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brazil/guyana/suriname/fguiana / anti-fascismo / opinião / análise Sunday July 15, 2018 01:59 byBrunoL

Estamos em plena crise política, uma crise que abala as instituições da chamada "Nova república", fruto da transição inaugurada a partir da Abertura Lenta, Gradual e Segura de tipo GGG (Geisel e Golbery, elogiada por Gaspari) e garantida pela Anistia, Ampla, Geral e Irrestrita - na sua segunda versão e através de jurisprudência obtida com o fim do AI-5. Na sequência, o Brasil quebrou mas, simultaneamente, a classe trabalhadora aparecia na cena política através do reformismo radical, então de base e legítimo. Graças a essa luta social intensa - mesmo que discorde das opções, as quais sigo em discordância - tivemos a versão substantiva da transição do autoritarismo na metade dos anos '80, através da Constituição de 1988. Pois bem, é esta versão de democracia liberal com traços oligárquicos e elementos, contraditoriamente, substantivos e representados até há pouco, na tentativa de controle do orçamento público que está em jogo. E estamos perdendo o jogo.

14 de julho de 2018, Bruno Lima Rocha
Trago estas notas analisando um problema de fundo, os ovos das serpentes do fascismo sócio-empresarial (linha chilena) estão sendo chocados em escala industrial. Estamos em plena crise política, uma crise que abala as instituições da chamada "Nova república", fruto da transição inaugurada a partir da Abertura Lenta, Gradual e Segura de tipo GGG (Geisel e Golbery, elogiada por Gaspari) e garantida pela Anistia, Ampla, Geral e Irrestrita - na sua segunda versão e através de jurisprudência obtida com o fim do AI-5. Na sequência, o Brasil quebrou mas, simultaneamente, a classe trabalhadora aparecia na cena política através do reformismo radical, então de base e legítimo. Graças a essa luta social intensa - mesmo que discorde das opções, as quais sigo em discordância - tivemos a versão substantiva da transição do autoritarismo na metade dos anos '80, através da Constituição de 1988. Pois bem, é esta versão de democracia liberal com traços oligárquicos e elementos, contraditoriamente, substantivos e representados até há pouco, na tentativa de controle do orçamento público que está em jogo. E estamos perdendo o jogo.
Alguém pode afirmar que a disputa entre neoliberais e social-democratas não é para a esquerda se meter. No embate político eleitoral entendo que a afirmação está correta. Na disputa pelos rumos da sociedade brasileira, é justo ao revés. Minha maior preocupação neste momento é, modestamente, fornecer capacidade analítica por esquerda tentando, ao mesmo tempo, não ficar a reboque dos apoiadores do governo deposto através de um golpe jurídico-midiático-parlamentar e, menos ainda, colocando quem atua pela esquerda da política ainda mais à margem da centralidade dos acontecimentos.
Infelizmente, circula um discurso obtuso por uma parte da esquerda brasileira - minoritária, é verdade - que confunde o momento estrutural vivido no país - o da crise político-institucional, quebra do modelo econômico do capitalismo periférico e a ascensão das carreiras jurídicas como setores protagonistas no Estado brasileiro - com a radicalidade discursiva. Entendo, respeito e repito ser a capacidade de alinhamento fundamental para fazer política, ainda mais importante quando o sistema de crenças tem de estar acima das alocações de recursos de poder disponíveis na concorrência permitida no liberalismo. Mas, como costumo afirmar, a melhor posição é combinar serenidade, frieza analítica e fervor ideológico. Acontece, que tal combinação é difícil, bem difícil.

Antes nem farda nem toga. Agora, nem toga e nem farda.
Recentemente afirmei em programa local de TV - local, digo, transmitido para a Região Metropolitana de Porto Alegre/RS - que não me entusiasmava um ambiente político onde as pessoas sabiam de cor nomes de magistrados, ministros de tribunais superiores, delegados da PF e procuradores federais. Isso por si só já caracterizava a presença de uma - algumas - tecnocracias de carreira em franca ascensão dentro do aparelho de Estado. E, estas carreiras, pelo próprio poder da caneta e da toga, podem operar como - de fato - Poder Moderador nos atos da república. Acontece que o caldo já entornou e hoje, quem estiver fazendo política - mais dentro do que fora das urnas - necessariamente deve contar com bases e contatos no mundo jurídico.

Neste sentido, há algum paralelo com os anos '50, quando o Estado-Maior do Exército estava dividido em Progressistas, Nacionalistas, "Democratas" e Intervencionistas. Estes últimos, gestando na Escola Superior de Guerra (ESG) dois partidos políticos, duas facções interna corporis e que viriam a disputar todo o poder do Estado para além da capacidade de governo. Na década em que Vargas pela primeira vez eleito presidente viria a se matar para não ser deposto, as forças políticas profissionais contavam com marechais - como o Marechal Henrique Teixeira Lott e o golpe preventivo que garantiu a posse de JK eleito -, aviadores - como os golpistas João Paulo Moreira Burnier, Haroldo Veloso e sua referência política Eduardo Gomes -, e navais como o contra-almirante Cândido Aragão (progressista) ou o almirante fascista Penna Botto -, dentre centenas de outros militares.
O outro paralelo se dá na interna do desenho de Estado no Brasil. Se a Nova República acabou, e acabou mesmo, e há uma evidente e brutal regressão de direitos, logo, é de se esperar um embate dentro das elites política, caos na interna do Estado e algum tipo de conflito social organizado. Mas, este último, o mais relevante para estruturar a sociedade debaixo para cima, precisa ser organizado e ter alguma referência para além do reboquismo ou a retomada do pacto anterior do governo deposto. E isso está bem difícil, embora sempre desejado. Talvez seja esta a dimensão mais complicada que torna vitoriosa a pauta baseada na luta pela recondução do governo deposto e, ao mesmo tempo, a necessidade de articulação cada vez maior das esquerdas mais à esquerda - onde me incluo como analista e apoiador.

Cabe observar o perigo real de avanço fascista em nossa sociedade. Explico.
Não se trata “apenas” da aventura de Bolsonaro no rumo da Presidência, embora este fenômeno por si só já assuste o bastante. Mas a difusão de um punitivismo baseado no pior do conservadorismo colonial - racista, elitista, nababo, misógino, entreguista, viralata - que agarra corações e mentes, tanto na geração de concurseiros profissionais, como da classe média para cima, na pirâmide que se entende olhando de cima para baixo - mesmo quando não passamos de uns pobres coitados com diploma, rezando para o mês acabar antes da chegada do próximo boleto de contas atrasadas - e vendo a maioria com asco e distância.
Nunca é demais recordar que o famigerado general Hamilton Mourão Filho, o militar que comandou a coluna golpista que desceu a estrada Rio-Bahia no sentido do Rio de Janeiro, era, na década de '30, membro do setor de inteligência da laia dos “galinhas verdes”, a famigerada Ação Integralista Brasileira. Ou seja, a difusão das estupidezes de Plínio Salgado e Gustavo Barroso - este por sua vida retrógrada era um anti-cristão na Restauração Católica, espécie de versão brasileira do franquismo - penetrou, e fundo, no Estado Brasileiro, em especial no período da ditadura getulista ainda sob a Lei de Segurança Nacional e depois no Estado Novo.
Se vale a comparação, ao difundir as cloacas jorrantes da nova-velha direita na América Latina - versões atuais dos Chicago Boys e posturas demenciais a favor do proto-fascismo militar - tais manifestações de pensamento entram com vigor no aparelho de Estado, assim como sempre seguiram atuando no aparelho policial deste nosso país campeão em execuções extra-judiciais. A manilha de esgoto já estourou, os dólares gastos pela fundação dos Irmãos Koch, a lavagem cerebral promovida pela Atlas Network e adjacências já penetrou em camadas sociais médias e a ideologia do empresariado selvagem pode vir a superar a velha panaceia oligárquica nacional.
Aconteça o que acontecer em outubro de 2018, a cancha está aberta em 2019 e tudo, absolutamente tudo, pode vir a acontecer. A esquerda mais à esquerda terá tanta chance de influenciar nos acontecimentos quanto mais força social e organização de base devidamente articulada e fazendo sentido com a maioria, estes setores puderem incidir. A campanha eleitoral formal ainda não começou, mas a luta antifascista não espera soar o gongo para entrar no ringue.
Bruno Lima Rocha é pós-doutorando em economia política, doutor e mestre em ciência política, professor de relações internacionais e de jornalismo, editor do portal Estratégia & Análise (estrategiaeanaliseblog.com / blimarocha@gmail.com)

Για εμάς, ως αντιφασίστες/ριες, η μνήμη των σφαγών της Σρεμπρένιτσας και των σχέσεων που είχε το ελληνικό κράτος και η ελληνική κοινωνία - άμεσα και έμμεσα- με τις κτηνωδίες που πραγματοποιήθηκαν στη Βοσνία, έχει μεγάλη πολιτική σημασία. Γιατί, 23 χρόνια μετά, οι ηθικές και ιδεολογικές προϋποθέσεις που οδήγησαν στην υποστήριξη των σφαγών εις βάρος των μουσουλμάνων της Βοσνίας είναι ακόμη εδώ. Τα εθνικιστικά συλλαλητήρια που διοργανώνονται στην Θεσσαλονίκη και αλλού για την υποτιθέμενη ελληνικότητα της Μακεδονίας, οι αναφορές σχεδόν του συνόλου του πολιτικού φάσματος για την ύπαρξη μουσουλμανικών τόξων, ο διάχυτος αντιτουρκισμός και οι άμεσες διαπλοκες μέσω του αντιιμπεριαλισμού μεγάλου κομματιού της ελληνικής αριστεράς με τον εθνικισμό φανερώνουν ότι, τα χίλια πρόσωπα του ελληνικου εθνικισμού παραμένουν ακόμη εδώ.

Πέρασαν 23 χρόνια από τότε που οι σέρβοι φασίστες υπό τις διαταγές του Ρ. Κάραζιτς και του Μ. Μλάντιτς μαζί με τους έλληνες εθελοντές της ΕΕΦ, προχώρησαν στην σφαγή 8.000 μουσουλμάνων στην περιοχή της Σρεμπρένιτσας. Η σφαγή αυτή ήταν το αποκορύφωμα των πρακτικών εθνοκάθαρσης εις βάρος των μουσουλμάνων της Βοσνίας από τον σερβικό στρατό και τις σερβικές παραστρατιωτικές ομάδες, κατά την διάρκεια του γιουγκοσλαβικού εμφυλίου πολέμου της περιόδου 1991-95. Βιασμοί, μαζικές εκτελέσεις, στρατόπεδα εγκλεισμού, βίαιες μετακινήσεις πληθυσμών ήταν μερικά από τα μέσα που χρησιμοποίησαν οι σέρβοι στρατιώτες, προκειμένου να πραγματοποιηθεί το όνειρο του σερβικού επεκτατισμού για μια μεγάλη Σερβία, χωρίς μουσουλμάνους κι άλλες μειονότητες.

Την ίδια περίοδο στην Ελλάδα κατασκευάστηκε το ιδεολόγημα της ελληνοσερβικής φιλίας. Η ελληνοσερβική φιλία ως υλική και ηθική υποστήριξη στους σέρβους δολοφόνους από το σύνολο του εθνικού κορμού, δεξιού και αριστερού, ήταν μία από τις πιο αιματηρές πλευρές του ελληνικού εθνικισμού. Το ιδεολόγημα αυτό, χτίστηκε πάνω σε μια χρησιμοποιημένη συνταγή εθνικής συσπείρωσης, αυτή του αντιμουσουλμανισμού και της ορθοδοξίας, μαζί με μπόλικες δόσεις συνομωσιολογίας, αντιαμερικανισμού και αντιιμπεριαλιστικών ψευδαισθήσεων.

Ο ελληνικός εθνικισμός είναι αυτός που όχι απλά συγκάλυψε την εθνοκάθαρση των βόσνιων μουσουλμάνων, αλλά την υποστήριξε με χαρά, καθώς το φάντασμα του μουσουλμανικού τόξου «έπαιρνε αυτό που του άξιζε» από τους σέρβους αδερφούς. Οι ελληνικές φαντασιώσεις για τον οριστικό αφανισμό του μουσουλμανικού στοιχείου των βαλκανίων έπαιρναν επιτέλους σάρκα και οστά. Ο αντιμουσουλμανισμός εξάλλου αποτελεί συγκροτικό στοιχείο της ελληνικής ταυτότητας. Ταυτόχρονα, η ελληνοσερβική φιλία έτρεφε τις επεκτατικές ελπίδες του ελληνικού κράτους, για έναν ενδεχόμενο διαμελισμό της νεοσύστατης τότε Δημοκρατίας της Μακεδονίας. Οι μυστικές διαπραγματεύσεις και τα παζαρέματα του Μιλόσεβιτς κι άλλων σέρβων αξιωματούχων με εκπροσώπους της ελληνικής πολιτικής σκηνής για μια ενδεχόμενη επαναδιαμόρφωση του χάρτη των Βαλκανίων είναι σήμερα γνωστές. Άλλωστε το ελληνικό κράτος και κοινωνία δεν έκρυβαν τις προθέσεις τους. Το σύνθημα «η λύση είναι μία σύνορα με την Σερβία» φωνάζονταν με κυνισμό από την κορυφή μέχρι τον πάτο της ελληνικής κοινωνίας.

Για εμάς, ως αντιφασίστες/ριες, η μνήμη των σφαγών της Σρεμπρένιτσας και των σχέσεων που είχε το ελληνικό κράτος και η ελληνική κοινωνία - άμεσα και έμμεσα- με τις κτηνωδίες που πραγματοποιήθηκαν στη Βοσνία, έχει μεγάλη πολιτική σημασία. Γιατί, 23 χρόνια μετά, οι ηθικές και ιδεολογικές προϋποθέσεις που οδήγησαν στην υποστήριξη των σφαγών εις βάρος των μουσουλμάνων της Βοσνίας είναι ακόμη εδώ. Τα εθνικιστικά συλλαλητήρια που διοργανώνονται στην Θεσσαλονίκη και αλλού για την υποτιθέμενη ελληνικότητα της Μακεδονίας, οι αναφορές σχεδόν του συνόλου του πολιτικού φάσματος για την ύπαρξη μουσουλμανικών τόξων, ο διάχυτος αντιτουρκισμός και οι άμεσες διαπλοκες μέσω του αντιιμπεριαλισμού μεγάλου κομματιού της ελληνικής αριστεράς με τον εθνικισμό φανερώνουν ότι, τα χίλια πρόσωπα του ελληνικου εθνικισμού παραμένουν ακόμη εδώ.

Γιατί για μας η Σρεμπρένιτσα εκτός των άλλων είναι κι αυτό. Μια διαρκής υπενθύμιση για το πόσο αδίστακτο μπορεί να γίνει το ελληνικό κράτος και αυτή η κοινωνία.

antifanakata@espiv.net

https://www.provo.gr/pote-den-tha-xehasoume-fasistes-ti...snia/

venezuela / colombia / luchas indígenas / news report Thursday July 12, 2018 02:01 byRebeldía Contrainformativa

En Cauca, dentro de las mismas tierras liberadas que han dado luz de resistencia durante los últimos años, cientos de organizaciones sociales, grupos universitarios, feministas, sindicalistas, campesinas y campesinos, ecologistas, entre otros, acudimos a la cita propuesta por las guerreras y guerreros milenarios que han protegido este territorio y que, desde hace más de cuatro años se han erguido frente al modelo de despojo y violencia implantado desde la Colonia, hoy expresado en los monocultivos cañeros extendidos por una vasta región del Norte del Departamento.

En Cauca, dentro de las mismas tierras liberadas que han dado luz de resistencia durante los últimos años, cientos de organizaciones sociales, grupos universitarios, feministas, sindicalistas, campesinas y campesinos, ecologistas, entre otros, acudimos a la cita propuesta por las guerreras y guerreros milenarios que han protegido este territorio y que, desde hace más de cuatro años se han erguido frente al modelo de despojo y violencia implantado desde la Colonia, hoy expresado en los monocultivos cañeros extendidos por una vasta región del Norte del Departamento.

Liberadoras y liberadores de todos los rincones del mundo nos reencontramos al calor del fuego y la palabra para revisar cuanto hemos andado y sobre todo, cómo estamos pensando la liberación de la Madre Tierra desde cada lucha y cada corazón. Pero no es esta una liberación en abstracto: es la una lucha contra el capitalismo y otras formas jerárquicas que se nos han impuesto como el patriarcado, el racismo, el extractivismo, el colonialismo, la desilusión y la desesperanza; bien se sabe que hay tantas luchas como problemas, siendo todas importantes de atender pues ninguna está supeditada a otra, pero como dicen los Nasa: hay que unirse desde abajo para poder ir sumando nuestras fuerzas en un solo corazón. La liberación de la Madre Tierra así como de las personas y seres que la habitamos, es una lucha de largo aliento que debe avanzar reconociendo las múltiples diferencias y los múltiples frentes en los que hay que poner aliento, ese fue uno de los propósitos que nos llevó a reunirnos nuevamente.

Desde Alemania, Argentina, Honduras, Chile, Francia, WallMapu, México, diferentes regiones de Colombia como San José de Apartadó, Ibagué, Popayán, Palmira, Bucaramanga, Tunja, Cali, Facatativá, Medellín Bakatá y otros cuerpos y territorios autónomos, nos sentamos a reflexionar acerca de las luchas contra el gran monstruo del Capital, a pensar como nos ataca y en especial, como podemos enfrentarnos a las jerarquías que plantea en su crecimiento. En medio de este reconocimiento aprendimos sobre la lucha del pueblo indígena Nasa, que ha decidido recuperar las tierras que habían sido despojadas para volver a sembrar comida que brinde alimento a nuestros pueblos. Una historia de resistencia que data desde el levantamiento de la Cacica La Gaitana, Juan Tama y Quintín Lame y que ahora busca expandir su llamado hacia las cuatro direcciones para que sigamos construyendo la liberación en distintos territorios desde la solidaridad y unidad.

Los preparativos iniciaron desde tiempo atrás: hace más de un mes algunas comuneras y comuneros Nasa realizaron la titánica labor de convocar por distintas ciudades del país a este nuevo encuentro, invitándonos a continuar con el trabajo realizado hace un año en Corinto. Luego, dos semanas antes del evento, se venían dando los preparativos logísticos en Vistahermosa-Caloto, uno de los puntos de liberación que han sido arrebatados al capital agroindustrial para empezar a sembrar y construir ese mundo nuevo. El día 28 de Julio, llegaron los últimos invitados: arribaron tres buses provenientes de Bogotá, dos chivas provenientes de Cali y otras compas que se sumaron como pudieron al II Encuentro Internacional de Liberadores y Liberadoras de la Madre Tierra, un espacio para el aprendizaje, el compartir, el trabajo libre y creativo, la música, la danza y por supuesto, la lucha. Se puso la olla con el esfuerzo de cada quien y se armaron las carpas para el descanso, bien lejos de los apoyos institucionales, pues la autogestión es base fundamental de las propuestas que surgen para la liberación.

El segundo día a plena luz de la mañana, los machetes empezaron a cortar los extensos monocultivos de caña, con cientos de personas que nos juntamos a aprender haciendo, enfrentándonos a la retórica y a los discursos vacíos, para darle paso a una praxis llena de amor y libertad, es decir, con hechos que expresan lo que siente nuestro corazón. Durante toda una jornada nos dimos cuenta que el gran el capital se combate desde lo concreto y con cosas simples: con cada corte de caña mostrábamos solidaridad y apoyo mutuo para restablecer la armonía de la Madre Tierra. Después de esta gran labor, nos dispusimos a disfrutar un mote y una refrescante limonada, pues durante toda la tarde teníamos la tarea de re-conocernos en un momento de saludo por parte de cada organización, colectivo o persona que acudió al Encuentro. Mientras tanto los niños y niñas que vinieron al evento, disfrutaban entre el juego, la amistad y la risa, haciéndonos comprender que la liberación también es complicidad y diversión a través de la ternura. Para finalizar el día la música y el baile nos llevaron bajo ritmos de cumbia, bullerengue, huayno, saya y tantos otros generando un carnaval lleno de esperanza en el que los cuerpos se iban liberando al sonar de los tambores.

El tercer día nos encontró bajo una espiral de danza, pues como se ha hecho desde tiempos inmemoriales, se debía que armonizar el territorio a través del baile. Guiados por mayores y mayoras, danzamos para poder iniciar la siembra en estas tierras liberadas. Luego y en vista de la gran cantidad de personas y organizaciones que se hicieron presentes en el evento, se aprovechó la tarde para continuar con la presentación y reconocimiento de cada fuego, de cada lucha. La noche fue llegando con música y danza, con comida y chicha, con compromiso e ilusión, hubo tiempo para presentaciones de teatro y artísticas locales, que nos invitaron a continuar con la lucha por este ancho camino.

El cuarto y último día sirvió para realizar una agenda conjunta y para seguir tejiendo caminos de unidad, realizando un esfuerzo por definir el cómo nos enfrentamos al espectro capitalista. Para derrotar a este gran Goliat, tenemos que unir fuerzas y protegernos de todas sus atrocidades, es por esto que nos indignamos con la realidad que se presenta en los territorios y en la vida de las personas que han luchado contra este monstruo, especialmente cuando lanza su garra militar y asesina a los luchadores y luchadoras sociales que le enfrentan. Este espacio para la memoria nos indicó la necesidad de continuar fortaleciendo la organización frente a la violencia que está tiñendo los diferentes lugares.

Como Rebeldía Contrainformativa, nos sumamos a este Segundo Encuentro Internacional de Liberadoras y Liberadores de la Madre Tierra dentro de la Minga comunicativa que convocó a diferentes colectivos de información y contrainformación para cubrir el evento en un trabajo conjunto dejando los egos y aportando desde nuestro quehacer con unidad y apoyo mutuo. De esta manera, los diferentes medios de comunicación nos juntamos para cubrir el encuentro, aportando desde diversos enfoques en una tarea colectiva que permitió difundir más el proceso de liberación de la Madre Tierra.

El Encuentro concluyó con un comunicado y con los agradecimientos debidos al territorio que nos albergó durante todo el evento, reconociendo que nos queda mucho por hacer, pero nuestros corazones salen con una alegría y una esperanza que nos brinda fortaleza para seguir este caminar. Seguimos luchando y liberando la Madre Tierra, siendo gotas en esta lucha que sigue creciendo como aguacero. Sabemos que debemos continuar con el proceso de liberación, replicando en los diferentes lugares, teniendo como tareas inmediatas continuar en las calles, universidades, barrios y campos tejiendo la lucha, pues abajo nos encontramos y nos encontraremos.

Rebeldía Contrainformativa, Julio 2018

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venezuela / colombia / workplace struggles / opinión / análisis Wednesday July 11, 2018 14:04 byGrupo Libertario Via Libre

En los últimos días, se registra un incremento sustancial de las amenazas y asesinatos de líderes y lideresas sociales en todo el país. Desde la elección presidencial del pasado 17 de junio se han asesinado 22 líderes sociales, una persona cada día[1]. El panorama es bastante gris, pues mientras los grandes medios de comunicación se han dedicado a cubrir ampliamente el mundial de fútbol y el gobierno nacional continúa negando la sistematicidad de este fenómeno[2] en un intento por invisibilizar los patrones comunes de la masiva vulneración a los derechos humanos que se está produciendo en el país, tras bambalinas se encuentra la cruda realidad que está marcada por el asesinato, solo en lo corrido de 2018, de 123 líderes y lideresas sociales según las últimas cifras de Indepaz.[3]

En los últimos días, se registra un incremento sustancial de las amenazas y asesinatos de líderes y lideresas sociales en todo el país. Desde la elección presidencial del pasado 17 de junio se han asesinado 22 líderes sociales, una persona cada día[1]. El panorama es bastante gris, pues mientras los grandes medios de comunicación se han dedicado a cubrir ampliamente el mundial de fútbol y el gobierno nacional continúa negando la sistematicidad de este fenómeno[2] en un intento por invisibilizar los patrones comunes de la masiva vulneración a los derechos humanos que se está produciendo en el país, tras bambalinas se encuentra la cruda realidad que está marcada por el asesinato, solo en lo corrido de 2018, de 123 líderes y lideresas sociales según las últimas cifras de Indepaz.[3]

La situación en el país, que concentra un tercio del total de asesinatos de líderes y defensores de derechos humanos ocurridos en el mundo en 2017 según Front Line[4], es tan alarmante que distintos organismos nacionales e internacionales han hecho llamados para que se atienda de manera urgente este proceso de exterminio que afrontan los líderes y lideresas sociales y populares. Y es que, desde finales del año 2016, según datos de la Defensoría del Pueblo, han sido asesinadas alrededor de 311 líderes y lideresas, fenómeno que afecta especialmente los departamentos del Cauca, Antioquia, Norte de Santander, Valle, Córdoba, Nariño y Arauca, que concentran el 65% del total nacional y vienen manteniendo esta tendencia desde 2016[5], además del aumento de estos hechos en otros territorios como el Chocó o el César[6].

Especialmente crítica resulta la situación de los líderes de organizaciones campesinas, étnicas o comunales que participan en conflictos en defensa de la tierra, el territorio y los recursos naturales, que concentran más del 80% de los casos este año, y más aún de quienes participan de la Cumbre Agraria que han recibido más de un tercio del total de los asesinatos, principalmente aquellos vinculados a la Organización Nacional Indígena de Colombia (ONIC) y el movimiento político Marcha Patriótica. En la inmensa mayoría de estos hechos los autores son desconocidos, aunque en los hechos en los que hay información sobre los responsables, 9 casos son atribuidos a el Ejército y a la Policía, y 2 más a organizaciones paramilitares. Existe además también un preocupante registro de asesinatos de activistas populares en manos de fuerzas guerrilleras[7].

Lo anterior pone de manifiesto, por un lado, la debilidad en términos reales de la construcción del escenario de paz derivados de los acuerdos con la insurgencia de las FARC, situación que se viene agudizando con la victoria electoral del uribista Iván Duque a la presidencia y la conformación de un congreso donde será mayoritaria la coalición reaccionaria liderada por el Centro Democrático[8]; y, por otro lado, la imperiosa necesidad de los movimientos políticos y sociales de defender lo conquistado, así como buscar estrategias de autocuidado y protección colectiva que permita defender la vida de sus integrantes al tiempo que se continúan las luchas por los derechos sociales y la defensa de los territorios.

El posacuerdo: Entre el miedo y la esperanza


Los Diálogos de La Habana y la posterior firma de los Acuerdos del Teatro Colón significaron un punto de quiebre en la historia contemporánea del país. Supusieron una disminución sustancial del conflicto armado, la instalación de un programa de reforma social hoy bloqueado y una tímida apertura política, condiciones que derivaron en la conformación de un escenario de polarización política en el país, que está marcada por el desacuerdo sobre temas que pasan por la solución al conflicto armado interno, el problema de la concentración y el uso de las tierras, las estrategias para la sustitución de cultivos ilícitos, los derechos de las víctimas y la multiplicidad de actores armados, sumado al tipo de justicia para juzgar quienes participaron de la guerra y el conocimiento de la verdad histórica y judicial.

En medio de este panorama, encontramos, por un lado, al uribismo y los sectores más retardatarios y guerreristas que han impulsado discursos de odio no solo anticomunistas o contra las guerrillas sino también contra todos aquellos sectores y comunidades que no se enmarquen en un orden transversalizado por el autoritarismo y el terror. Así, en el país todavía hay muchos que se aferran a la promesa incumplida de seguridad y confianza sostenida por el ex presidente Uribe Vélez, siendo apoyado no solamente por las recientemente reunificada burguesía colombiana[9], sino también por otros grupos pertenecientes a las capas medias y los sectores empobrecidos de la población, que, bajo el velo del miedo hacia lo diferente y lo otro, prefieren apoyar “el que diga Uribe”.

Por otro lado, tenemos una gran variedad de posiciones y apuestas reunidas en torno a la defensa de los Acuerdos de Paz y un creciente sentimiento anti uribista liderado por la socialdemocracia, pero no exclusivo de ella. Este bloque diverso y contradictorio, ha jugado sus cartas a través de la construcción de un discurso y un sentimiento signado por el anhelo de un cambio social aún vago y brumoso, pero que reconoce en el uribismo un obstáculo real para avanzar así sea mínimamente en aspectos que refieren a la democratización de las instituciones, el desarrollo de políticas con enfoque de género, la restitución de tierras o la defensa de derechos sociales básicos. Vale la pena resaltar que se entiende al uribismo como obstáculo real no solamente en términos de oposición política sino como la posibilidad de volver a legitimar la persecución, las amenazas y el asesinato de todas aquellas que luchan y se oponen a todos aquellos proyectos, políticas y lineamientos que atentan contra la vida digna, nuestros territorios y la madre tierra.

Duque y el uribismo: Retos para los movimientos políticos y sociales

Así, en medio de un ambiente electoral crispado por el miedo y la esperanza, el pasado 17 de junio, Iván Duque por el Centro Democrático ganó las elecciones presidenciales, y aunque el uribismo está debilitado, se posicionara nuevamente en el poder ejecutivo, contando además con una mayoría en el Congreso. Pero ¿qué ha significado esto hasta el día de hoy? Ad portas del cambio de gobierno, el Centro Democrático ya empezó a consolidar sus apuestas, ejemplo de ello, son las fuertes modificaciones a la Jurisdicción Especial para la Paz (JEP) en acuerdo parlamentario con las fuerzas que hasta hace poco integraban la Unidad Nacional, que elimina el enfoque de género en los Acuerdos de Paz y le confiere un tratamiento especial a las Fuerzas Armadas, lo que sin duda va a significar impunidad; sin contar la anunciada inclusión en el próximo gabinete ministerial de joyitas de las más rancia ultraderecha nacional.

Los grupos contrainsurgentes de derecha, armados por sectores de la burguesía y las Fuerzas Armadas, que expresan el fenómeno del nuevo paramilitarismo, han entendido el panorama político nacional como favorable para dar desarrollar su política del terror y agenciarla sin mayor tapujo. Al igual que la victoria de Donald Trump en Estados Unidos supuso un gran aumento de los crímenes de odio racial y la actividad de los grupos xenófobos, y la victoria de Mauricio Macri en Argentina y la asunción de Michel Temer en Brasil supuso una ofensiva contra las conquistas populares por parte de los defensores de la Operación Cóndor y las últimas dictaduras cívico militares, la victoria de la Duque en Colombia supondrá un aumento de la violencia contra los líderes y lideresas sociales, y un empeoramiento del asomo de genocidio político contra la izquierda y los movimientos populares que se viene experimentando desde finales del santismo.

Si las amenazas y los asesinatos han incrementado en los últimos dos años, en las últimas semanas se ha disparado de forma alarmante. Lo más preocupante es que la cifra pareciera ir en aumento. No más en los últimos días se hizo pública una amenaza a través de una llamada telefónica a Deyanira Ballestas, profesora en San Pablo, Bolívar, así como otras a través de panfletos y llamadas a tres estudiantes de la Universidad Nacional sede Palmira, o aquellas que salieron a la luz en el marco de las jornadas de concentración desarrolladas el viernes 06 de julio que denunciaban y rechazaban el asesinatos a líderes y lideresas sociales[10]; y en lo que llevamos del mes de julio, han sido asesinados 10 líderes y lideresas sociales[11]: Iván Lázaro (Puerto Libertador, Córdoba), Luis Barrio Machado (Palmar de Valera, Atlántico), Santa Felicinda Santamaría (Quibdó, Chocó), David Mejía Prieto (La Montañita, Caquetá), Margarita Estupiñán (Tumaco, Nariño), Ana María Cortés (Cáceres, Antioquia), José Fernando Jaramillo Oquendo (Ituango, Antioquía), Ancizar Cifuentes Vargas (Chaparral, Tolima), Alexander Castellanos Triana (Cartagena del Chairá, Caquetá) y Fernando Gómez (Guacarí, Valle del Cauca). Esto, sin contar los 7 jóvenes que fueron masacradas en hechos aún por esclarecer en Argelia, Cauca o los tres luchadores sociales asesinados en Ituango, Antioquia en las últimas semanas.

Sin duda, el panorama es bastante negativo para todas aquellas personas que apuestan por otras alternativas de vida. Por lo anterior, es urgente empezar a construir estrategias que, por un lado, blinden a los movimientos políticos y sociales, protegiendo de forma integral tanto a sus integrantes como a sus procesos organizativos. Se hace urgente luchar por la construcción de programas de protección estatal bien equipados y financiados, bajo el control de las propias organizaciones comunitarias, así como el desmantelamiento pleno y definitivo de los grupos paramilitares y la persecución de los empresarios, terratenientes, jueces, policías y miliares que los financian, amparan y organizan. Se hace urgente denunciar y visibilizar la sistematicidad de este fenómeno, derrotando la operación de ocultamiento que este gobierno ha sostenido y solo se profundizará en el gobierno entrante. Se hace necesaria la solidaridad entre las organizaciones sociales y populares de los más diversos sectores a nivel nacional, así como de otras organizaciones y movimientos a nivel internacional. Se hace necesario un mayor acompañamiento de los movimientos urbanos hacia los movimientos rurales, quienes hasta el momento se han visto más afectados[12]. Se hace necesario seguir fortaleciendo la esperanza por sobre el miedo para defender nuestras vidas, nuestros cuerpos y nuestros territorios.

¡Nos están matando! ¡Basta de asesinatos a líderes y lideresas sociales!
¡Basta de persecución y amenazas a la izquierda y los movimientos populares!
¡Arriba las que luchan!


Grupo Libertario Vía Libre
Bogotá. Julio, 2018


Referencias bibliográficas


[1] Indepaz, Cumbre Agraria, Marcha Patriótica. Separata de actualización. Informe especial: Todos los nombre, todos los rostros. Julio 5 de 2018. En Indepaz.org.co. Link: http://www.indepaz.org.co/wp-content/uploads/2018/07/Se...8.pdf Recuperado 08/07/2018
[2] Hace unos días el ministro del Interior, Guillermo Rivera, insistió en que esta situación no es sistemática y que, por el contrario, obedece a circunstancias diversas en cada una de las regiones. Para más información: https://www.lafm.com.co/politica/gobierno-insiste-que-a...ticos Recuperado: 06/07/2018
[3] Indepaz, Separata de actualización. Todos los nombre, todos los rostros. Julio 5 de 2018. En Indepaz.org.co.
[4] El Espectador. Asesinatos de defensores de DD.HHH en Colombia. Enero 9 de 2018. Pág. 1
[5] Indepaz, Separata de actualización. Todos los nombre, todos los rostros. Julio 5 de 2018. En Indepaz.org.co.
[6] Nicolás Marín Navas. Un violento comienzo de año para los líderes sociales. El Espectador. Febrero 1 de 2018. Pág. 2-3
[7] Indepaz, Separata de actualización. Todos los nombre, todos los rostros. Julio 5 de 2018. En Indepaz.org.co.
[8] Para un análisis de la segunda vuelta de las elecciones presidenciales de junio puede revisarse nuestro texto Perspectivas libertarias sobre la segunda vuelta de las elecciones presidenciales en Colombia. Link: https://grupovialibre.org/2018/06/23/perspectivas-liber...mbia/ Para una revisión de las elecciones de marzo a Cámara y Senado puede consultarse Perspectivas sobre las elecciones legislativas de 2018. Link: https://grupovialibre.org/2018/03/16/perspectiva-sobre-...2018/
[9] Grupo Libertario Vía Libre. Perspectivas libertarias sobre la segunda vuelta de las elecciones presidenciales en Colombia. Junio 23 de 2018.
[10] El Espectador. Amenazan a líderes sociales en plena ‘Velatón’. Julio 7 de 2018. Link: https://www.elespectador.com/noticias/nacional/amenazan...98798 Recuperado 07/07/0218
[11] Es importante resaltar que posiblemente está cifra se encuentra desactualizada pues cada día salen nuevas noticias sobre amenazas y asesinatos en el país.
[12] Algunas de estas demandas, que provienen de los movimientos sociales y populares, las desarrollamos en Grupo Libertario Vía Libre. Día Internacional de las Mujeres Trabajadoras-2018. Link: https://grupovialibre.org/2018/03/08/dia-internacional-...2018/ Recuperado 08/07/2018

international / history / review Tuesday July 10, 2018 01:18 byWayne Price

A review of a book by a libertarian Marxist sympathetic to anarchism who analyses four revolutions in the 20th century and discusses their lessons.

This book brings together a set of analyses of popular struggles in a number of countries—as its subtitle indicates. It is written by a someone within “the libertarian or left communist milieu” of Marxism (43), although he expresses a friendly attitude toward anarchism. Overall it has a conclusion, a rejection of “a methodology repeated again and again whereby different variants of the far-left set themselves up as the cheering section and often minor adjuncts to ‘progressive’ movements and governments strictly committed to the restructuring (or creation) of a nation-state adequate to…world capitalism. This methodology involves imagining…a healthy ‘left’ wing of a bourgeois or nationalist or ‘progressive’ or Third World ‘anti-imperialist’ movement that can be ‘pushed to the left’ by ‘critical support’, opening the way for socialist revolution….Their role is to enlist some of the more radical elements in supporting or tolerating an alien project which sooner or later co-opts or, even worse, represses and sometimes annihilates them.” (225)

Goldner believes that rejecting this statist and capitalist “methodology” is necessary to re-arm the far-left if it is to overcome “the nearly four decades of quiescence, defeat and dispersion that followed the ebb of the world upsurge of 1968—77…the long post-1970s glaciation….” (1) “I nevertheless part ways with a swath of currently fashionable theories; I still see the wage-labor proletariat—the working class on a world scale—as the key force for a revolution against capital.” (2) He writes, “the key force,” not the “only force,” since he includes peasants and other oppressed as necessary parts of an international revolution.

This overall conception, from a (minority) trend in Marxism, is consistent with revolutionary class-struggle anarchism, as it developed from Michael Bakunin and Peter Kropotkin to the anarcho-syndicalists and anarcho-communists.

However, Goldner shows the limitations of his knowledge of anarchism by a number of errors. For example, he remarks that “the ideology of pan-Slavism [was] also advocated by their anarchist rival Bakunin….” (57) Actually Bakunin had been a pan-Slavist before he became an anarchist, not since. Goldner refers to “the early mutualist (Proudhon-inspired) phase of the Peruvian and Latin American workers’ movement (…superseded by the global impact of the Russian Revolution).” (171—2) But after an early period, most anarchist influence in the Latin American working class was anarcho-syndicalist (although there was still some interest in credit unions and coops, alongside unions). This is why the Sandinistas and other Central American revolutionaries (nationalist and Marxist) later adopted black and red as their colors.These had traditionally been the colors of the anarcho-syndicalist-influenced workers’ movement.

Lenin and the Russian Revolution



Goldner writes that revolutionary libertarian socialist currents, such as anarchism, syndicalism, council communism, and the IWW, “were effectively steamrollered by Bolshevism…and the ultimately disastrous international influence of the Russian Revolution….” (9) In this book, his criticism focuses on Lenin’s misunderstanding of the Russian peasants. Lenin overestimated the extent of the peasants’ production of commodities for sale on the market. He overestimated the extent to which capitalism had taken root among the peasants. He overestimated the decline of the peasants’ communal institutions (the “mir”). He overestimated the class stratification among the peasants. These misunderstandings led to an authoritarian, repressive, and exploitative relationship of the Soviet state to the peasants. They were a major factor in the split between the Bolsheviks (Communists) and the peasant-based Left Social Revolutionary Party. That in turn contributed to the formation of the single-party dictatorship. (See Sirianni 1982) “The Soviet Union emerged from the civil war in 1921 with the nucleus of a new ruling class in power….” (43)

Goldner also reviews the relations of the early Soviet Union with Turkey, then led by the nationalist, Kemal Attaturk. Goldner had previously believed, with the Trotskyists, that it was only under Stalin that international Communist parties were turned into agents of the Russian state and the world revolution subordinated to Russian national interests. But he found that the government of Lenin and Trotsky had sought close relations with the Turkish nationalists, even as the Turkish government was repressing and murdering Turkish communists. He quotes a memo from Trotsky at the time, saying that the main issue of revolutionary politics in the “East” was the need for Russia to make a deal with Britain.

However, Goldner defends Marx, and—more oddly—Lenin from anarchist charges of laying the basis for Stalinism. “I…reject the commonplace view one finds among anarchists who see nothing problematic to be explained in the emergence of Stalinist Russia.” (43) If he means that the Russian Revolution needs to be analyzed in detail, without assuming any inevitabilities, then I agree. And there are libertarian-democratic, proletarian, and humanistic aspects of Marx’s thought. But anarchists correctly rejected Marx’s program of a revolution in which the working class (or a party speaking for the working class) would seize power over a state and establish a state-owned, centralized, economy. The anarchists had predicted that this would lead to state capitalism and bureaucratic class rule. Whether this is “problematic,” it seems to have been justified by experience.

Goldner denies “that there exists a straight line, or much of any line, from Lenin’s 1902 pamphlet What Is To Be Done? to Stalin’s Russia.” (43) Maybe not; there is a democratic aspect of WITBD?, a call for the working class party to champion every democratic cause large or small (peasants, minority religions, censored writers, etc.), no matter how indirectly related to working class concerns. But Lenin treated support for democratic issues as instrumental, steps toward his party’s rule, rather than as basic values. Overall he had an authoritarian outlook. This can be demonstrated from much more evidence than just WITBD? (See Taber 1988.)

Anarchists and Trotskyists



Discussing the Spanish revolution/civil war of the ‘thirties, Goldner is “anything but unsympathetic to the Spanish anarchist movement.”(119) His views are similar to that of the council communists (libertarian Marxists) Karl Korsch and Paul Mattick. Then living in the U.S., they were supportive of the anarchist-syndicalists in the conflict (Pinta 2017). Goldner writes, “The Spanish working class and parts of the peasantry in the Republican [anti-fascist—WP] zones arrived at the closest approximation of a self-managed society, sustained in different forms over two and half years, ever achieved in history.” (118) He quotes Trotsky saying pretty much the same thing.

However, “Spain was the supreme historical test for anarchism, which it failed…,” adding, “in the same way that Russia was, to date, the supreme test of, at least, Leninism, if not of Marxism itself.” (118) Instead of organizing the workers and peasants in their democratic unions, factory councils, communes, and militia units, to replace the collapsed national and regional states—the mainstream anarcho-syndicalists joined the national Popular Front government and the Catalan regional government. “The Spanish anarchists had made the revolution, beyond their wildest expectations, and did not know what to do with it….Everything in the anarchists’ history militated against ‘taking power’ as ‘authoritarian’ [and] ‘centralist’….” (126-7)

Goldner does note that there were some anarchists who advocated a revolutionary program, not of joining the bourgeois government or of “taking state power,” but of organizing a democratic federation of workers, peasants, and militia organization to manage the economy and the war. In particular, there were the Friends of Durruti who “called for a new revolution.” (141) (For more on the Friends of Durruti , see Guillamon 1996.)

The main lesson Goldner draws from the anarchists in the Spanish Revolution is the need for radicals “to think more concretely about what to do in the immediate aftermath of a successful revolutionary takeover….[to devote] serious energy to outlining a concrete transition out of capitalism.” (149)

Discussing the Bolivian revolution of 1952, Goldner shows how the Trotskyists made the same sort of errors as the anarchists had in Spain. There was a revolutionary situation, where the Trotskyists for once had a large influence among the rebellious (and armed) working class. Instead of advocating independent power to the mass workers’ organizations, the Trotskyists gave support to radical (bourgeois) nationalists, claiming that they were really on the road to socialism (although, Goldner demonstrates, the nationalists had fascist influences in their formation). “The Trotskyist POR…ended up providing a far-left cover for the establishment of the new [bourgeois] state.” (214) Eventually, the Trotskyists were no longer useful to the nationalists and were repressed (the classical “squeezed lemon” process). The regime swung to the right. This was another illustration of the “methodology” of radicals tailing “progressive’ movements and governments strictly committed to the … nation-state [and] capitalism,” as I quoted in the first paragraph.

Anti-Imperialism? Anti-Capitalism? National Liberation?



I find Goldner’s opinions on “anti-imperialism” and national liberation to be unclear. He is correct in rejecting the left program which substitutes national struggles for class struggles, which ignores class (and other) conflicts within oppressed nations, and which spreads illusions about the “socialist” nature of nationalist and Stalinist rulers. But it is unclear whether he regards national oppression as a real issue for millions of workers and peasants. If we recognize this as a real concern, then libertarian socialists can be in solidarity with the people of oppressed nations, while opposing their nationalist would-be rulers. It becomes possible to advocate national liberation through social revolution and to propose a class struggle road to national freedom.

This would seem to be consistent with Goldner’s agreement with Lenin’s WITBD? strategy of revolutionary working class support for all democratic struggles, as well as Goldner’s expressed agreement with Trotsky’s theory of “permanent revolution.” He specifically condemns the Popular Front government in the Spanish civil war for “the failure of the Republic to offer independence or even autonomy to Spanish Morocco (…) which could have had the potential of undercutting Franco’s rearguard, his base of operations, and, in the Moroccan legionaries, an important source of his best troops. “ (129) That is, the liberal-socialist-Stalinist-anarchist coalition failed to adopt anti-imperialist policies (due to Spain’s imperialism and its attempted alliance with French and British imperialism).

This is a fascinating book, with detailed analyses of revolutionary turning points in world history. Loren Goldner’s discussion of these events and the issues which arise from them is important and useful for anti-authoritarian revolutionaries to consider.


References

Guillamon, Agustin (1996). The Friends of Durruti Group: 1937—1939. (Trans.: Paul Sharkey). San Francisco: AK Press.

Goldner, Loren (2017). Revolution, Defeat, and Theoretical Underdevelopment: Russia, Turkey, Spain, Bolivia. Chicago: Haymarket Books.

Pinta, Saku (2017). “Council Communist Perspectives on the Spanish Civil War and Revolution, 1936—1939.” In Libertarian Socialism; Politics in Black and Red. (Ed.: Alex Pritchard, Ruth Kinna, Saku Pinta, & David Berry.) Oakland CA: PM Press. Pp. 116—142.

Sirianni, Carmen (1982). Workers Control and Socialist Democracy: The Soviet Experience. London: Verso.

Taber, Ron (1988). A Look at Leninism. NY: Aspect Foundation.

*written for www.Anarkismo.net

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