pedir-lhe seu nome, Boku respondeu: "Não tenho nome!" E quanto ao seu local de nascimento, disse: "O mundo!" E referente a sua descendência, acrescentou: "Do proletariado!" Sabiam que a sentença comportava a morte; e quando se passava a leitura, se levantaram sorridentes, se abraçaram e se beijaram. “Viva a Anarquia! gritou Kaneko. O público estava profundamente comovido. De muitos olhos se desprendiam lágrimas.

Não ousaram os executar e sua pena foi comutada para prisão perpétua, cuja notícia receberam como houvera sido um insulto. No dia 23 de julho, ao despontar o sol, Fumi Kaneko se suicidou em sua cela, deixando seus escritos Pensamentos do cárcere. O companheiro Kiu Schau-kan foi condenado a três anos de prisão. Aqui termina minha narração. Me secaram as lágrimas. A dor e a ira tem raízes profundas no meu coração, e ainda que eu seja jovem e pouco experiente na luta, a consciência me diz para ter confiança num porvir melhor. Creio firmemente que enquanto haja homens qu saibam morrer pelo alto ideal da Anarquia, a Anarquia será a esperança viva da Humanidade. Diziam justamente os companheiros japoneses: "Muitas companheiras e companheiros caíram na luta: Nós avançamos sobre seus cadáveres, até a vitória! Adiante!"

La Antorcha, n0 298, 23 de abril de 1930.

Ásia oriental / história do anarquismo / opinião / análise Wednesday May 09, 2018 04:33 byBa Jin

Traduzido o livro Problemas del anarquismo y la revolución en China.

Hoje em dia vemos a China converter-se numa sociedade em escuridão. Sob o peso desta obscuridade, alguns jovens conscientes propõem que a única maneira de salvar a China desta situação miserável é promover o "patriotismo", tomar o patriotismo como o único caminho para a felicidade dos chineses. Pelo mesmo motivo, a palavra "patriotismo" é ouvida em todo o país. Este é um fenômeno terrível. Creio que o "patriotismo" é um obstáculo a evolução humana. Como membro da humanidade minha consciência me move a rechaçar semelhante falácia e a oferecer minha própria sugestão a respeito do "caminho para a felicidade dos chineses". As palavras que digo surgem de minha consciência. Creio que num país tão grande como é a China, deverá haver mesmo que sejam alguns poucos com a consciência para apoiar minhas ideias.

"O que é o patriotismo"? Tolstói nos diz corretamente que o patriotismo é "como uma máquina de moto. O que pratica é a arte do homicídio, o que discute é de que maneira assassinar. Não tem nada a ver com a vida real das massas".

Por surpreendente que soe, esta citação captura perfeitamente o espírito do "patriotismo". Com exceção de alguns caudilhos cruéis e dos políticos, os seres humanos se opõe e condenam as guerras, e a origem das guerras, de fato, é o "patriotismo". Se os seres humanos se amaram e trabalharam juntos em paz, por que haveria guerras? O "patriotismo" nasceu na "Época do instinto animal", quando o Estado nasceu. O Estado se caracteriza pelo egoísmo e a hipocrisia. A fim de satisfazer sua paixão animal, o Estado força a sua população a invadir outras terras e morrer. A vitória bélica traz prazer aos caudilhos e aos políticos, e o fracasso bélico arranca a carne e o sangue do povo que paga seu preço. A guerra beneficia de alguma maneira as pessoas comuns? Desafortunadamente, o povo se encontra em total desconhecimento de que o chamado "patriotismo" é uma arma com a qual se assassina a seus entes queridos. O "patriotismo" é uma monstruosidade que assassina. Por exemplo, no final do século XIX o governo alemão promoveu o sentimento patriótico e implementou o alistamento militar. Todos os adultos, incluído os intelectuais e sacerdotes, deviam prestar serviço militar e assim assassinar segundo as ordens dos militares e políticos. Ordenavam-lhes assassinar trabalhadores em greve, inclusive se eram seus pais e irmão. Que desgraça! Poderia haver algo mais cruel e selvagem que isso?

Creio que a promoção do patriotismo jamais poderá significar a felicidade dos chineses; ao contrário, trará misérias. O único caminho para que os chineses busquem a felicidade é a abolição das seguintes instituições:

I. GOVERNO: O governo é a instituição do poder autoritário. Protege as leis, nos assassina, nos priva dos meios de vida, nos insulta e ajuda o capitalismo a assassinar os pobres. Nós, os seres humanos, nascemos para ser livres por natureza, mas o governo criou muitas leis com as quais nos amarram; amamos a paz, mas o governo nos impulsiona a guerra; supostamente deveríamos praticar o apoio mútuo com nossos compatriotas do mundo, mas o governo nos força a competir. Tudo o que o governo faz, contradiz a vontade da vasta maioria do povo. Por sobre tudo, o governo é a base do patriotismo. Se quisermos buscar a felicidade, nossa prioridade deve ser derrotar o governo.

II. PROPRIEDADE PRIVADA: A propriedade privada é fruto do saqueio. A propriedade originalmente pertencia a todos os seres humanos, mas um número reduzido de pessoas, por meio de seu poder e de seus conhecimentos, se apropriou da propriedade comum. Isto levou aos mais débeis se virem sem teto, e a que os mais poderosos puderam comprar a força de trabalho alheia. Eles desfrutam do que produzem os trabalhadores, enquanto a estes não lhes resta nada. A propriedade privada é a injustiça número um do mundo. Além disso, a propriedade privada levou a rivalidade, ao roubo, ao latrocínio e a degeneração moral. É a propriedade privada que tem mantido o governo por tanto tempo. Consequentemente, a abolição da propriedade privada fará mais fácil a abolição do governo.

III. RELIGIÃO: A religião acorrenta o pensamento humano e obstaculiza a evolução humana. Enquanto queremos a busca da verdade, ela nos entrega superstições; enquanto queremos o progresso, ela nos pede para sermos conservadores. Alguns sacerdotes dizem: "Deus é onipotente. Deus é a verdade, justiça, gentileza, beleza, poder e vitalidade, enquanto que o Homem é a falsidade, a injustiça, a maldade, a fealdade, a impotência e a morte; Deus é o senhor, o Homem um escravo. O Homem, por si só, não é capaz de alcançar a justiça, a verdade, a vida eterna, e deve seguir as revelações de Deus. Deus criou o mundo, e os monarcas com seus oficiais representam a Deus e merecem ser servidos pelo povo" (Isto é o que Carlos I da Inglaterra chamou de "direito divino dos monarcas"). Esta é a essência da cristandade e podem apreciar-se muitas similitudes com algumas das religiões menos importantes. O comentário de Bakunin: "Se deus realmente existisse, seria necessário aboli-lo" é grandioso. Há que torná-lo realidade.

As instituições discutidas são todas nossas inimigas. Antes de tomar o rumo pelo caminho da felicidade, é preciso aboli-las. Então, distribuiremos a propriedade, iniciaremos nossas associações livres, praticaremos os princípios do apoio mútuo, de cada qual segundo sua capacidade, a cada qual segundo suas necessidades, todos para um e um para todos. Não é essa uma vida feliz? No entanto, temos de pagar um preço para obter essa felicidade. Qual é esse preço? É o sangue quente de muita gente. Bakunin disse: "Nada deste mundo é mais excitante e prazeroso que a empreitada revolucionária! Que preferirias? Que tua vida se passara em tua submissão ao poder despótico ou arriscar valorosamente tua vida numa luta sem tréguas contra a tirania?" Que entusiasta valoroso! Espero que vocês, amigos, se unam a nós e contribuam com seu sangue quente a mais excitante e prazerosa das empreitadas revolucionárias! Marchemos juntos pelo caminho da felicidade!

El despertar del pueblo, n01, 1 de setembro, 1921.

Ásia oriental / história do anarquismo / opinião / análise Tuesday May 08, 2018 12:03 byBa Jin

Tradução: Rafael V. da Silva

Nestes dias a "liberdade" e "igualdade" se converteram nas palavras prediletas de certas pessoas. Se lhes pergunta o que quer dizer liberdade, responderão: "a liberdade corresponde a liberdade de palavra, imprensa, associação e correspondência". Se lhes pergunta o que quer dizer igualdade, responderão: "todo cidadão é igual diante a lei, sem discriminação alguma". Entretanto, isto não é nem uma genuína liberdade nem igualdade. Se está em desacordo com o que afirmo, lhe rogo que escute minhas palavras.
O obstáculo para a liberdade do povo é o governo. Desde o nascimento do governo, o povo perdeu sua liberdade completamente, e são controlados por este. Queremos o amor recíproco entre os irmãos e irmãs de todo o mundo, mas os governos nos forçam ao patriotismo, a nos converter em soldados que assassinem seus compatriotas do mundo. Ainda na mesma China esta situação é terrível, e os chineses assassinam outros chineses. Nestes anos, nas províncias de Hunan, Shanxi e de Sichuán, correm rios de sangue e os cadáveres se empilham como montanhas. Semelhante miséria atroz é precisamente o benefício que recebemos do governo.

Os capitalistas monopolizam a propriedade comum que pertence a todo o mundo, e os pobres perdem os meios para sua subsistência. Em vez de castigar esses capitalistas, o governo o protege mediante as leis. O povo, que carece de posses, deve recorrer ao roubo afim de poder sobreviver. Em realidade são forçados a isto pelos capitalistas, mas o governo lhes chama de ladrões e os fuzila. Não é que justifiquemos o roubo, mas que queremos recuperar algumas de nossas posses confiscadas. Porque nós merecemos ser fuzilados quando aqueles capitalistas que roubam os bens comuns de todo o mundo lhes é permitido uma vida cômoda? Se o povo não recorre ao roubo, então somente lhes resta mendigar. Às vezes, o governo e os capitalistas demonstram sua benevolência, e entregam ao pobre uma ínfima quantidade de dinheiro que lhe roubaram, e chamam este ato com o grandiloquente termo de filantropia. E falsamente nos acusam de desfrutar mais a mendicidade que o trabalho. Leitores! Não queremos trabalhar? Mas a verdade é que não nos dão oportunidades de trabalho e logo abusam de nós. Então a assim chamada liberdade e igualdade que mencionamos, não tem, ao se assemelhar, nada a ver com o povo! É isto a genuína liberdade e igualdade? Não o creio. Que é então, a genuína liberdade e igualdade? Creio que só o anarquismo significa uma genuína liberdade e que o comunismo significa uma genuína igualdade. A única maneira de construir uma sociedade de uma genuína liberdade e igualdade é a revolução social.

O que é o anarquismo? O anarquismo propõe que o governo e todos os seus organismos dependentes sejam abolido, e que todos os meios de produção pertençam ao conjunto do povo. De cada qual segundo suas capacidades, a cada qual segundo suas necessidades. Que cada qual desempenhe aquelas tarefas que se ajustem melhor as suas capacidades. Alguns serão doutores, alguns serão mineiros. Os trabalhos mais pesados terão menos horas de trabalho, enquanto que os mais fáceis terão mais horas. A comida, a vestimenta e a moradia serão fornecidas por certas instituições. Todos terão igual educação, sem distinções. Um anarquista francês disse "se todos trabalhassem duas horas diárias, as necessidades de todo o mundo ser veriam cobertas". Kropotkin também disse: "Se todos os trabalhassem quatro horas, haveria tempo de sobra para satisfazer as necessidades de toda a sociedade". Creio que ninguém estará indisposto a trabalhar tão poucas horas.

Sem as leis da política haverá uma genuína liberdade; sem capitalistas, haverá uma genuína igualdade.

Meus amigos trabalhadores! Por favor, imaginem a liberdade e a igualdade em uma sociedade sem os poderes autoritários! Querem tal sociedade? Se assim o querem, há que livrar a revolução social e derrotar os pérfidos políticos. A sociedade da liberdade e igualdade somente então será uma realidade. Unam-se imediatamente com todos os seus amigos! Se continuam tolerando seus pesares, simplesmente estarão permitindo que lhes convertam em carne para o matadouro dos capitalistas! Creiam-me!

Semi [revista mensal], nº 17, 1º de abril de 1921

Traduzido da versão em espanhol intitulada Problemas del Anarquismo y la Revolución en China.

Οι Μπολσεβίκοι έχουν ξεφορτωθεί την ιδέα της ισότητας, όχι μόνο στην πράξη αλλά και στη θεωρία, γιατί και μόνο η προφορά της τους φαίνεται επικίνδυνη τώρα. Αυτό είναι αρκετά κατανοητό, γιατί ολόκληρη η κυριαρχία τους εξαρτάται από μια διαμετρικά αντίθετη ιδέα, από μια τρανταχτή ανισότητα, οι τρόμοι και τα κακά της οποίας έχουν κάτσει στις πλάτες των εργατών. Ας ελπίσουμε ότι οι εργάτες κάθε χώρας μπορούν να βγάλουν τα απαραίτητα συμπεράσματα και με τη σειρά τους να τελειώσουν με τους Μπολσεβίκους, αυτούς τους υποστηρικτές της ιδέας της σκλαβιάς και τους καταπιεστές της Εργασίας.

Το 14ο Συνέδριο του Ρωσικού Κομμουνιστικού Κόμματος έχει καταδικάσει απερίφραστα την ιδέα της ισότητας. Πριν το Συνέδριο ο Ζηνόβιεφ είχε αναφέρει την ιδέα στην πορεία της πολεμικής του ενάντια στους Ουστριάλοφ και Μπουχάριν. Δήλωσε τότε ότι το σύνολο της μοντέρνας φιλοσοφίας διακατεχόταν από την ιδέα της ισότητας. Ο Καλίνιν μίλησε σκληρά στο συνέδριο ενάντια σε αυτή την διαμάχη, παίρνοντας την γραμμή ότι κάθε αναφορά στην ισότητα δεν μπορούσε να βοηθήσει, παρά μόνο να είναι βλαβερή και δεν έπρεπε να γίνει ανεκτή.

Η αιτιολογία του έχει ως εξής:
«Μπορούμε να μιλήσουμε στους αγρότες για ισότητα; Όχι, αυτό αποκλείεται, γιατί σε αυτή την περίπτωση, θα ξεκινούσαν να απαιτούν τα ίδια δικαιώματα με τους εργάτες, το οποίο θα ήταν σε πλήρη αντίθεση με τη δικτατορία του προλεταριάτου. Παρόμοια, μπορούμε να μιλήσουμε για ισότητα στους εργάτες; Όχι, και αυτό αποκλείεται επίσης, γιατί αν για παράδειγμα, ένας κομμουνιστής και ένα μη μέλος του κόμματος κάνουν την ίδια δουλειά, η διαφορά βρίσκεται στο ότι ο πρώτος πληρώνεται τον διπλάσιο μισθό από τον δεύτερο. Το να αποδεχτούμε την ισότητα θα επέτρεπε στα μη κομματικά μέλη να απαιτούν την ίδια πληρωμή που πληρώνεται στον κομμουνιστή. Είναι αποδεκτό αυτό, σύντροφοι; Όχι, δεν είναι. Μπορούμε λοιπόν να καλέσουμε για ισότητα ανάμεσα στους κομμουνιστές; Όχι, ούτε αυτό γίνεται, γιατί κατέχουν διαφορετικές θέσεις, με όρους δικαιωμάτων και υλικών συνθηκών επίσης».

Πάνω στη βάση τέτοιων συλλογισμών ο Καλίνιν συμπέρανε ότι η χρήση του όρου «ισότητα» από τον Ζηνόβιεφ μπορούσε να είναι μόνο δημαγωγική και βλαβερή. Στην απάντησή του ο Ζηνόβιεφ είπε στο Συνέδριο ότι, όταν είχε μιλήσει για ισότητα, το είχε εννοήσει με μια εντελώς διαφορετική έννοια. Όσο για τον ίδιο, αυτό που είχε στο μυαλό του ήταν η «σοσιαλιστική ισότητα», δηλαδή, η ισότητα που κάποια μέρα θα ερχόταν σε ένα περισσότερο ή λιγότερο μακρινό μέλλον. Προς το παρόν, μέχρι τη στιγμή που θα γινόταν η παγκόσμια επανάσταση και αφού δεν υπήρχε τρόπος για να γίνει γνωστό το πότε θα συμβεί αυτό, δεν μπορούσε να τίθεται ζήτημα ισότητας. Ειδικά, δεν μπορούσε να υπάρξει ισότητα δικαιωμάτων, γιατί αυτό θα κινδύνευε να μας σύρει στην κατεύθυνση πολύ επικίνδυνων «δημοκρατικών» παρεκκλίσεων.

Αυτή η αντίληψη της ιδέας της ισότητας δεν ξεκαθαρίστηκε σε κάποια απόφαση του Συνεδρίου. Αλλά, ουσιαστικά, τα δύο στρατόπεδα που συγκρούστηκαν στο συνέδριο ήταν σύμφωνα στο να θεωρηθεί η ιδέα της ισότητας σαν μη ανεκτή.

Προηγουμένως, και όχι τόσο πολύ καιρό πριν, οι Μπολσεβίκοι μιλούσαν εντελώς διαφορετικά. Ήταν κάτω από το λάβαρο της ισότητας που λειτούργησαν κατά την διάρκεια της μεγάλης Ρωσικής επανάστασης, για να ανατρέψουν την μπουρζουαζία, σε συμμαχία με τους εργάτες και τους αγρότες, με έξοδα των οποίων έφτασαν να καταλάβουν τον πολιτικό έλεγχο της χώρας. Ήταν κάτω από αυτά τα χρώματα που, μετά από οκτώ χρόνια διακυβέρνησης των ζωών και των ελευθεριών των εργατών της πρώην Ρωσίας – που από ‘δω και στο εξής θα γίνει γνωστή ως «Ένωση των Σοβιετικών Σοσιαλιστικών Δημοκρατιών» οι Μπολσεβίκοι τσάροι θα  προσπαθούσαν να πείσουν τους εργάτες αυτής της «Ένωσης» (που καταπιέζονταν από αυτούς), όπως επίσης και τους εργάτες από άλλες χώρες (τους οποίους δεν έλεγχαν ακόμα), ότι αν καταδίωκαν και άφηναν να σαπίζουν στις φυλακές ή αν εξόριζαν και δολοφονούσαν τους πολιτικούς τους αντιπάλους, αυτό γινόταν αποκλειστικά στο όνομα της επανάστασης, τις εξισωτικές βάσεις της οποίας (τις οποίες υποτίθεται ότι είχαν δώσει στην επανάσταση) οι εχθροί της υποτίθεται ότι ήθελαν να καταστρέψουν.

Σύντομα θα είναι οκτώ χρόνια που το αίμα των αναρχικών άρχισε να τρέχει λόγω του ότι δεν προσκύνησαν δουλικά μπροστά στην βία ή το θράσος εκείνων που κατέλαβαν την εξουσία ούτε μπροστά στην πασίγνωστα ψευδή ιδεολογία τους και την μέγιστη ανευθυνότητα τους.

Σε αυτή την εγκληματική πράξη, μια πράξη η οποία δεν μπορεί να περιγραφεί παρά σαν λουτρό αίματος των Μπολσεβίκων θεών, ο καλύτερος ανθός της επανάστασης καταστράφηκε, γιατί ήταν οι πιο πιστοί υπέρμαχοι των επαναστατικών ιδανικών και γιατί δεν θα μπορούσαν να δωροδοκηθούν για να τα προδώσουν. Υπερασπιζόμενοι ειλικρινά τις αρχές της επανάστασης, αυτά τα παιδιά της επανάστασης προσπαθούσαν να απαλλαχθούν από την τρέλα των Μπολσεβίκων θεών και να βρουν μια διέξοδο από το αδιέξοδό τους, έτσι ώστε να σφυρηλατήσουν ένα μονοπάτι για την πραγματική ελευθερία και την γνήσια ισότητα των εργατών.

Οι Μπολσεβίκοι άρχοντες γρήγορα κατάλαβαν ότι οι φιλοδοξίες αυτών των παιδιών της επανάστασης θα αποτελούσαν καταστροφή για την τρέλα τους και, πάνω απ’ όλα, για τα προνόμια που επιδέξια κληρονόμησαν από την γκρεμισμένη μπουρζουαζία, και μετά τα χρησιμοποίησαν για το συμφέρον τους. Σε αυτή την βάση καταδίκασαν τους επαναστάτες σε θάνατο. Άνθρωποι με τις ψυχές σκλάβων τους υποστήριξαν σε αυτό και το αίμα πλημμύρισε. Για τα οκτώ προηγούμενα χρόνια συνέχιζε να τρέχει, και στο όνομα τίνος μπορούμε να ρωτήσουμε; Στο όνομα της ελευθερίας και της ισότητας των εργατών, λένε οι Μπολσεβίκοι, συνεχίζοντας να εξολοθρεύουν χιλιάδες ανώνυμους επαναστάτες, αγωνιστές της κοινωνικής επανάστασης, ονομάζοντάς τους «τρομοκράτες» και «αντεπαναστάτες».

Με αυτό το αχρείο ψέμα, οι Μπολσεβίκοι έχουν κρύψει την αληθινή κατάσταση πραγμάτων στην Ρωσία από τα μάτια των εργατών του κόσμου, ειδικά την ολοκληρωτική τους χρεωκοπία στο ζήτημα της οικοδόμησης του σοσιαλισμού, την ίδια στιγμή που όλα αυτά είναι πολύ προφανή για όλους αυτούς που έχουν μάτια να δουν.

Οι Αναρχικοί προειδοποίησαν τους εργάτες κάθε χώρας εγκαίρως για τα εγκλήματα των Μπολσεβίκων στην Ρωσική επανάσταση. Ο Μπολσεβικισμός, ενσωματώνοντας το ιδανικό ενός συγκεντρωτικού Κράτους, αποδείχτηκε θανάσιμος εχθρός του ελεύθερου πνεύματος των επαναστατών εργατών. Καταφεύγοντας σε πρωτοφανή μέτρα, σαμποτάρισε την ανάπτυξη της επανάστασης και βρώμισε την αγνότητα της πιο καλής της όψης. Επιτυχημένα μεταμφιεσμένος, απέκρυψε το πραγματικό του πρόσωπο από τα βλέμματα των εργατών, περνώντας τον εαυτό του σαν υποστηρικτή των συμφερόντων τους. Μόνο τώρα, μετά από μια βασιλεία οχτώ χρόνων, αυξανόμενης ερωτοτροπίας με την διεθνή μπουρζουαζία, αρχίζει να παραμερίζει την μάσκα του, της επανάστασης, και δείχνει στον κόσμο της εργασίας το πρόσωπο ενός άπληστου εκμεταλλευτή.

Οι Μπολσεβίκοι έχουν ξεφορτωθεί την ιδέα της ισότητας, όχι μόνο στην πράξη αλλά και στη θεωρία, γιατί και μόνο η προφορά της τους φαίνεται επικίνδυνη τώρα. Αυτό είναι αρκετά κατανοητό, γιατί ολόκληρη η κυριαρχία τους εξαρτάται από μια διαμετρικά αντίθετη ιδέα, από μια τρανταχτή ανισότητα, οι τρόμοι και τα κακά της οποίας έχουν κάτσει στις πλάτες των εργατών. Ας ελπίσουμε ότι οι εργάτες κάθε χώρας μπορούν να βγάλουν τα απαραίτητα συμπεράσματα και με τη σειρά τους να τελειώσουν με τους Μπολσεβίκους, αυτούς τους υποστηρικτές της ιδέας της σκλαβιάς και τους καταπιεστές της Εργασίας.

*Το κείμενο αυτό δημοσιεύτηκε αρχικά στη ρωσική γλώσσα στη “Dyelo Truda", τεύχος 9, Φλεβάρης 1926 (σελ. 9-10). Μετάφραση: Εκδ. αλληλεγγύη.

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