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brazil/guyana/suriname/fguiana / community struggles / comunicado de imprensa Wednesday December 19, 2018 03:27 byColetivo Anarquista Luta de Classe

O dia 07 de dezembro de 2018 será lembrado como um dos dias mais tristes e revoltantes da história de Curitiba e da luta por moradia no Brasil.

A ocupação urbana 29 de Março foi completamente destruída devido a um incêndio, que segundo o relato dos moradores, foi causado pela Polícia Militar do Paraná. Além do fogo alastrado, ocorreram, pelo menos, duas execuções no local, vários desaparecidos e um número ainda desconhecido de mortos.

Luta por Moradia na Região – Ocupações urbanas recentes na Cidade Industrial de Curitiba (CIC)

A região que foi atingida pelo incêndio é um local de muita luta por moradia e vida digna na cidade. Em uma área da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), bairro da capital paranaense, estão localizadas quatro ocupações recentes, onde, somadas, abrigam mais de mil famílias.

As ocupações Nova Primavera (ocupada em 2012), 29 de Março (ocupada em 2015), Tiradentes (ocupada em 2015) e Dona Cida (ocupada em 2016) foram organizadas pelo Movimento Popular por Moradia (MPM)/Movimento dos Trabalhadores Sem Teto do Paraná (MTST).

Ao longo desses anos foram feitas diversas manifestações de rua, reuniões com o Poder Público, atividades e saraus. Desde então, a Prefeitura Municipal de Curitiba e a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (COHAB-CT) nunca deram resposta à altura das reivindicações do povo.

Neste fatídico dia 07 de dezembro, uma destas comunidades, a 29 de Março, foi completamente devastada. Mais de 300 famílias perderam suas casas, animais de estimação, móveis, alimentos, roupas e pertences.

Dentre essas famílias, estendemos grande solidariedade às famílias haitianas, que além de sofrerem com a dificuldade básica de comunicação por conta de seu idioma de origem, têm sofrido intensamente com o racismo e a xenofobia no Brasil. Não é incomum que essas pessoas, ainda que qualificadas, só consigam se inserir no mercado de trabalho em ofícios desgastantes, recebendo salários de miséria, não tendo moradia digna e condições de vida adequadas.

Terrorismo de Estado na Comunidade 29 de Março

Os moradores contam que um policial militar havia sido morto pela região e que a polícia desconfiava que o responsável seria um morador da comunidade. A partir de tal suspeita, a Polícia Militar do Paraná declarou guerra à todas as comunidades ao redor, em especial à 29 de Março.

Durante o dia e noite de 07 de dezembro, policiais militares, sem identificação e com os rostos cobertos, arrombaram e invadiram as casas da vila buscando informações sobre o paradeiro do suspeito. Relatos de muitos moradores afirmam que os policiais torturaram, agrediram e espancaram homens, mulheres e crianças, utilizando sacolas, facas e armas. Além disso, pessoas foram mortas e muitos tiros foram desferidos contra moradores.

Foi por volta das dez horas da noite que o fogo foi ateado em algumas casas da Comunidade 29 de Março. Logo o fogo se alastrou e tomou conta de tudo. O Corpo de Bombeiros do Paraná demorou por volta de uma hora para chegar ao local e a Polícia Militar tentou dificultar sua ação, de modo que as centenas de casas da comunidade acabaram por ser totalmente destruídas.

Relatos e detalhes em: “https://medium.com/@cwbresiste/o-horror-que-a-pol%C3%ADcia-causou-a-curitiba-34e6e256ff54”

Centenas de famílias perderam tudo o que tinham. Inúmeros cães morreram carbonizados. Muitas pessoas desaparecidas. Possivelmente outras mortes serão confirmadas.

O Estado Policial de Ajuste e a criminalização da pobreza

Caracterizamos o atual momento da conjuntura brasileira como sendo de um “Estado Policial de Ajuste“, marcado por uma agenda agressiva contra o povo, que escancara o lado mais selvagem do sistema capitalista. Caíram as máscaras e mediações que marcaram período recente de nossa história. Sempre soubemos, no entanto, que por trás das aparências, grande parte da população brasileira vive sob um “Estado de Exceção”, convivendo com a barbárie gestada dentro da farsa chamada “Estado Democrático de Direito”.

Para o povo pobre, negro, morador das periferias, a face do Estado sempre foi a da brutalidade. Os direitos básicos (saúde, educação, emprego, saneamento básico, moradia) são muito restritos, quando não estão completamente ausentes. Por outro lado, a repressão policial se faz muito presente no cotidiano dos moradores, que desde muito cedo convivem com as formas institucionalizadas do racismo e da criminalização da pobreza, as quais constituem a base da formação ideológica e de atuação das polícias brasileiras.

No caso dos ataques sofridos pelas famílias da Comunidade 29 de Março e das demais ocupações da região, tais elementos são bastante nítidos. Aos olhos da Polícia Militar, o povo que mora nas ocupações é um inimigo a ser exterminado.

As demais faces do Estado, como o Poder Executivo Municipal e Estadual e os órgãos responsáveis pela investigação deste tipo de caso, demonstram ser cúmplices de “julgamentos sumários” como este quando se omitem. Assim, trabalhadoras e trabalhadores, jovens, crianças e idosos, são condenados à morte como “criminosos”, sem qualquer direito de defesa.

As ruínas do mito da “cidade modelo”

Foi na década de 1970 que se iniciou um mito brasileiro de que Curitiba seria uma “cidade modelo”, um exemplo de urbanização, mobilidade e qualidade de vida.

Esse mito foi construído com base não apenas em grande publicidade, como também na enorme exclusão da população pobre, que foi sendo “jogada” para as regiões mais distantes do centro e mais carentes de serviços públicos.

Essa farsa de um suposto “planejamento democrático” não é uma exclusividade da cidade de Curitiba, mas tem na capital paranaense um de seus principais símbolos, repetido em discursos de governantes e burocratas.

Em paralelo à propagação dessa mentira, a cidade guarda um histórico de lutas e martírios de movimentos sociais e associações de moradores na luta por um terreno, por um lar, por moradias dignas. Essas lutas ocorreram e ocorrem em todas as regiões da cidade e tem nas ocupações do CIC um de seus maiores exemplos.

Apreensão, Solidariedade e Resistência

Após o incêndio do dia 07 de dezembro, a Polícia Militar, segundo a descrição e fotografias feitas por moradores, manteve-se no local e disparou com suas armas letais diversas vezes. Moradores da região estão com muito medo de mais “tentativas de vingança” e que o horror daquela noite volte a ocorrer.

Apesar de tudo, a luta por moradia e vida digna continua! Inúmeras comunidades, movimentos sociais e outras organizações arrecadaram doações de roupas, água, comida, móveis e levaram à comunidade. Moradoras e moradores se revezam na organização das doações, no acolhimento das pessoas e na reorganização da vida na comunidade, dando grande exemplo de resistência e solidariedade. Assim as comunidades se unem cada vez mais.

Sabemos que só o povo organizado é capaz de avançar na luta por condições dignas de vida e para a construção de uma sociedade justa, fraterna e igualitária. Um mundo onde todos tenham um lar e onde as ameaças e violências do Estado sejam coisas de um passado distante.

A luta continua!

Nem esquecer, nem perdoar!
Toda solidariedade às famílias!
Contra a criminalização da pobreza!
Lutar! Criar Poder Popular!
Pelo fim de toda polícia!
Moradia digna já!

brazil/guyana/suriname/fguiana / anti-fascismo / comunicado de imprensa Wednesday December 19, 2018 03:12 byFederação Anarquista Gaúcha

Foi em uma infame e inesquecivelmente tenebrosa sexta feira, 13 de dezembro de 1968, que durante o mandato do ditador-presidente general Arthur da Costa e Silva, uma junta militar promulgava o Ato Institucional nº. 5 (AI-5), o mais terrível dos dezessete que a ditadura civil-militar impôs ao povo brasileiro. O AI-5 deu início ao período mais brutal da ditadura, tornando “oficial” e “lícito” o extermínio de opositores do regime. Para além de medidas como o fechamento do Congresso Nacional, intervenções nos estados e municípios, suspensão de habeas corpus, suspensão de direitos políticos, entre outras, o AI-5 era a sigla que dava sentido à expressão “terrorismo de Estado” (com o perdão da redundância), fazendo da tortura, dos desaparecimentos forçados e dos assassinatos práticas corriqueiras do Estado ditatorial.

Passados cinquenta anos desse expediente de violência, brutalidade e barbárie, ventos autoritários anunciam novamente que não superamos esse passado. Temos à nossa porta expedientes autoritários que re-editam aquele momento histórico e, por isso, mais do que nunca, é preciso afirmar com todas as letras: ditadura, NUNCA MAIS!

A experiência de transição brasileira, marcada por pactos e conciliações forçadas negligenciou as memórias sociais de rebeldia, luta e resistência à ditadura. Tentou-se virar a página da história sem passar a limpo os arbítrios e opressões que marcaram à fogo nossa história recente.

Nos marcadores delimitados pelos militares, de uma “abertura lenta, gradual e segura”, a “transição democrática” arrastou consigo grandes volumes de entulho autoritário que seguiram (e ainda seguem) impregnando as instituições e o Estado. A “Lei da Anistia” garantiu a imputabilidade e a impunidade de agentes do estado que cometeram crimes contra a humanidade e gravíssimos atentados aos direitos humanos de mulheres e homens que com coragem ousaram se opor ao regime de terror.

Uma das sínteses desse “processo de transição inacabado” é a ausência de marcadores históricos e sociais que permitam experiências memorialísticas que reneguem com todas as forças à barbárie e a opressão. Desse processo resulta um Estado que premia às forças de segurança que assassinam o povo; um Estado que mantêm orgulhoso seus traços coloniais de selvageria e perseguição às “classes perigosas”; que permite e aplaude a continuidade do autoritarismo; que enaltece à tortura e que se nega a reconhecer os crimes que fizeram de toda a sociedade vítima da tirania.

O Estado que nega o DIREITO À MEMÓRIA, VERDADE E JUSTIÇA, mantém ativos todos os crimes e violações, fazendo de toda a sociedade vítima ao não nos permite lembrar e esclarecer nosso passado. Interdita nossos futuros e liberdades.

Se não querem lembrar, é nosso dever não deixar esquecer!

É preciso que falemos do legado autoritário. Esse legado consiste em tudo que persiste na sociedade após o fim de uma ditadura. Esse legado só pode ser combatido se adotamos um conjunto de políticas de memória. As políticas de memória são um resultado da pressão dos movimentos populares, de uma longa luta de familiares e de grupos de direitos humanos. Trata-se de uma batalha entre a sociedade e o estado, para dar sentido à eventos históricos, com o firme propósito de que esse fato não mais se repita.

Ao contrário da experiência de outros países da América Latina, o Brasil só foi capaz de criar um Comissão Nacional da Verdade quase 30 anos após o fim da ditadura. Quase 10 anos depois da eleição de um presidente dito de “esquerda”. Funcionou por 2 anos tendo um período de 42 anos para analisar (1946-1988). Construímos alguns memoriais. Houveram pouquíssimas e tardias medidas de reparação (financeiras ou pedidos de desculpas e reconhecimento de culpa). Não houve nenhum julgamento. Nenhum.

A ditadura no Brasil não foi menos brutal. Tem muitos setores ainda não contabilizados junto ao número de presos e desaparecidos, vítimas diretas ou indiretas. Muitas histórias por escrever e conhecer.

De 1968 para o presente. Hoje, no que alguns chamam de “normalidade democrática”, dois ex-militares chegam à presidência e vice-presidência da república, autorizados e respaldados pelo voto da democracia representativa burguesa. Uma síntese mal acabada do colonialismo e da atualização de discursos e práticas autoritárias da ditadura recheados por memórias saudosismos da barbárie. Em meio a manobras parlamentares que consolidam um verdadeiro “Estado Policial” que ataca e destrói garantias e direitos sociais, vai se desenhando no horizonte paisagens autoritárias já conhecidas.

O judiciário e as forças armadas são os esteios do ajuste e da repressão. Paulatinamente vão assumindo protagonismo na vida política do país e influenciando e garantindo ações que impactam diretamente na retirada de direitos e na supressão de liberdades.

No que se refere ao campo da memória social, tal conjuntura favorece que uma expressiva parcela da população negue ter havido ditadura ou sequer algum tipo de violação. Militares e ministros do Supremo Tribunal Federal lançam aos sete ventos revisionismos históricos sobre o período ditatorial sem nenhuma base factual. Renegam anos de pesquisas sérias sobre esse período e re-editam batalhas de memória.

Setores ultraliberais dão execução e continuidade à políticas econômicas semelhantes às levadas a cabo pela ditadura. Setores ultraconservadores avançam impiedosos numa cruzada contra educação e cultura. Familismo, valores tradicionais e religiosos são forçados como norma e baliza moral. A essência do AI-5 de criminalização da política e dos movimentos sociais está enraizada e se traduz na repressão aos movimentos sociais e perseguição de ativismos de todos os tipos. Ao fim e ao cabo trata-se de controlar e cercear corpos e mentes de modo a garantir e sustentar um sistema de saque, exclusão e opressão brutal sobre o povo.

Não é de hoje que a resistência habita os corpos e mentes de parcelas significativas do nosso povo. Não é de hoje que tentam sufocar e apagar a nossa rica história de luta e rebeldia. Não é de hoje que teimamos em não nos curvar. Não é de hoje que homens e mulheres entregam suas vidas em nome da Liberdade.

Não esquecemos!
Não perdoamos!
Não nos calamos!

Nossa forma de fazer memória e de honrar os que nos antecederam é fazendo Luta e sendo resistência!

Federação Anarquista Gaúcha – FAG

internacional / repression / prisoners / other libertarian press Wednesday December 19, 2018 02:52 bySecretariat Permanent CGT Catalunya

Podríem dir que és el món al revés, però malauradament és la norma. El novembre de 2016, la companya Lola, delegada de la CGT a la Diputació de Barcelona, va viatjar a Grècia per ajudar a un jove kurd de 17 anys, Ayad, a passar la frontera grega per reunir-se amb la seva família. Una família més separada per la guerra i la política antiinmigració de la Unió Europea.

A l’aeroport va ser detinguda i, després de ser posada en llibertat provisional per la jutgessa, la policia va decidir unilateralment que la empressonaria en un CIE, d’on va sortir 10 dies després gràcies al corrent solidari que es va activar des la CGT i la societat.

Aquest proper dimarts, 18 de desembre, i després de l’ajornament realitzat en la primera data prevista, la companya Lola serà jutjada a Grècia per ser solidària, per fer el que els estats europeus no fan, per mostrar humanitat i suport mutu. El premi a aquests valors és una petició global d’entre 5 a 10 anys de presó per part de fiscalia. No contents amb això, la policia grega té classificada a la Lola com a "persona perillosa per a la seguretat de l’estat" grec, fet pel qual no podrà posar els peus al país malgrat tenir una citació judicial, atès que si ho fa podrà ser detinguda per infringir la prohibició d’ingrés que pesa sobre ella fins a l’any 2023.

Denunciem la hipòcrita política de la Unió Europea, finançant a tercers països la repressió sobre les persones migrants per no embrutar-se les mans, els milers de morts a la mediterrània per la seva conscient innacció, la vergonya dels camps de concentració que anomenen CIEs, la maquinària burocràtica sense sortides reals, el maltractament i la criminalització quotidiana que fan les forces policials a tota persona amb un color de la pell diferent al que consideren normal.

La nostra companya ni està sola, tampoc no ho estan ni les persones que migren cercant un futur millor o, ben simplement, un futur. Fem una crida a participar de forma massiva la concentració solidària convovcada davant la seu de la Unió Europea (Passeig de Gràcia, 90 de Barcelona) el proper dilluns 17, a les 18:30h, contra la criminalització de la solidaritat i pel dret a migrar.

El dia del judici a Atenes hi assistiran presencialment al mateix familiars, solidàries, afiliades a la CGT i membres del secretariat permanent de la CGT de Catalunya.

Cap persona no és il·legal!
Lola absolució!

Secretariat Permanent - Comitè Confederal
Confederació General del Treball (CGT) de Catalunya
Burgos 59 Baixos - 08014 Barcelona
Telf. 93 512 04 81 - Fax 93 310 71 10
www.cgtcatalunya.cat @cgtcatalunya

Ζώντας σε μια κοινωνία που αντιμετωπίζει τις γυναίκες είτε σαν ευαίσθητα λουλούδια που χρειάζονται προστάτη για να επιβιώσουν, είτε σαν θηράματα για άρρενες κυνηγούς όταν ξεφεύγουν και αντιστέκονται στους ρόλους που τους έχουν επιβληθεί, δεν πέφτουμε από τα σύννεφα στο άκουσμα ενός βιασμού, αφού σε όλη μας τη ζωή είναι αυτό που προσπαθούμε να αποφύγουμε. Κάποιες φορές τα καταφέρνουμε και άλλες όχι.

Η καθημερινότητα δεν είναι ατυχία, την Ελένη δολοφόνησε η πατριαρχία

Η Ελένη Τ. βρέθηκε δολοφονημένη, στις 28 Νοεμβρίου στη Ρόδο, από δύο άνδρες τον Μανώλη Κούκουρα και τον Αλέξανδρο Λουτσάι. Η Ελένη Τ. δολοφονήθηκε αφού προηγουμένως κακοποιήθηκε και βασανίστηκε γιατί δεν συναίνεσε να κάνει σεξ μαζί τους. Η Ελένη Τ. δεν είναι ούτε η πρώτη ούτε και η τελευταία στον μακρύ κατάλογο των θυμάτων της πατριαρχίας και σίγουρα δεν πρόκειται για ένα «ατυχές» ή μεμονωμένο περιστατικό. Όμως βρισκόμαστε για μια ακόμα φορά μπροστά στον εκτρωματικό λόγο των ΜΜΕ, που σκιαγραφούν προσωπικές ιστορίες θύματος και θυτών με το φιλοθεάμον κοινό να παρακολουθεί ένα ακόμα «ατυχές περιστατικό» σοκαρισμένο υποκριτικά, από την αγριότητά του. Κρατώντας για λόγους τηλεθέασης τη δολοφονία και ξεχνώντας με μεγάλη επιμέλεια τον έμφυλο χαρακτήρα του εγκλήματος αποσυνδέοντας το από το κοινωνικό έδαφος που αυτό συντελέστηκε. Ακολουθώντας πάντα ένα συγκεκριμένο μοτίβο λέξεων και προθέσεων που αναδεικνύουν την «κακιά στιγμή», «τη ζήλεια που τον θόλωσε», «τον ευέξαπτο χαρακτήρα» ρίχνουν στο συρτάρι της λήθης όλο τον σεξισμό και μισογυνισμό της καθημερινότητας που χτίζει και αναπαράγει την εξουσία της πατριαρχίας που βιώνουμε.

Για μια ακόμα φορά παρακολουθούμε έναν βιασμό και μια δολοφονία να χρησιμοποιείται προσχηματικά για να διαχυθεί ρατσιστικό και φυλετικό μίσος. Γιατί στο προφίλ των βιαστών το πρώτό πράγμα που φαίνεται να έχει σημασία είναι η εθνικότητα, η φυλή και η ταξική θέση, τα οποια χρησιμοποιούνται ανάλογα την περίσταση, είτε σε μια προσπάθεια να δικαιολογήσουν τον δράστη μιάς και η ταξική του θέση και ανατροφή δεν θα του επέτρεπε φυσικά να κάνει κάτι τέτοιο, είτε για να δώσουν έμφαση σε ένα άλλο χαρακτηριστικό, όπως αυτό του μετανάστη -πόσο μάλλον όταν αυτό είναι συνυφασμένο με ό,τι η κοινωνία θεωρεί παραβατικό μόνο από την ύπαρξη του- και όχι τα πρότυπα της μάτσο-ανδρικής κουλτούρας με τα οποία γαλουχήθηκαν. Κατά αυτόν τον τρόπο δομείται μια πραγματικότητα όπου τα περιστατικά βιασμών από μετανάστες αναπαράγονται χωρίς αμφιβολίες και ελαφρυντικά ενώ τα αντίστοιχα από γηγενείς «ευυπόληπτους πολίτες» μπαίνουν στο μικροσκόπιο, αμφισβητούνται, δικαιολογούνται και τις περισσότερες φορές είναι το θύμα που εν τέλει δικάζεται κοινωνικά. Είναι το θύμα που όχι μόνο θα έρθει αντιμέτωπό με τον βιαστή αλλά με ολόκληρο το σύστημα που τον εκτρέφει. Ένα σύστημα που η βία και η εχθρότητα προς οποιοδήποτε υποκείμενο το οποίο έρχεται να καταρρίψει την επιβαλλόμενη κανονικότητα του, είναι δεδομένη. Χαρακτηριστικές εκφάνσεις της είναι ο καθημερινός λοιδορισμός που βιώνει ένα τρανς άτομο από την άρνηση αναγνώρισης της ταυτότητας φύλου του, τα σχόλια στο δρόμο μέχρι και τον βίαιο ξυλοδαρμό ή και γιατί όχι και βιασμό.

Οφείλουμε στο σημείο αυτό να αναρωτηθούμε τι θα συνέβαινε στην Ελένη Τ. εάν επιζούσε από την επίθεση που δέχτηκε. Σε πόσα δικαστήρια θα έπρεπε να συρθεί, εάν έβρισκε το σθένος, κάτι που καθόλου εύκολο δεν είναι λόγω του τρόπου με τον οποίο αντιμετωπίζονται τέτοια περιστατικά, για να αποδείξει πως δεν έφταιγε η φούστα της ή τα εσώρουχα της, δεν έφταιγε η ώρα που ήταν περασμένη, δεν έφταιγε που έκανε παρέα με άντρες ή ότι δεν αμύνθηκε αρκετά για αυτό που της συνέβη. Μέχρι πότε το θύμα θα φοβάται ακόμη και το να αμυνθεί απέναντι στον βιαστή του σε περίπτωση που το δικαστήριο θεωρήσει την αυτοάμυνα «υπερβολική» και τελικά τοποθετήσει το ίδιο στη θέση του θύτη και το καταδικάσει; Πόση θα έπρεπε να υποστεί για να πείσει (αν εν τέλει έπειθε κάποιο δικαστήριο) πως για τον βιασμό φταίνε οι βιαστές;

Ζώντας σε μια κοινωνία που αντιμετωπίζει τις γυναίκες είτε σαν ευαίσθητα λουλούδια που χρειάζονται προστάτη για να επιβιώσουν, είτε σαν θηράματα για άρρενες κυνηγούς όταν ξεφεύγουν και αντιστέκονται στους ρόλους που τους έχουν επιβληθεί, δεν πέφτουμε από τα σύννεφα στο άκουσμα ενός βιασμού, αφού σε όλη μας τη ζωή είναι αυτό που προσπαθούμε να αποφύγουμε. Κάποιες φορές τα καταφέρνουμε και άλλες όχι. Το μόνο σίγουρο είναι πως σιχαθήκαμε τα παραβιαστικά βλέμματα, τα χουφτώματα από τους συμμαθητές μας για να αποδείξουν ποσό άντρες είναι, να υπακούμε στον αφέντη- σύζυγο, τα σχόλια για το ποσό σεμνότυφα η πουτάνες είμαστε, να περπατάμε με τα κλειδιά στο χέρι , να…να…

Και μπορεί να μην πέφτουμε από τα σύννεφα στο άκουσμα ενός βιασμού αλλά ξεχειλίζουμε από οργή και λύσσα τόσο για τους βιαστές όσο και για την κουλτούρα του βιασμού που τους εκτρέφει.

ΟΣΟ Η ΣΕΞΙΣΤΙΚΗ ΒΙΑ ΕΙΝΑΙ Ο ΚΑΝΟΝΑΣ ΤΟΣΟ ΘΑ ΧΤΙΖΟΥΜΕ ΣΥΛΛΟΓΙΚΕΣ ΕΠΙΘΕΣΕΙΣ ΕΝΑΝΤΙΟΝ ΤΗΣ

ΘΑ ΠΟΛΕΜΑΜΕ ΚΑΘΗΜΕΡΙΝΑ ΤΗΝ ΠΑΤΡΙΑΡΧΙΑ ΓΙΑ ΟΛΕΣ ΤΙΣ ΕΛΕΝΕΣ ΤΟΥ ΚΟΣΜΟΥ

Αnornin@
Φεμινιστική Αντισεξιστική Ομάδα Μυτιλήνης

12/12/2018

ireland / britain / anarchist movement / news report Friday December 14, 2018 08:34 byJosé Antonio Gutiérrez D.

On December 5th we were pained to hear about the untimely death of Alan MacSimóin, veteran anarchist, trade unionist and tireless organiser in Ireland. Today we said farewell to him at Glasnevin cemetery in Dublin, where many other revolutionaries before him have been put to rest. Many friends and comrades from all parties and movements of the left joined his family to bid farewell to this exceptional man. SIPTU, his trade union, had arranged a guard of honour for him. The previous night, the wake at the Teachers’ Club was equally well attended by comrades of all persuasions: from the Communist Party, the Socialist Party and the Socialist Workers Party, Sinn Féin, Workers Solidarity Movement, Workers’ Party, even Labour. He, as a true non-sectarian, had friends in every single left-wing party, a friendship nurtured in decades of activism.


Alan MacSimóin (1957-2018): a pioneer of anarchism in Ireland

On December 5th we were pained to hear about the untimely death of Alan MacSimóin, veteran anarchist, trade unionist and tireless organiser in Ireland. Today we said farewell to him at Glasnevin cemetery in Dublin, where many other revolutionaries before him have been put to rest. Many friends and comrades from all parties and movements of the left joined his family to bid farewell to this exceptional man. SIPTU, his trade union, had arranged a guard of honour for him. The previous night, the wake at the Teachers’ Club was equally well attended by comrades of all persuasions: from the Communist Party, the Socialist Party and the Socialist Workers Party, Sinn Féin, Workers Solidarity Movement, Workers’ Party, even Labour. He, as a true non-sectarian, had friends in every single left-wing party, a friendship nurtured in decades of activism.

Alan started his political involvement in republicanism, and by the early 1970s he was in the ‘official’ Sinn Féin, which would eventually become the Workers’ Party. It was around this time that he changed his name from ‘Fitzsimons’ to the Irish version ‘MacSimóin’. As a group of young republicans were becoming interested in libertarian communist politics, he left the party in 1975. They would have left earlier, but decided to wait a year more in order not to be mixed with the 1974 split led by Seamus Costello, which led to the foundation of the Irish Republican Socialist Party (IRSP) and being thus dragged into the bloody feud in which both parties engaged in the coming years. He developed contacts with the British anarchist organisation Anarchist Workers Association (AWA), one of the organisations in the 1970s which had re-discovered the strand of anarchist ‘platformism’, emphasising a cohesive political organisation for anarchists.

Like most Irish people, Alan struggled with unemployment, for the best part of the 1970s and 1980s. And yet, he still managed to participate actively in the creation of the anarchist movement in Ireland, with the creation of the Dublin Anarchist Group and the Anarchist Workers Alliance in the late 1970s. He was then a founding member of the Workers Solidarity Movement (WSM) in 1984, an organisation which would have a massive importance for the re-emergence of an engaged, platformist-inspired, form of anarchist communism in many countries in the aftermath of the end of the /Cold War, including Chile, Colombia, Turkey, Italy, Brazil, Argentina, South Africa, France, among others. He contributed extensively to the anarchist press, particularly through the journals linked to the WSM, Workers Solidarity and Red & Black Revolution, and before that, in the Anarchist Worker. He regularly distributed Workers Solidarity door to door in Stoneybatter, his neighbourhood.

He drifted away from the WSM in recent years, arguing that the organisation was moving away from class politics into a more counter-cultural direction. He remained committed to community and trade union activism, being a member of SIPTU, as he firmly believed that anarchist should be engaged in mainstream unions as opposed to alternative unions. He remained a staunch anarchist to the very end. He was active, literally, in every single campaign in Ireland from the 1970s: anti-racism, choice and pro-women, anti-bin charges, anti-water charges, environmental campaigns; in every strike, he was always there. The last time I participated in a struggle with him was the victorious struggle against water charges in 2015-2016 while I was still living in Stoneybatter, a few blocks away from Alan. In his latest years he was devoted, apart from his tirelessly campaigning, to the Irish Anarchist History project and to the Stoneybatter & Smithfields’ People’s History Project.

He was a dedicated militant who never aspired to be in the spotlight. He led by example, being a persistent and consistent activist who participated in meetings, attended every picket and contributed in any way he could to local campaigns. His commitment to anarchist politics wasn’t merely rhetorical: he was always building from below, from the bottom-up. He was a practical man, but he also was, as his long-time anarchist companion Kevin Doyle reminded us in today’s oration at the ceremony in Glasnevin, a dreamer. A dreamer who believed in the capacity and ability of ordinary people, particularly the working class, to change things for the better, as Doyle clearly stated.

His sense of humour was rather dark, sometimes self-deprecating; I still remember when my first son was born, he sent me a text message just saying ‘Don’t worry; the first 40 years are the most difficult, then it is ok’. I don’t think I’ve ever laughed so much as then. He was stubborn and often engaged in bitter polemics (I remember being at the receiving end of his arguments a good few times); yet, his sincere commitment to the struggle for a better world was doubted by no one. He gained the sympathy and admiration of almost everyone in the left because of his earnest commitment and his sincere devotion to the working class. He is one of the sharpest and most intelligent comrades I’ve come across. Kind, generous and witty, when I arrived to Dublin as a young migrant, he gave me a good few books on Irish working class history for me to get a better grasp of the reality here. He was like that to everyone, always ready to share his knowledge, his experience and his resources with his comrades.

He will be remembered as a most influential figure in the Irish left of the last decades. He was among a handful of people who started talking about anarchism in the 1970s and 1980s; his work to create a space for the libertarian left in a country dominated by political and religious conservatism changed the face of politics forever. If Irish society has moved forward in any measure over the last decades, it is to a great degree thanks to the efforts of people like Alan.

Sit tibi terra levis, dear comrade.

José Antonio Gutiérrez D.
13th December, 2018

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