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pays-bas / allemagne / autriche / répression / prisonniers et prisonnières / article de fond Thursday August 31, 2017 19:11 byRelations Internationales

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Communiqué de la Coordination des Groupes Anarchistes, organisation membre du réseau Anarkismo, à propos de l'interdiction du site de langue allemande Linksunten Indymedia et de son logo ainsi que les perquisitions qui ont suivi.

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internacional / imperialismo / guerra / opinião / análise Thursday August 31, 2017 05:20 byBrunoL

Em declarações públicas, se disse arrependido de seus atos, vindo a desertar. A crise de consciência de Snowden, somado ao esforço de jornalistas capitaneados pelo periódico inglês The Guardian, propiciou ao mundo o conhecimento das capacidades da Superpotência no ato de vigilância global em tempo real de praticamente todas as conexões cibernéticas e linguagens de sinais do planeta. A inteligência de sinais – sigint na sigla em inglês – coordenada pela NSA (também denominado de CSS, Serviço Central de Segurança na sigla em inglês) – abarca a capacidade de interceptação das comunicações eletrônicas e recebe um orçamento anual maior do que o Departamento de Comércio dos EUA. A NSA/CSS é a maior rubrica orçamentária de um total de investimentos de Usd 70.7 bilhões de dólares (ver https://fas.org/irp/budget/).

30 de agosto de 2017 – Bruno Lima Rocha

Edward Snowden, ainda hoje asilado na Rússia governada por Vladimir Putin e demais herdeiros da KGB, é um ex-consultor da National Security Agency (NSA), agência dos EUA especializada em vigilância e guerra eletrônica e responsável pelo monitoramento de dados eletrônicos e comunicação interpessoal. Em declarações públicas, se disse arrependido de seus atos, vindo a desertar. A crise de consciência de Snowden, somado ao esforço de jornalistas capitaneados pelo periódico inglês The Guardian, propiciou ao mundo o conhecimento das capacidades da Superpotência no ato de vigilância global em tempo real de praticamente todas as conexões cibernéticas e linguagens de sinais do planeta. A inteligência de sinais – sigint na sigla em inglês – coordenada pela NSA (também denominado de CSS, Serviço Central de Segurança na sigla em inglês) – abarca a capacidade de interceptação das comunicações eletrônicas e recebe um orçamento anual maior do que o Departamento de Comércio dos EUA. A NSA/CSS é a maior rubrica orçamentária de um total de investimentos de Usd 70.7 bilhões de dólares (ver https://fas.org/irp/budget/).

Reforçou a denúncia de Snowden o filme produzido sobre sua vida e saga (Snowden, Oliver Stone, 2016, ver trailer em encurtador.com.br/owxF9). O argumento da deserção faz sentido. Espionar cidadãos comuns é muito distante de exercer o alerta sobre possíveis conexões do terror integrista sunita. Na prática diária, é quase impossível distinguir entre a atenção para a segurança do Estado, e a intromissão na vida privada e o emprego da espionagem como forma de exercer vantagem estratégica para concorrência econômica, brecando as possibilidades de crescimento da Semiperiferia. A novidade de Snowden é a deserção e não a espionagem sobre populações inteiras.

A partir da vitória dos EUA, seus aliados anglo-saxões e a OTAN na Guerra Fria, a vigilância individual já vinha aumentando, considerando que os ex-aliados na luta do Afeganistão sob a invasão soviética, se torna a razão de Estado e o bode expiatório perfeito como ameaça planetária. A ênfase no rastreio da lavagem de dinheiro, tomando o caso limite do BCCI (ver encurtador.com.br/egis2) – banco paquistanês fundado em 1972 – e observando seu emprego no apoio dos integristas, a Superpotência globalizou a vigilância sobre transferência de ativos financeiros, executando de forma discricionária a punição. Mais uma vez, a humanidade se vê diante de um engodo. Alegando a “segurança coletiva” uma vez que o potencial inimigo se organiza em sistema de rede, a NSA/CSS vigia a tudo e a todos de forma integrada, ultrapassando a necessidade de esperar um decreto legal de tipo FISA (ver encurtador.com.br/pLXZ5 ) , sendo derrubada esta exigência após o Ato Patriótico de 2001 (encurtador.com.br/cglJ5).

Cabe recordar que o modelo organizacional foi aprendido pelos jihadistas quando o membro da família real saudita e sócio dos Bush, Osama Bin Laden, era operador de enlace no recrutamento de voluntários “afeganis” para lutar contra os hereges soviéticos ocupando o Afeganistão. Tais operações eram alimentadas pelo BCCI e redes de shadow banking informais, como de transferência financeira comutada, típica forma de envio de dinheiro por comunidades de imigrantes, conhecido como Sistema Hawala (ver encurtador.com.br/ikTWZ). Esta guerra não declarada foi a maior escalada bélica (de custos) do período da bipolaridade e azeitou a máquina da lavagem em escala planetária. Ao comprometer a Arábia Saudita como co-financiadora da resistência afegã, as redes de inteligência se mesclaram, para depois ficarem disseminadas pelas populações de credo islâmico de ramo sunita espalhadas pelo mundo. O resultado é vigiar quase tudo e quase todos, justificada na onipresença sobre o inimigo sem rosto. Por tabela, alegando a defesa da sociedade e da segurança coletiva, os EUA literalmente quebram comunicações de sinais e decodificam conversações em tempo real (ver https://nsa.gov1.info/surveillance/), servindo tais esforços para detectar quaisquer ameaças, incluindo concorrência econômica ou ações discricionárias.

Como se sabe nada disso é novidade. A partir da escalada bélica da 2ª Guerra Mundial, os Estados Unidos são co-governados pelo complexo industrial-militar, incluindo os setores de telecomunicações. O alvo da vigilância é indiscriminado, conseqüência da indexação de palavras-chave, cujos registros, uma vez capturados, são posicionados em super processadores, cruzando os termos com as relações interpessoais de quem participa das conversas. A quebra de sinais também pode operar entrando nos dados de comutações bancárias, rastreando transferências e circulação de ativos pelo Sistema Swift (ver encurtador.com.br/sDZ48). O problema internacional é a vigilância das comunicações eletrônicas em Estados soberanos, espionando sistematicamente cidadãos de países aliados - como os da União Européia – e parceiros comerciais, a exemplo do Brasil.
O fluxo de comunicações eletrônicas passa necessariamente pelos EUA, pois lá se localiza a maioria dos supercomputadores servindo como intermediários das conversações de internet e o hub da rede física instalada nas duas costas do Oceano Atlântico. Some-se a isso a lealdade de fato – não jurídica – das empresas fornecedoras de serviços de internet e indexação de dados, como Google, Facebook, Microsoft (no serviço do Skype) e Yahoo. Se antes os críticos suspeitavam da venda de dados particulares para fins de mercado, individualizando o consumo e a oferta de produtos customizados, agora o fato é ainda mais grave. Ao contrário do senso comum do liberalismo, a privacidade e a liberdade individual não está assegurada para os cidadãos, sendo prerrogativa do uso da força e hegemonia do Império em escala mundial.

Espionagem, a vantagem não negociável

Pela primeira vez após o 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos da América (EUA) se encontram emparedados diante do ocidente, para operar como guardião desta forma de vida contra os “sarracenos”. O Império é detentor de uma superioridade militar infinita diante de aliados e possíveis concorrentes. Tamanho é o complexo industrial-militar-eletrônico que bastam poucas deserções para expor tal gigantismo e suas debilidades.

A partir da deserção de Edward Snowden, um analista de informática e decodificador terceirizado da National Security Agency (NSA), ficou descortinado para a opinião pública o senso comum entre os especialistas. Para quem entende minimamente de espionagem e realismo das Relações Internacionais (RIs), sabe que a superioridade da superpotência vitoriosa na Guerra Fria é quase absoluta em termos de vigilância eletrônica. O que houve, com Snowden, antes com Bradley Manning (analista de inteligência do Exército dos EUA que operara no Iraque e Afeganistão), Valerie Plame (agente da CIA, especializada em armas de destruição em massa e que fora exposta ao público no governo Bush Jr.), é parte do jogo. Como diria Graham Greene, o chamado fator humano, por vezes o limite das convicções ou os conflitos internos de cada operador, podem gerar a motivação discordante, gerando a dissidência.

A diferença da situação do atual desertor Snowden para os anteriores, Plame e Manning, é abissal. Bradley está preso por haver vazado mais de 700.000 documentos secretos para o portal Wikileaks, coordenado pelo australiano Julian Assange, outro inimigo do Império em tempos de internet. Plame circula com desenvoltura nos EUA, virou enredo e argumento de um bom filme feito por Hollywwod e hoje é fonte permanente de meios de comunicação como CNN ou programas de humor político como o do democrata Bill Maher (HBO). Edward está numa condição especial, exilado na Rússia com renovadas pretensões imperiais, empregado de um portal de relacionamentos dentro do território soberano do czar Vladimir Putin e vazando sistematicamente relatórios de inteligência para o jornal britânico The Guardian.

No segundo semestre de 2013, o mundo foi informado e os especialistas constataram o grampo no celular da primeira ministra alemã Ângela Merkel; escutas na reunião secreta do Conclave do Vaticano; aberturas dos emails privados da então presidente brasileira Dilma Rousseff, dentre outras violações. A alegação é a insegurança global diante das redes integristas sunitas – as mesmas retroalimentadas pela Arábia Saudita, aliada dos EUA desde 1945 – mas as razões são outras.

A primeira é que o gigante tem fome, acumulando dados e conversas e os classifica segundo a prioridade da política externa do Império, seja esta comercial ou bélica. A segunda razão é o fator antecipação. Os Estados Unidos têm como vantagem estratégica em qualquer âmbito das RIs o poder de antecipar-se aos demais agentes, não importando sua grandeza ou área de interesses. Para a Casa Branca, tal vantagem é inegociável, em todos os âmbitos da projeção de poder e vantagem estratégica, com especial ênfase na aliança com o aparelho Jurídico dos países da Semiperiferia e sua sanha – compreensível e até certo ponto justa – de punir o crime de elite. O resultado nefasto desta cruzada moralista, todos nós conhecemos.

Bruno Lima Rocha é professor de relações internacionais e de ciência política (www.estrategiaeanalise.com.br para textos e coluna de áudio / (https://estrategiaeanaliseblog.com para audiovisual e longas entrevistas ou programas de rádio / blimarocha@gmail.com para E-mail e Facebook)

argentina/uruguay/paraguay / miscellaneous / opinión / análisis Thursday August 31, 2017 03:11 byFederación Anarquista Uruguaya

Carta Opinión de la Federación Anarquista Uruguaya – Agosto 2017

CARTA OPINIÓN FAU

AGOSTO 2017

"Heber Nieto, te mataron los cobardes/ enemigos de tu hogar y de tu patria/ te mataron porque temen lo que alumbra/ por tu brazo constructor de nuevas aulas..."

Así recordaba en sus versos el payador Carlos Molina al compañero Heber Nieto, uno de los Mártires Estudiantiles, asesinado en 1971. Larga es la lista de los compañeros asesinados por las fuerzas represivas. Larga la lista de los "Mártires Estudiantiles", de aquellos jóvenes militantes que enfrentaron con tesón la represión del Pachecato y la avanzada fascista. En esa larga lista está Heber Nieto, "el Monje", militante de ROE y de FAU asesinado el 24 de julio de 1971 por un francotirador desde el edificio del BPS en construcción. "El Monje", junto a otros compañeros, se encontraban en la parte superior de la IEC, construyendo salones, que habían conquistado luego de una importante lucha. En esos momentos, otros compañeros desarrollaban un peaje solidario en las inmediaciones en apoyo al conflicto de los trabajadores papeleros de CICSSA. El despliegue de un gran operativo policial, luego de un pequeño incidente con un ómnibus que intentó atropellar a los compañeros del peaje, cebó la represión sobre estudiantes de 13 y 14 años. "El Monje" era de los más grandes ese día, tenía 17.

Allí estaban los "valientes defensores de las instituciones y el orden" para tirotear a gurises y matar a un militante como Heber Nieto, un gurí de abajo, que sentía y vivía la injusticia en carne propia, que encontró un lugar de militancia en la ROE y en la FAU, que arrimó el hombro en todas las tareas, un constructor en todo el sentido de la palabra.

"Dulce hermano, compañero de los nuestros/ alumbrado por mi pueblo en las entrañas/ compañero de la enseña roja y negra/ que defiende la más grande de las causas..."

Heber Nieto se sumaba a la lista de los compañeros caídos: ya en el año 1968 la represión cegó la vida Líber Arce, Susana Pintos y Hugo de los Santos, con esa furia respondían los de arriba a la movilización estudiantil y popular, porque sabían que estaban en riesgo sus intereses. Pero, el pueblo ha sabido mantener en alto sus nombres y sus banderas. Rescatar su lucha y su ejemplo. Rescatar las ideas por las que luchaban. De este modo, las agrupaciones estudiantiles de ROE llevaron el nombre del compañero Heber Nieto.

Aquellos años eran duros. La represión del gobierno de Pacheco caía sobre trabajadores y estudiantes, congelando salarios y anulando conquistas obreras, negando el derecho al boleto estudiantil, todas las movilizaciones terminaban en fuertes enfrentamientos con la policía. 1968 fue un año de ruptura, de quiebre en nuestra historia. Se hacía evidente la crisis económica del país, sus estructuras crujían y la dependencia que nos ataba -y ata- al extranjero ya no se podía ocultar con los consabidos mitos burgueses de "como el Uruguay no hay". El Uruguay de 1968 era América Latina, era la lucha del pueblo junto a la lucha de los pueblos del continente: era la lucha del pueblo argentino contra la dictadura de Onganía y el Cordobazo de 1969, eran las guerrillas en varias zonas de nuestro continente y el ejemplo del Che, era la lucha de los estudiantes mexicanos y la masacre de Tlatelolco, los levantamientos de los mineros y campesinos bolivianos, era un continente y un mundo que se alzaba -sobre todo el Tercer Mundo- exigiendo justicia y su lugar en la historia.

Luchas populares que resistían al proyecto imperial para el área, donde el capital norteamericano monopolizaba sectores enteros de la industria y las finanzas; el gran apoyo militar y económico a los Ejércitos, los entrenamientos a torturadores en la Escuela de las Américas en Panamá y los "asesores" en torturas como Dan Mitrione que recorrían el continente, el apoyo a los grupos fascistas que proliferaban y tenían línea directa con la embayada yanqui. La intervención directa militar norteamericana en Santo Domingo en 1965 y la instigación de varios golpes de Estado eran parte angular de la política imperialista en la región.

La FAU, ilegalizada en esos momentos, apostó a construir un Pueblo Fuerte. A fortalecer los organismos populares: sindicatos, gremios estudiantiles, asociaciones barriales. A nuclear a todo el conjunto de la militancia con voluntad de combate en un ámbito de Resistencia, y en un mismo marco estratégico, ir desarrollando las actividades necesarias para ir construyendo un aparato armado propio, que luego será la OPR 33.

A los estudiantes nadie les regaló nada

En 1958 fue la conquista de la Autonomía y el Cogobierno de la Universidad, conquista sembrada por una larga y cruda lucha que contó con varios paros generales y una intensa movilización del movimiento sindical. Allí, en la pelea conjunta, demostrada en la calle y con actos conjuntos, en el enfrentamiento a la represión, surge la consigna "Obreros y Estudiantes Unidos y Adelante".

Al mismo tiempo, los obreros de FUNSA en el marco de un conflicto, ponían a funcionar la planta industrial bajo control obrero y producían neumáticos sin capataces ni patrones, demostrando el potencial autogestionario de la clase obrera. Ello evidencia el momento político de fuertes luchas populares que se vivía.

En ese período, en la FEUU predominaba una posición tercerista en el plano internacional, de no alineación con ninguno de los imperios en pugna, ni con los yanquis ni con la URSS, una posición vinculada a las luchas de los pueblos sin tutelaje alguno, lo cual propiciaba importantes debates en el seno del movimiento estudiantil y popular.

La defensa de la Enseñanza, de su presupuesto y en contra de la Interventora a partir de 1970 fueron parte de esas luchas y de la resistencia al autoritarismo. La conquista del boleto estudiantil tampoco fue regalo de nadie, fue fruto de la larga lucha de los estudiantes desde los años '50 y que continuaron luego de la dictadura.

A los estudiantes, como al pueblo en su conjunto, nunca nadie les regaló nada. Ni empresarios, ni políticos. Todo ha sido conquistado con mucho esfuerzo por varias generaciones de compañeras y compañeros que han luchado por justos reclamos. Y en esa senda hay que seguir.

Como "El Monje", a ser todos constructores de un Pueblo Fuerte

"El Monje" estaba convencido que el pueblo debía ser constructor de su destino. Que el pueblo debía fortalecerse en la lucha, encontrar los caminos para ir construyendo una sociedad diferente. En ese empeño, "el Monje" puso toda su juventud y su vida. Arrimó su granito de arena para forjar el avance popular. "El Monje" planteaba y militaba por la construcción de un pueblo fuerte, de un pueblo cuyas organizaciones sociales de base puedan ir asumiendo la resolución de sus asuntos y del conjunto de la sociedad, que puedan ir sustituyendo al Estado y a los organismos burgueses por organismos del pueblo. Pueblo Fuerte para derrotar a ese poder burgués, pueblo fuerte para ir construyendo el socialismo y la libertad.

En esa forja de un pueblo fuerte, caminando en la construcción del Poder Popular, hoy hay tarea. Y hay que arrimar el hombro. Forjar una sociedad más justa, sin patrones, ni milicos ni politiqueros, exige de un esfuerzo permanente que hay que organizar. En esa tarea estaba "El Monje". Esa tarea debemos continuar. ¡¡A continuar el ejemplo de Heber Nieto y su tarea!!

"Heber Nieto, es mentira, tú no has muerto/ nunca mueren los que luchan, los que avanzan/ vivirás en la victoria de tu gente/ que hará suya tu bandera libertaria

Y tu ejemplo, se hará voz en otras voces/otros puños, otras sangres y otras almas/compañero de la enseña roja y negra/que defiende la más grande de las causas...

En el nombre de tu idea y de tu pueblo/que te honra con la lucha/y no con lágrimas".

Carlos Molina

REPRESIÓN DEL FILTRO: OTRO AÑO MÁS DE DIGNA LUCHA CONTRA LA IMPUNIDAD

"De Sacco y Vanzetti a Morroni, los crímenes de una clase, la vigencia de una lucha”. Esa fue la propaganda de FAU luego de la represión del Filtro. Una consigna que marcaba a los responsables de ambos crímenes -y de otros- a lo largo del tiempo.

23 años ya han pasado, 23 años de mantener en alto la memoria, exigiendo justicia ante la mayor represión post dictadura. La noche del 24 de agosto de 1994 no solamente eran extraditados tres compañeros vascos, sino que sobre el pueblo uruguayo cayó una represión feroz a bala limpia, caballos, patrulleros, "tiras" por todos lados. Dos compañeros muertos por la policía: Fernando Morroni y Roberto Facal, dos trabajadores, dos hijos del pueblo asesinados por las balas asesinas de la burguesía uruguaya. Gobernaba Lacalle, Gianola era el Ministro del Interior, las presiones desde España venían desde algunos años . El gobierno uruguayo hizo un "mandadito": sirvió al tinglado del gobierno español, que acusaba a ETA de estar asentándose en América Latina, a cambio de revólveres y patrulleros. Otra vez los "espejos con brillo", a cambio de la sangre de gente de abajo.

Pero los pueblos mantienen la lucha y en alto sus banderas. El pueblo uruguayo desarrolló la solidaridad y luchó por el derecho de asilo. Pero la represión del Filtro también jugó efectos en la política interna. También sirvió a objetivos espurios de la burguesía uruguaya. Disciplinó a varios sectores políticos a tres meses de las elecciones nacionales de ese año. Disciplinó a sectores enteros del movimiento popular, marcando los límites de los "políticamente aceptable" en el marco del sistema capitalista, en una etapa de aplanadora neoliberal. En esos años se terminó de desmantelar el aparato fabril, cundió el desempleo y desde arriba pensaron en disciplinar ese abajo plebeyo que se resistía a esas políticas y encima, había frenado varias privatizaciones con el plebiscito de 1992.

Reuniones secretas y cintas circularon por aquellos días. Así se conocían los planes de Gianola de crear una Guardia Nacional para reprimir en todo el territorio, proyecto de largo aliento que ha logrado implementar Bonomi 20 años después. Marcha estudiantil 20 días después de la masacre del Filtro, marcha que mantuvo en alto la dignidad y la rebeldía que varios sectores políticos no tuvieron y llamaron a boicotear dicha movilización. Se hablaba de más muertos y se instalaban los cálculos politiqueros de aquellos que estaban pensando en las elecciones. Los corrimientos políticos hacia "los buenos modales" han sido constantes a partir de ese momento.

Tanto se corrieron…

Esa lógica sólo lleva a donde están. A administrar lo que el sistema capitalista permite, a manejar el negocio del capital multinacional. A sumarse a la corrupción inherente al sistema. A no cumplir siquiera con los emblemas de su campaña política como el 6 % del PBI para la Enseñanza. Ni siquiera metiendo todo los que ellos llaman "educación" dentro de ese rubro, alcanzarán dicha cifra emblemática. Se vota una Rendición de Cuentas que no contempla los reclamos populares ni atiende mínimamente las más elementales necesidades sociales.

Y encima, el vicepresidente es un inepto total, que regala un gran flanco para que la derecha golpee. Se ha generado una mini-crisis de gobierno, donde el "Licenciado" estaría a punto de renunciar (al momento de escribir esta Carta), en momentos donde la derecha golpea fuerte los derechos populares en Brasil y Argentina, y desestabilizan en Venezuela, asesinan militantes populares en Colombia en mayor número que antes de los "acuerdos de paz", aquí también la derecha quiere generar su "caldo de cultivo" de cara a las elecciones de 2019. Parece que le viene saliendo bien; ya algunas encuestas dan al Partido Nacional con cierta ventaja sobre el FA. Han instalado ya el discurso de la seguridad y mayor represión y se muestran con ropajes "de cambio", como si ellos no fueran parte de los principales grupos detentores del poder en este sistema, particularmente en la formación social uruguaya.

Los caminos de la lucha popular…

Pero los caminos de la lucha popular no van en esa dirección. "Las instituciones burguesas sólo a la burguesía pueden servir”, ya había dicho FAU en los años '60. Y mantiene plena vigencia porque es un pilar del sistema. Por eso es necesaria su deconstrucción. Habilitar procesos populares que permitan ir desmontando todo el andamiaje burgués, todas sus instituciones sociales, políticas, económicas, ideológicas, hábitos, toda la inmundicia que produce este sistema.

Construir un sujeto nuevo y una sociedad nueva requiere de la tenacidad y un proceso de construcción de Poder Popular que se juega ya, hoy, aquí y ahora en cada lucha, en cada asamblea, en cada acción, en cada fábrica, centro de estudio, oficina, barrio.

Generar procesos de lucha y confluencia en la pelea de cada vez más vastos sectores populares. Fortalecer la Resistencia, la voluntad de lucha y organización necesarias para ir avanzando en un proceso de acumulación de fuerzas de nuestro pueblo.

En este mes que nos convoca a la lucha y al recuerdo de nuestros compañeros que dieron la vida por una sociedad justa, a seguir su camino, a seguir sumando a la pelea cotidiana por el Socialismo y la Libertad.

EN ALTO QUEDA LA MEMORIA Y EL RECLAMO DE JUSTICIA
HEBER NIETO, FERNANDO MORRONI Y ROBERTO FACAL VIVEN EN LA LUCHA POPULAR!!
ARRIBA LOS QUE LUCHAN!!
LIBERTAD O MUERTE!!

netherlands / germany / austria / repression / prisoners / press release Wednesday August 30, 2017 21:30 byRelations Internationales

Press release from the Coordination des Groupes Anarchistes, an organization member of Anarkismo in France about the recent shut down and ban on the German-speaking website Linksunten Indymedia and the house raids that followed.

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Linksunten.indymedia.org, the main alternative information website in Germany, has been banned by the Ministry of Interior Thomas de Maizière on August 25th. Exploiting this website and using its logo are now considered criminal offences. At least 5 buildings occupied by people from the German activist scene have been raided, including the self-organized social center Kulturtreff in Selbstverwaltung (KTS) in Fribourg. Many activist and IT materials have been taken and anything that looks like potential weapons (knives, sticks , etc) are now seen as evidence of radical left violence.

Launched in 2008 and allowing anyone to publish anonymously, linksunten.indymedia.org has quickly become the largest German-language virtual space for organization and information in the radical left scene. The website currently has about half a million visitors per month, and last month almost reached 3 million visitors, during the anti-G20 protests in Hamburg.
As the federal elections will be held in less than a month, banning the website and subsequent house raids are most likely to be a demonstration of strength for the most conservative parts of the German electorate. Even social media accounts linked to the German police have criticized the shut down of an « important [platform] to observe the leftist scene » (sic).

The information website is also being sued, made more frightening by the fact it is being sued as a club, which means that all administrators are considered responsible for everything that has been published. According to the information we received, at least one person may have been arrested and they are all accused of being members of a terrorist association.

This represents a new step in the repression of our activities and ideas in Europe. The last time something of this significance occurred was in 1995, when the German central power banned the newspaper « Radikal », which sparked many demonstrations all over the country, especially in Hamburg. In France, even though some music bands (ZEP, La Rumeur) and anti-authoritian information websites (Jura Libertaire, Indymedia Grenoble) have been threatened for their lyrics or articles, we have never experienced such brutal repression against our means of expression and communication. This attack against a radical and anti-authoritarian information platform should remind us of the need to pay special attention to the defense of our means of communication in front of State repression.

In Germany, as everywhere in Europe, it is now not enough for liberal governments to let far-right groups and parties act as they want, and to use and implement large parts of their politics and rhetoric. They are now attacking struggling people’s means of communication, and repressing anarchist, antifascist, antiracist, feminist, queer and union activists. The conservative CDU party isn’t stopping its revenge against the anti-G20 demos with these actions ; they are now demanding the shut down of the alternative cultural center Rote Flora, in Hamburg.

Against State repression and attacks on freedom of speech, there is nothing to expect from governments and authorities! In all Europe and throughout the world, let’s resist, defend our means of communication and struggle, express and organize ourselves and fight together for the fall of capitalism, patriarchy, racist domination system and State !

International Relations of the Coordination des Groupes Anarchistes,
on the 26th of August 2017


PS. On August 26th, the website published a message in German and English, challenging the « governments of the Industrial World » with extracts from the « Declaration of Independance of the CyberSpace ». « We’ll be back soon » and « we will spread ourselves all across the world so that no one can stop our thoughts » : rulers, remember!, you’ll never get rid of us!

pays-bas / allemagne / autriche / répression / prisonniers et prisonnières / communiqué de presse Wednesday August 30, 2017 21:22 byRelations Internationales

Communiqué de la Coordination des Groupes Anarchistes, organisation membre du réseau Anarkismo, à propos de l'interdiction du site de langue allemande Linksunten Indymedia et de son logo ainsi que les perquisitions qui ont suivi.

Le principal site d'information alternatif et anti-autoritaire d’Allemagne, linksunten.indymedia.org, a été interdit le 25 août 2017 par le ministre de l'intérieur allemand Thomas de Maizière. L’exploitation du site et l’utilisation de son logo sont désormais considérées comme des infractions pénales. Au moins 5 lieux de vie et d’organisation de la scène activiste allemande ont été perquisitionnés, dont le centre social autogéré Kulturtreff in Selbstverwaltung (KTS) à Fribourg. Beaucoup de matériel militant et/ou informatique a été saisi et tout ce qui ressemblait de près ou de loin à une possible arme (couteaux, bâtons, tuyaux…) est désormais présenté comme une preuve irréfutable de la dangerosité de l’extrême-gauche.

Lancé en 2008 et permettant à celles et ceux qui le souhaitent de publier de façon anonyme, linksunten.indymedia.org est rapidement devenu le principal espace virtuel d’organisation et d’information pour toute la scène radicale de gauche en langue allemande. Ces derniers temps, le site comptait environ 500 000 visiteur-ses par mois et avait même atteint près de 3 millions de visiteur-ses le mois dernier, à l’occasion des protestations contre le G20 à Hambourg.
Il s’agit vraisemblablement d’un coup de force destiné à combler les franges les plus conservatrices de l’électorat allemand, en prévision des élections fédérales qui se dérouleront dans un mois. Même certains comptes liés à la police allemande contestaient hier sur les réseaux sociaux la fermeture d’une plateforme « importante […] pour observer la scène gauchiste » (sic).

Ce qui est plus inquiétant sur le plan juridique, c’est que le site n’est pas attaqué en tant que source d’informations mais bien comme un groupement solidaire (un « club »), ce qui permet de juger toutes les personnes en charge du site comme juridiquement responsables de tout ce qui y a été publié. Selon les informations qui nous sont parvenues, au moins une personne aurait déjà été arrêtée et les responsables du site seraient à présent considéré-e-s comme membres d’une association terroriste.

Une nouvelle étape dans la répression de nos activités et nos idées en Europe vient d’être franchie. Les derniers faits similaires remontent à 1995, en Allemagne, quand le pouvoir central avait fait interdire le journal « Radikal », provoquant de nombreuses manifestations de soutien dans le pays, notamment à Hambourg. En France, si certains groupes de musique (La Rumeur, ZEP) ont pu être inquiétés pour certaines de leurs paroles ou si certains sites d’informations libertaires (Jura Libertaire, Indymedia Grenoble) ont été menacés pour les écrits qu’ils hébergeaient, il n’y a jamais eu de fermeture et de répression aussi brutale d’un site d’informations alternatif. Cette attaque en règle contre une plateforme d’informations radicale et anti-autoritaire nous rappelle à quel point nos outils de communication sont plus que jamais à défendre contre l'oppression de l'État.

En Allemagne comme partout en Europe, la complaisance envers les partis et groupuscules d'extrême droite et la reprise d’une large part de leurs idées ne suffit plus aux gouvernements libéraux. Ils s'attaquent désormais aux moyens d'expression des personnes en luttes et répriment les militant-e-s anarchistes, anti-fascistes, anti-racistes, féministes, syndicaux-les et LGBTQI. Le parti conservateur CDU ne s'arrête d’ailleurs pas là dans sa vengeance contre les manifestations anti-G20 puisqu’il réclame la fermeture du centre culturel alternatif Rote Flora, à Hambourg.

Contre la répression étatique et les atteintes à la liberté d’expression, il n'y a rien à attendre des gouvernements et des États ! Dans toute l'Europe et partout dans le monde, résistons, défendons nos outils d’informations et de luttes, exprimons-nous, organisons-nous et luttons tou-te-s ensemble pour abattre le capitalisme, le patriarcat, le système de domination raciste et l’État !

Relations Internationales de la Coordination des Groupes Anarchistes, le 26 août 2017
Ps. Le 26 août 2017, le site affichait, en allemand et en anglais, un message plein de défi aux « gouvernements du monde Industriel » basé sur des extraits de la « Déclaration d’Indépendance du CyberEspace ». « Nous reviendrons bientôt » et « nous allons nous répandre sur toute la planète, de façon à ce que personne ne puisse arrêter nos idées » : gouvernants, vous n’en aurez jamais fini avec nous !

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Employees at the Zarfati Garage in Mishur Adumim vote to strike on July 22, 2014. (Photo courtesy of Ma’an workers union)

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