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Όλα αυτά δείχνουν το σκληρό πρόσωπο της σημερινής κρίσης του συστήματος υγείας και της οικονομικής κρίσης και της κοινωνικής κατάρρευσης που πλησιάζουν. Σύμφωνα με όλα τα παραπάνω, τόσο οι κυβερνήτες όσο και οι εργοδότες, είναι φανερό ότι δεν ενδιαφέρονται για την υγεία και τη ζωή του λαού μας. Εκθέτουν τους εργαζόμενους σε κίνδυνο λοιμώξεων και τους αφήνουν χωρίς τα βασικά μέσα βιοπορισμού τους.

Marilia: Οι κυβερνήσεις απολύουν 80 εργαζόμενες

Ενόψει της κρίσης του COVID-19 στην Πολιτεία Σάο Πάολο, το μεγαλύτερο επίκεντρο της νόσου στη Βραζιλία, ο κυβερνήτης João Dória (PSDB) αποφάσισε στις 18 Απρίλη την αναστολή αρκετών εργασιακών συμβάσεων. Αποτέλεσμα είναι η πλήρης εγκατάλειψη αρκετών εργαζομένων στην τύχη τους σε αυτή την κρίσιμη στιγμή της ιστορίας μας. Την Τετάρτη, 1 Απρίλη, στην πόλη Marília, περίπου 80 merendeiras (μαγείρισσες που προετοιμάζουν φαγητό σε πακέτα) απολύθηκαν από τις υπηρεσίες της εταιρείας Solutions, η οποίες παρέχει ανάλογες υπηρεσίες στην πόλη.

Αυτές οι 80 γυναίκες, πολλές από αυτές μαύρες, κλήθηκαν όλες μαζί από τους εργοδότες να συγκεντρωθούν σε ένα σχολείο για να υπογράψουν το έγγραφο της παραίτησής τους. Η στάση και συγκεντρωση αυτή είναι, κατ’ αρχάς, αντίθετη με τις συστάσεις των υγειονομικών υπηρεσιών για την πρόληψη της εξάπλωσης του κοροναϊού, καλώντας τόσο κόσμο σε έναν κλειστό χώρο.

Σύμφωνα με το αντίστοιχο συνδικάτο, οι απολύσεις αποτέλεσαν αντικείμενο διαπραγμάτευσης, με την προϋπόθεση ότι οι εργαζόμενες θα συγκεντρωθούν ξανά στο πίσω μέρος του σχολείου και θα λάβουν δύο βασικά καλάθια με τρόφιμα γι’ αυτή την περίοδο καραντίνας, τα οποία δεν είναι καν επαρκή και αντιπροσωπευτικά της αρκετά σημαντικής εργασίας των γυναικών αυτών που παρέχουν μια τόσο σημαντική υπηρεσία στα παιδιά της εργατικής τάξης.

Όλα αυτά δείχνουν το σκληρό πρόσωπο της σημερινής κρίσης του συστήματος υγείας και της οικονομικής κρίσης και της κοινωνικής κατάρρευσης που πλησιάζουν. Σύμφωνα με όλα τα παραπάνω, τόσο οι κυβερνήτες όσο και οι εργοδότες, είναι φανερό ότι δεν ενδιαφέρονται για την υγεία και τη ζωή του λαού μας. Εκθέτουν τους εργαζόμενους σε κίνδυνο λοιμώξεων και τους αφήνουν χωρίς τα βασικά μέσα βιοπορισμού τους.

Ο κυβερνήτης João Dória προσπάθησε να διαφοροποιηθεί από τη γενοκτονική στάση του προέδρου της χώρας Bolsonaro. Προσπάθησε να μεταφέρει την όλη ανησυχία των ανθρώπων του λαού στους ίδιους, αλλά στην πραγματικότητα είναι ο ίδιος που κυβερνά για να εξασφαλίσει τα κέρδη των αφεντικών. Και όλο αυτό το πληρώνουμε εμείς οι εργάτες και οι εργαζόμενοι, θυσιάζοντας τις ζωές μας στο κόστος μιας ακόμα κρίσης.

Αλλά μόνο με τον αγώνα και την αλληλεγγύη της βάσης, θα επιβιώσουμε σε αυτή τη σκληρή επίθεση.

Ελευθεριακή Αναρχική Οργάνωση
(Organização Anarquista Socialismo Libertário - OASL)

Απρίλης 2020

*Μετάφραση: Ούτε Θεός-Ούτε Αφέντης.

itália / suíça / anti-fascismo / opinião / análise Saturday April 04, 2020 06:06 byAlternativa Libertaria/fdca

Tradução do italiano ao português da moção sobre fascismo e antifascismo aprovada no X Congresso (2019) da Alternativa Libertaria/fdca

Pode ser que o fascismo, mesmo moderando alguns de seus aspectos demasiado irritantes e que ferem o sentimento humano, permaneça e se consolide como estrutura de coerção violenta, como uma espada de Damocles continuamente suspensa sobre a classe trabalhadora, de maneira que esta nunca possa estar completamente tranquila em algum refugio, até mais legal, e sempre possa temer que seu direito seja violado por uma violência repentina e arbitraria.
- Luigi Fabbri em “A Contrarrevolução Preventiva”

Esta espada de Damocles que Fabbri havia justamente individuado como a contrarrevolução preventiva, é um instrumento utilizado pela classe dominante para impedir o desenvolvimento do movimento de luta da classe trabalhadora, e que revelou-se em alguns momentos como muito mais útil à repressão policial e também à sedução social-democrata, muito mais cara para os patroes. Tanto que apesar da derrota completa, militar e politica, a burguesia italiana (e aquela do recém-nascido Império americano) ja em 1945 escolhia de não se desfazer completamente, mas pelo contrario de manter estes cães adestrados baixo seus braços, apontando para uma reutilização imediata desta carta nos tempos que se delineavam. E de fato bem sabemos como o fascismo e os fascistas tenham se reciclado abundantemente na Itália e de como o Estado italiano tenha continuado a servir-se em chave paramilitar. A este proposito é util lembrar a anistia desejada e atuada por Togliatti [secretario geral do partido comunista, NdT] em 1947 que entregou diversos aparatos do Estado [em especial as forças policiais, NdT] às velhas hierarquias fascistas.

E hoje, em 2019, ao declinar a força dos movimentos sociais eis que cada vez mais se mostram sob a luz do sol até chegar a revestir encargos institucionais. Encargos que com sua propaganda de ódio e com seu desprezo cientifico e mirado pela historia, tem consentido às ideias fascistas de voltar à circulação e a ser comunemente aceitas como portadoras de barreiras contra a degradação e a corrupção da sociedade atual. E a cada ataque fascista contra as faixas mais frágeis e expostas [do povo, NdT], imediatamente é feito Whataboutism, são citados os opostos extremos do fascismo e dos 'centros sociais', são indicados como garoteadas. A palavra fascismo – 'the F. word' – é proibida no relatório dos fatos.

Claro, em relação aos anos '20 não existe hoje um partido único fascista, mas mais organizações que se distinguem pelo seu grau de pertencimento às instituições e às reivindicações mais ou menos declarados do fascismo em si. Se começa com quem ostenta declaradamente orgulho pelas ideias do ventanário [refere-se às duas décadas 1920-1940 da ditadura de Mussolini, NdT], quem procura emular o fascismo social, antes sansepolcrino [nome do movimento liderado por Mussolini em 1919 que precedeu a fundação do movimento fascista, NdT] e depois republicano; quem enfim esconde as intrigas de qual é portador atrás de Ongs aparentemente benéficas que se ocupam de solidariedade, defesa da natureza e outros temas 'sociais'. Este modo de colocar-se possui como objetivo primário aquele de buscar aprovação dentro da sociedade civil, levada a considerar ontologicamente bom quem faz o bem; em segundo lugar serve aos fascistas para ocupar casamatas dentro de temas que geralmente são prerrogativas dos movimentos de esquerda. Neste sentido ha de se fazer atenção também às tentativas de infiltração, que desde sempre vem sendo tentados da direita para a esquerda.

A grande intervenção que o fascismo teve nos últimos anos na Itália serviu para consolidar uma 'capa' em torno do proletariado que visa impedir, cada vez mais, o trabalho de massificar as idéias e propostas da esquerda, aproveitando as crescentes frustrações em um contexto. de crise econômica e dispersão política, com uma suposta esquerda institucional incapaz de se opor, e que na verdade caminha quase nos mesmos trilhos em questões como migrantes, trabalho, movimentos sociais... para simplificar, a retórica do inimigo interno direcionada às seções mais fracas e mais expostas da sociedade, um experimento para o qual a melhor demonstração é certamente aquela conduzida pelo partido nazista na Alemanha na década de 1930 e da qual seus replicadores de hoje parecem bem cientes. Acima de tudo, ter sido capaz de criar um discurso que vise unir os setores mais vulneráveis da sociedade com o que seria a classe dominante, explorando o ódio de classe inata em todos aqueles que são explorados e oprimidos pelo capitalismo, mas desviando-o e distorcendo-o.

Mas isso está acontecendo hoje em um contexto que não pode ser separado da dinâmica geopolítica e econômica, onde o imperialismo renovado de Moscou e uma instável Casa Branca estão buscando a desintegração da União Européia para invadir o mercado com suas exportações.

Quanto sugerido por David Harvey (O Enigma do Capital, 2010) de que "As crises financeiras servem para racionalizar as irracionalidades do capitalismo; elas geralmente levam a reconfigurações, a novas esferas de investimento e novas formas de poder de classe" é ainda mais confirmado hoje, com o capitalismo em busca de um novo modelo de regulamentação e a vinda à tona de governos autoritários, em um contexto de a super exploração em que o abismo que separa as classes sociais não permite em nenhum caso qualquer migalha de bem-estar e, portanto, a única resposta possível para manter a estrutura economia é a repressão, que deve ser legitimada precisamente com a luta contra o inimigo interno. E testemunhamos na Itália tentativas cada vez mais frequentes de enquadrar militantes e ativistas das lutas sociais nas leis antiterroristas. A oposição e o protesto devem ser considerados, independentemente do que diga a democracia ou a constituição, um crime e um impedimento ao progresso do país.

E para tornar as coisas ainda mais agradáveis, não apenas o fascismo é carregado de infiltrações políticas no estado, nas forças de repressão e na mídia, mas demonstrou nos últimos anos toda a sua geminação com outra dos braços mais importantes de poder do Estado e principais fluxos de capital: o tráfico de drogas gerenciado por corporações e clãs mafiosos.

A difusão e a propagação de discursos de ódio contra o inimigo interno, muitas vezes usando notícias completamente falsas, hoje é profundamente preocupante, por um lado, abre caminho para uma retirada completa dos direitos que a classe trabalhadora conquistou nos últimos 100 anos; permite continuar com o genocídio no Mediterrâneo e a superexploração da força de trabalho clandestina, além de destruir o direito à existência duramente conquistado pelo povo LGBT, com ainda mais fúria do atual governo em relação aos direitos conquistados através da luta e com grande esforço das mulheres pelo reconhecimento como seres humanos e não meros sistemas reprodutivos a serviço dos homens construtores da civilização.

Os ataques subsequentes ao direito ao aborto, aos contraceptivos, aos consultórios, aos centros antiviolência [Consultórios são clinicas de saúde publica inteiramente direcionadas à mulheres e operadas por mulheres, e os centros antiviolência são estruturas exclusivas para abrigo e suporte legal e psicológico para mulheres que buscam sair de relacionamentos abusivos, ambas são conquistas e resultado das lutas feministas dos nos '60-'70, NdT] e às feministas se enquadram no quanto acima mencionado sobre a frustração de homens italianos, burgueses e proletários, que viram seus privilégios diminuídos e exprimem hoje essa necessidade urgente de afirmar sua masculinidade em uma verdadeira contraofensiva do patriarcado. Nunca é supérfluo afirmar que a batalha contra o capitalismo deve necessariamente ser interseccional à cada luta: não se pode ser antifascista sem ser antissexista; antirracista e não anticapitalista. Tudo deve estar interconectado e vinculado para enfrentar melhor uma capital que - ele sim! - é tentacular em cada mínimo aspecto da vida social de cada indivíduo.

Notas para um contra-ataque
“Tudo isso confirma o que já foi dito, que o fascismo é um ramo do grande tronco estatal-capitalista, ou uma filiação deste. Combater o fascismo, deixando seu gerador perene imperturbado, e até iludindo-se em encontrar neste um defensor contra aquele, significa continuar sempre tendo ombros mais pesados e opressivos, e um e outro. Matar o fascismo é possível, apenas se a ação de defesa contra ele, imposta pelas circunstâncias, não for desacompanhada pelo ataque às suas nascentes: o privilégio do poder e o privilégio da riqueza."

Portanto, para a classe trabalhadora que luta por sua libertação em direção a uma sociedade mais justa, mais livre e de bem-estar, não há outra maneira senão matar o fascismo. Matá-lo deliberadamente, sem repousar sobre expectativas ou esperar por força da conjuntura uma suposta evolução natural, mudanças socioeconômicas ou outras expressões semelhantes com as quais se tende a mascarar a própria relutância ao esforço de vontade. Para continuar, cabe a nós entender melhor o que queremos dizer com "matar o fascismo" passando novamente a palavra para Luigi Fabbri:

“Matar o fascismo não significa, obviamente, matar as pessoas do fascismo. A violência contra eles geralmente alimenta o primeiro em vez de matá-lo. Que os agredidos pelos fascistas, em certas circunstâncias de tempo e lugar, se defendem como sabem e como podem, é natural e inevitável. Não é ruim, mas mesmo que fosse ruim, aconteceria igualmente. Mas envolver-se na luta material contra o fascismo, como um organismo em si, não vendo outro inimigo além dele, seria um mau negócio; seria como cortar os galhos de uma planta venenosa, deixando seu tronco intacto, como desvencilhar-se de algum tentáculo de polvo sem bater na sua cabeça. Dessa maneira, será possível infligir alguma derrota parcial ao fascismo, será possível semear luto entre os fascistas; mas isso servirá apenas para agravar a luta desnecessariamente e pode servir para fortalecer o fascismo, ajudar a torná-lo um organismo cada vez mais robusto. A luta contra o fascismo só pode ser efetivamente atingida através das instituições políticas e econômicas das quais emana e das quais se alimenta. Além disso, os revolucionários que visam a derrubada do capitalismo e do Estado, se se deixarem desviar pelo fascismo, como um raio que se deixa atrair pelo para-raios, e dedicassem suas forças e se exaurissem no combater somente ao fascismo, serviriam as instituições que ao invés gostariam de demolir.”

O antifascismo que construímos parte de duas suposições fundamentais:

a) o enquadramento do fascismo dentro do capitalismo e do Estado, ou seja da luta de classes, podendo assim falar, especialmente hoje em que mais do que a contrarrevolução é uma questão de garantir os fluxos de capital, de fasciocapitalismo;

b) a dimensão da luta que passa através da estratégia de massas, de intervenção nos territórios e dentro da classe trabalhadora, combatendo a reprodução dos discursos de ódio, promovendo uma dimensão de sociedade diferente, baseada em outros valores como solidariedade, igualdade e liberdade. Abordando a questão não tanto do ponto de vista militarístico do confronto físico ou eleitoral, mas do contraste cultural à hegemonia, não de forma abstrata, mas através da construção de espaços ativos em bairros, escolas e locais de trabalho.

Portanto, construir o antifascismo para nós também significa intervir em espaços que já são antifascistas com práticas que podem levar a uma melhor organização e, portanto, têm mais oportunidades de dar respostas concretas e conclusivas ao avanço do inimigo.

Os e as militantes, os núcleos e Alternativa Libertaria como um todo, não devem hesitar na política de alianças quando se trata de antifascismo, mesmo que muitas vezes seja possível que haja declinações diferentes, conceituais e práticas. Para resistir e pavimentar o caminho hoje, não podemos ter principados aonde nos refugiar, mas devemos nos esforçar para ampliar nossos braços o máximo possível e influenciar com nossos conteúdos e práticas o que deve ser a luta antifascista.

Para retomar a ofensiva e transformar em vitória uma situação que parece já perdida de início, o agir antifascista difuso que propomos deve caracterizar-se por uma tática variada, mutável e capaz de se adaptar às realidades dos diferentes territórios e situações, imprevisível e capaz de evitar os pontos fortificados do inimigo e preencher suas brechas, seus 'vazios'. Uma tática que, no entanto, pressupõe uma unidade de propósito, uma canalização das forças de tudo o que é possível reunir sem desperdiçar energias e recursos em movimentações inúteis e desgastantes.

De fato, como destacado, o fasciocapitalismo não é composto apenas de organizações com o braço estendido, mas de discursos e ações governamentais destinadas a setores de luta que podem parecer distintos, mas que precisamente distintos não o são de maneira alguma. Lutando por direitos no trabalho, por um sistema de acolhimento e integração [aos imigrantes, NdT] solidário e digno, revelando os mecanismos traiçoeiros e perversos dos patroes, expondo notícias falsas e também tendo a humildade de enfrentar nossa classe sem agir com superioridade como muitas vezes pretendem organizações de esquerda portadoras de um pretenso papel iluminador para as massas ignorantes. Não somos estranhos ao proletariado, somos parte dele com todas as suas contradições e nossa tarefa é enfrentá-las para resolvê-las

É imprescindível defender o direito ao amor e à livre sexualidade de todas as pessoas, sem discriminar ou fingir que existe uma (falsa) ordem natural, assim como é essencial contribuir para a resistência dos movimentos feministas e lutar para reverter a correlação de forças conquistando mais direitos. Isso deve ser feito não apenas por meio de greves e manifestações, mas também por meio de momentos de formação destinados às mulheres para a aquisição de ferramentas de emancipação e aos homens para o reconhecimento de seus comportamentos machistas. Uma atividade a ser realizada coletivamente, para pessoas não militantes, assim como dentro de espaços militantes, onde frequentemente testemunhamos comportamentos violentos e patriarcais que não podem pertencer ao movimento revolucionário.

Se a contrarrevolução é a organização do ódio, a revolução social deve ser a organização do amor, da solidariedade, da criatividade. Uma organização essencial, especialmente para as novas gerações. Uma organização que visa sua defesa e que em nenhum caso é passiva e pacífica.

Moção aprovada no X Congresso da Alternativa Libertaria/fdca
Fano, 30 marzo 2019

Μπορούμε και είναι επιτακτική ανάγκη να ενημερωνόμαστε, να επικοινωνούμε με τους συναδέλφους μας, να ανταλάσσουμε απόψεις μέσα στο εργατικό κίνημα, με συντρόφισσες και συντρόφους, εργατικά σωματεία και συνδικάτα βάσης, οριζόντια και αυτοοργανωμένα εγχειρήματα, καθώς και αντίστοιχες ομαδοποιήσεις στο διεθνή χώρο. Να δούμε από κοινού πως μπορούμε να επαναπροσδιορίσουμε τις αντιστάσεις μας, όχι μόνο στα χρόνια του κορωνοϊού, αλλά και στις ζοφερές ημέρες που φαίνεται να έπονται.

Ανακοίνωση της ΕΣΕ-Αθήνας για τα νέα αντεργατικά μέτρα της κυβέρνησης με πρόσχημα την πανδημία

Τα έθνη-κράτη, παρά τους ισχυρισμούς τους, δε διαχειρίζονται την κρίση προς όφελος όλων, παρά μόνο προς όφελος των (εθνικών) αστικών τους τάξεων. Το κράτος ως θεσμός έχει μια βασική λειτουργία: να διαμεσολαβεί θέτοντας σε πρώτο πλάνο τα συμφέροντα του εθνικού κεφαλαίου ως σύνολο.

Έτσι και στη νέα συνθήκη που έχει διαμορφωθεί με την κρίση του κορωνοϊού, το κράτος έρχεται να εκπληρώσει το ρόλο του. Προσφέροντας και πάλι αφειδώς προνόμια στα αφεντικά και τσεκουρώνοντας τον κόσμο της εργασίας. Βέβαια τα νέα αντεργατικά μέτρα είχαν ξεκινήσει νωρίτερα, καθώς η καπιταλιστική κρίση είχε ξεκινήσει πριν από την πανδημία. Η πανδημία έδωσε μονάχα το «άλλοθι» σε κράτος και αφεντικά να στραγγαλίσουν περαιτέρω τα εργατικά δικαιώματα.

Μειώσεις μισθών, ελαστική εργασία, κατοχύρωση των απολύσεων είναι μερικά από τα «καλούδια» που με πρόσχημα τον κορωνοϊό σερβίρει το κράτος στους εργαζόμενους.

Από την άλλη, φοροελαφρύνσεις, παύση πληρωμών (ακόμα και του δώρου Πάσχα, το οποίο θα καταβληθεί ως το τέλος του καλοκαιριού και αναλόγως με τις μέρες εργασίας) και διασφάλιση της κερδοφορίας είναι αυτά που προσφέρονται στους εργοδότες.

Ήδη από το Σάββατο 21 Μαρτίου η κυβέρνηση με πράξη νομοθετικού περιεχομένου (ΠΝΠ), ενεργοποίησε το αντεργατικό μέτρο της εκ περιτροπής εργασίας, με ταυτόχρονη μείωση κατά 50% του μισθού. Μέτρα που ήρθαν για να μείνουν, όπως προκύπτει από τη δήλωση του υπουργού εργασίας, ότι τα μέτρα θα επεκταθούν για απροσδιόριστο χρόνο, μέχρι να «ορθοποδήσει» η οικονομία μετά την πανδημία.

Τα αφεντικά ωστόσο είχαν ξεσαλώσει και πριν την ΠΝΠ. Με μαζικές απολύσεις, απειλές και εκβιασμούς για μονομερείς αλλαγές στις εργασιακές σχέσεις, αλλαγές που αν κάποιος αρνηθεί απολύεται. Με πιέσεις για «οικοιοθελείς» αποχωρήσεις και για λήψη κανονικής άδειας ή ακόμα και άδειας άνευ αποδοχών, καθώς και εργασίας από το σπίτι με τηλε-εργασία, την οποία εντατικοποίησαν στο έπακρο.

Και τώρα τι;

Η κρίση της πανδημίας, όπως και η οικονομική κρίση του 2008, βρήκε τα εργατικά και κοινωνικά κινήματα απροετοίμαστα και σε καθεστώς ήττας. Οι διαδηλώσεις λίγων δεκάδων οργανωμένων πριν την έξαρση της πανδημίας μπορεί να ικανοποιούν μια εσωτερική αίσθηση καθήκοντος, αλλά δεν προσφέρουν κάτι ουσιαστικό στον ταξικό ανταγωνισμό. Ούτε όμως το “θα λογαριαστούμε μετά” έχει νόημα. Εφόσον τα κράτη συνεχίζουν να επινοούν μεσοβέζικες λύσεις για τις ανάγκες της κοινωνικής βάσης προς όφελος του κεφαλαίου, πρέπει κι εμείς να συνεχίσουμε την προσπάθεια οργάνωσης της τάξης μας απέναντι στο κεφάλαιο.

Με την κήρυξη κατάστασης εκτάκτου ανάγκης και την απαγόρευση κυκλοφορίας είναι δύσκολο να αναπτυχθούν μαζικές αντιστάσεις στην λαίλαπα των νέων αντεργατικών μέτρων.

Μπορούμε και είναι επιτακτική ανάγκη να ενημερωνόμαστε, να επικοινωνούμε με τους συναδέλφους μας, να ανταλάσσουμε απόψεις μέσα στο εργατικό κίνημα, με συντρόφισσες και συντρόφους, εργατικά σωματεία και συνδικάτα βάσης, οριζόντια και αυτοοργανωμένα εγχειρήματα, καθώς και αντίστοιχες ομαδοποιήσεις στο διεθνή χώρο. Να δούμε από κοινού πως μπορούμε να επαναπροσδιορίσουμε τις αντιστάσεις μας, όχι μόνο στα χρόνια του κορωνοϊού, αλλά και στις ζοφερές ημέρες που φαίνεται να έπονται.

ΕΛΕΥΘΕΡΙΑΚΗ ΣΥΝΔΙΚΑΛΙΣΤΙΚΗ ΕΝΩΣΗ ΑΘΗΝΑΣ

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argentina/uruguay/paraguay / miscellaneous / comunicado de prensa Thursday April 02, 2020 08:20 byFederación Anarquista de Rosario

Vivimos un momento que parece constituir una bisagra histórica, una nueva cepa de un virus de la gripe, el SARS-CoV-2, que conmociona al mundo entero, cerrando fronteras, golpeando fuertemente la economía global y causando la muerte de miles de personas. Nos parece importante, desde el anarquismo organizado, ir elaborando -aunque sea preliminarmente- algunos análisis y líneas de acción sobre los efectos que está teniendo y puede tener esta crisis en el campo social-político.

La aparición y propagación del virus pone al descubierto, una vez más, el rotundo fracaso del sistema capitalista, mostrando sus facetas más crueles, inhumanas y peligrosas para la clase oprimida. En primer lugar pone de relieve que los avances tecnológicos en el ámbito de la salud, no han podido prevenir ni contrarrestar este fenómeno, dando cuenta que los billonarios recursos sociales que administran las empresas farmacéuticas y de salud no están puestos en mejorar la calidad de vida de los habitantes y prevenir enfermedades sino en maximizar sus ganancias, aquí no hay más que sentido común capitalista, pero que tiene sus efectos en la crisis de salud que se está viviendo en el mundo entero.

Por otro lado, hasta ahora vemos que en aquellos países donde los sistema de salud pública han sido desguazados por las reformas neoliberales, el virus avanza con efectos más dañinos. En nuestro país, aunque ineficiente y golpeada por los distintos gobiernos, nuestra fortaleza está en un sistema de salud pública que persiste gracias a la resistencia de sus trabajadores y usuarios.

Por otro lado no es menor el dato de que el coronavirus tiene efectos devastadores sobre la población más golpeada de los últimos años, los ancianos. Esto tanto en términos de salud, a partir de la falta de vacunas, el incremento en los medicamentos, el abandono de una parte importante de tratamientos, así como también en el sistema previsional, donde ha sido el sector históricamente más castigado, teniendo como referencia inmediata la antipopular reforma jubilatoria de Macri de 2017, y su modificación durante el actual Gobierno. El campo popular debería, en este sentido, buscar que se juzguen como criminales algunas de las reformas más recientes, así resuena la eliminación del Ministerio de Salud por el anterior gobierno como un crimen contra la salud pública, que tuvo como consecuencia inmediata el rebrote de sarampión una enfermedad que había sido extinguida en Latinoamerica. A las claras, nuestros viejos son la población “sobrante” de un sistema social que viene colapsando. Con todo lo hasta aquí expuesto, queda en claro que la vida y la salud son un negocio, más que un derecho.

En consonancia con esta idea, la historia nos ha mostrado que en más de una oportunidad, las enfermedades y el control sobre nuestros cuerpos, ha sido utilizado por los distintos Estados como arma en función de sus intereses imperialistas. Además de los conocidos experimentos del nazismo, en nuestra región tuvimos casos emblemáticos como la inoculación de sífilis en la población guatemalteca por parte del Ejército estadounidense. Semejantes aberraciones solo son posibles en un orden social capitalista, y que hace a más de uno dudar sobre el origen particular de este virus, en el seno de una de las potencias imperialistas que viene disputando el orden mundial.

El impacto social y económico de la rápida propagación del coronavirus está quedando en evidencia. Por un lado sabemos que el freno de la economía mundial lo pagaremos los de abajo. Ya en los países donde el virus está más esparcido, se han producidos despidos y reducción de salarios, y ni que hablar de los efectos arrasadores que está teniendo en los sectores desocupados y precarizados. En nuestro país, a la fragilidad producto de la deuda pública, y la intención del gobierno de pagarla a costa del pueblo, se le sumará el daño que genera esta pandemia, que expresa la debilidad de un orden económico que tiene a casi el 50% de la población en la pobreza, y una tasa altísima de trabajadores precarizados.

Por otro lado, la restricción de derechos políticos y mecanismos de control social más agresivos avanzan, ganando consenso social como única forma de garantizar el freno de la pandemia. Todo esto dentro del marco de una supuesta democracia, que fácilmente se modula hacia estados de excepción, imitando las técnicas de control de la tan cuestionada dictadura del PC Chino. Sabemos que estos dispositivos de control social se van a llenar de recursos y experiencia, y que habrá que ver si son deshabilitados una vez terminada la pandemia. Estimamos que salvo se pongan en marcha otras formas solidarias y desde abajo para contener la propagación del virus, el control y la represión servirán como mecanismo para “contener” también el posible descontento que generen los efectos de esta crisis y que persistirán una vez terminada. Mientras tanto el despliegue de las fuerzas represivas por todo el territorio, está dejando indefenso al grueso de las organizaciones de los sectores populares. Frente a este panorama nos hacemos la alarmante pregunta sobre qué sucederá cuando sea un pobre el que no cumpla la cuarentena y no alguien que viene de vacacionar en Europa o EEUU. En los hechos, ya tuvimos un adelanto, con la represión desatada por Rodríguez Larreta contra los manteros, que devino en la muerte de la emprendedora Beatriz Mechato, y la posterior detención de Juan Grabois y 12 militantes más de la CTEP.

Para completar esta caracterización, a nivel cultural también se manifiestan efectos, con el refuerzo del individualismo, el peligro del “otro” y la cultura del “sálvese quien pueda”, sumado que se busca hacer de cada “ciudadano” un potencial vigilante. En este marco no sorprende la tendencia de la población, que está en capacidad económica, al acopio de alimentos y víveres, ¿no está basado el sistema capitalista en el acaparamiento de bienes más que en su distribución equitativa?

Pero expresiones de resistencia ya se vienen dando. En Europa se han manifestado cacerolazos en el marco de la cuarentena, y huelgas en sectores donde se impone la continuidad del trabajo a costa de la salud de los trabajadores. En Argentina ya se han expresado los mercantiles, reclamando el cierre de los shoppings, así como en otros ámbitos laborales se discuten medidas de protección de la salud.

Creemos que para lo que se viene es importante tener en cuenta algunas líneas de acción, como la lucha contra despidos, suspensiones y reducciones de salarios, reclamo de subsidios económicos para precarizados y desocupados así como la garantía de acceso a alimentos y elementos de primera necesidad, defensa del sistema de salud pública exigiendo mayor presupuesto para el sector como así también mejoras en las condiciones laborales de sus trabajadores, garantizar que el sistema de salud privada se ponga al servicio de las necesidades populares, sin lucro, y apelar a la solidaridad entre los y las de abajo para contener la propagación del virus evitando el avance del control social.

La pandemia y sus efectos no surgen de la naturaleza sino de un determinado sistema que hace posible estas crisis a costa de la salud y el bienestar de la mayoría de la población mundial, urge resistir esta situación desde una perspectiva revolucionaria, articulando las luchas del hoy con la sociedad que soñamos.

international / miscellaneous / non-anarchist press Thursday April 02, 2020 01:50 byILNSS

Governments and bosses claim to be at war with coronavirus. In reality, it is a war against our social class that they are waging. A war against us for their profits!

The global health crisis is largely a consequence of the capitalist system.


Of course, we do not mean by this that the virus was created by capitalism; but the human disaster we are experiencing is due to capitalism. Governments around the world make the same choices, even if it is to a slightly different degree: they started by diminishing the extent of the epidemic, not because of ignorance but because management, the shareholders, the capitalists had as priority the safeguarding of their profits. The profits of a minority, against the health of billions of humans!

Once the crisis is in place, the damage of capitalism comes back to us.

-Lack of infrastructure, staff, resources in all areas of health: this is the result of the destruction of public services in one part of the world, of their almost non-existence in the other part.
-Lack of protective equipment: masks, hydro-alcoholic gel, screening tests, respirators, etc. But factories continue to produce weapons. Capitalists see only their profits, not the collective interest.
-In several countries, researchers testify that their scientific work on the virus has been abandoned in recent years for budgetary reasons. Capitalists prefer to invest in multinational pharmaceutical companies that dictate their drug laws.

During the Crisis, Business Continues!
With regard to the world of work, the capitalists are fierce:

-They allow a multitude of companies which are not essential to the life of the population to continue operating despite the health risks such as the current one. To continue to earn money, capitalists are putting the health and lives of millions of workers in the world at great risk.
-In the really essential sectors (which should be limited to what is directly related to health, food and access to gas, electricity, water…), the employers put forward ‘barrier gestures’, transferring the responsibility to individuals. But on the one hand, in many companies, nothing is being done to make these ‘barrier gestures’ applicable; on the other hand, they are not enough. It is the whole organization of work that must be reviewed, in terms of the health of each and every one. And this, it is not the capitalists who do not work who are best placed to define it: it is up to us to do it, in every department, establishment, enterprise, in activity because it is really indispensable.
-Capitalists are using this health crisis to further restrict our rights, our social conquests. In each country, a large part of ‘emergency measures’ is to address working time, leave, wages, the right to strike, etc.
-The situation is even worse in the regions of the world that are the direct victims of colonialism: people know beyond misery; the health crisis can only have terrible consequences.

Resistance Has Been Organized
They are complicated to implement in the context we know. The member organizations of the International Trade Union Network of Solidarity and Struggles do not want to line up slogans, for the sole pleasure of appearing ‘radical’. What we want, from the places of work and life and by freely federating ourselves, by coordinating ourselves, including internationally, is to build a massive popular movement of resistance and conquest.

-Let us support and make known the struggles of all the regions of the world.
-Let us gather by professional sectors, but also to defend specific rights and achieve social equality (women, migrants, populations oppressed for ‘racial’ reasons, …)
-Let us not allow the poorest, the most precarious, to pay for the health crisis.
-All workers, regardless of their status (wage earners, self-employed, unemployed, temporary workers, seasonal workers, etc.) must have a guaranteed income of 100%, with a guaranteed minimum for all based on the cost of living in the country.
-Let us take our affairs into our own hands, in the workplace and in our own lives! Governments, public authorities and states are instruments at the service of capitalism.
-Requisition of companies, services, shops, public places, necessary to respond to the health emergency!

Let us no longer allow the capitalists to organize planetary catastrophes!

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Neste 8 de Março, levantamos mais uma vez a nossa voz e os nossos punhos pela vida das mulheres!

Neste 8 de Março, levantamos mais uma vez a nossa voz e os nossos punhos pela vida das mulheres!

Sat 04 Apr, 18:46

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