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Bolivia / Peru / Ecuador / Chile

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Primero de Mayo (2000) Alameda, Santiago de Chile
bolivia / peru / ecuador / chile / historia del anarquismo / opinión / análisis Friday January 24, 2020 05:55 byJosé Antonio Gutiérrez D.   image 1 image
El 29 de Noviembre de 1999 nacía en el local de la Federación de Trabajadores de la Construcción, Madera y Áridos (FETRACOMA), en la esquina de Almirante Latorre con Claudio Gay, Santiago de Chile, el Congreso de Unificación Anarco-Comunista (CUAC). Este era un intento desde el mundo libertario por dotar al mundo popular en Chile de una organización decididamente anarco-comunista para emprender transformaciones de fondo y de alcance revolucionario en el país. Veinte años después, en el local del Centro Social y Librería Proyección, en la calle San Francisco, algunos de los protagonistas de ese esfuerzo, junto con compañeros que de alguna manera son continuadores de esa tradición, nos reunimos a discutir y evaluar los aciertos y desaciertos, los alcances y falencias de esa experiencia. read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / miscellaneous / opinião / análise Friday December 20, 2019 02:53 byBrunoL   image 1 image
Um levantamento publicado pelo Jornal O Globo, em novembro deste ano, denunciou a fragilidade das democracias sul-americanas no último século. De acordo com a investigação, a cada dez meses, um presidente não conseguiu terminar seu mandato por razões políticas. A pesquisa considerou os 12 países da América do Sul: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Equador, Peru, Guiana e Suriname, onde 114 chefes de Estado tiveram de abandonar seus cargos, entre 1912 a 2019. Assim, na política latino-americana, a baboseira liberal não vale. A única certeza é a inconstância, a possibilidade de virada de mesa e a intervenção do imperialismo. Outro padrão é a condição recalcitrante de um republicanismo vazio. A ilusão é a força motriz da reprodução de padrões social-democratas da Europa em nossos países. Ilusões perigosas, governos de centro-esquerda fracos, ideologicamente frouxos e com síndrome de Estocolmo. No século XXI, a modalidade de derrubada de governos é outra. Vejamos o que iniciou em Honduras em junho de 2009, ganhou contornos quase de drama caricato no golpe paraguaio de 2012 e atravessa nossas realidades. read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / miscellaneous / opinión / análisis Tuesday December 17, 2019 18:29 byRosa Negra (EE.UU), Solidaridad (Chile), y Acción Socialista Libertaria (Argentina)   image 1 image
Le presentamos un análisis sobre el levantamiento que se ha llevado a cabo en Chile producido conjuntamente por Black Rose / Rosa Negra (EE. UU.), Solidaridad (Chile) y Acción Socialista Libertaria - ASL (Argentina).
[English] read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / miscellaneous / opinion / analysis Tuesday December 17, 2019 06:02 byBlack Rose (US), Solidaridad (Chile), and Acción Socialista Libertaria (Argentina)   image 1 image
We present to you an analysis on the uprising that has been underway in Chile produced jointly by Black Rose/Rosa Negra (US), Solidaridad (Chile), and Acción Socialista Libertaria – ASL (Argentina).
[Castellano] read full story / add a comment
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Βολιβία / Περού / Ισημερινός / Χιλή / Λαϊκοί Αγώνες / Ανακοίνωση Τύπου Wednesday December 11, 2019 19:43 byΑναρχική Ομοσπονδία Σαντιάγο   image 1 image
Πρέπει να συνεχίσουμε τις κινητοποιήσεις και να ενδυναμώσουμε τις οργανώσεις της τάξης μας, τις τοπικές συνελεύσεις, τις οργανώσεις για τα δικαιώματα των γυναικών, τα έμφυλα και φεμινιστικά παραβατικά υποκείμενα, τις συνελεύσεις, τους συντονισμούς της υπεράσπισης της γης και του νερού, τις οργανώσεις των αυτόχθονων πληθυσμών και να ενισχυθεί ο πρωταγωνιστικός ρόλος του λαού στα συνδικάτα, τις ομοσπονδίες και τα μαθητικά κέντρα. read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / represión / presos / opinión / análisis Tuesday November 26, 2019 03:26 byCarlos Pazmiño Vásquez   image 1 image
A inicios del siglo XX el chivo expiatorio eran los anarquistas y los comunistas, “come niños y adoradores del diablo”, hoy son los correístas. A nadie le sirve desenmarcarse del correísmo para escapar a la persecución, vienen por todos los “sospechosos”. De todas formas, en este momento, como dijo un amigo días atrás “si no eres correísta te hacen, no hay de otra”.
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bolivia / peru / ecuador / chile / movimiento anarquista / comunicado de prensa Sunday November 24, 2019 22:30 byFAO   image 1 image
Declaración FAO sobre el alzamiento popular iniciado en octubre de 2019 en la región chilena y posicionamiento sobre la coyuntura. read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / community struggles / portada Wednesday November 20, 2019 22:28 byTrempülkalwe   image 1 image
Tensión en el territorio chileno, las movilizaciones más masivas desde el retorno a la democracia, y tal vez de la historia desafían al supuesto oasis del neoliberalismo construidos en estos 46 años posterior al golpe de Estado, con una dictadura que derrocó el proyecto de la Unidad Popular y maduró un modelo económico neoliberal, sin duda un oasis para el empresariado transnacional. La crisis fundante que hace eco en cada demanda levantada por el pueblo chileno, es ese modelo construido en dictadura donde la extrema codicia de la clase dominante, que bajo el amparo de una constitución fundada para implementar “El saqueo de Chile”, no tuvo escrúpulos en robar absolutamente todo. read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / anti-fascismo / opinião / análise Monday November 18, 2019 10:21 byBrunoL   text 1 comment (last - wednesday november 20, 2019 18:21)   image 1 image
Não se trata de um texto de agitação, mas a permanente tentativa de trazer algum debate mesmo no calor do momento. Aponto em forma de tópicos de modo a facilitar a compreensão. read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / miscellaneous / opinião / análise Monday November 11, 2019 07:51 byBrunoL   image 1 image
10 de novembro de 2019 – Bruno Lima Rocha
Introdução
As palavras que seguem somam uma reflexão de fundo antecedida pelo fato, imediato, do golpe de Estado na Bolívia. O modelo de análise seria tomando por base o caso boliviano, a Constituição Plurinacional e a multiplicidade jurídica que assegura a “autonomia decisória e soberania popular de fato nos territórios”. Não imaginava que teria de fechar o texto assistindo ao vivo pela Telesur e Bolívia TV o discurso de renúncia do presidente e seu vice.
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bolivia / peru / ecuador / chile / miscellaneous / opinião / análise Sunday November 03, 2019 23:05 byBrunoL   image 1 image
Ao escrever estas linhas a rebelião do povo chileno em 2019 completa 15 dias. O estopim dessa vez foi o anúncio do aumento das passagens do metrô, em Santiago do Chile, conhecido como Transantiago, de extensão metropolitana. Como diz um dos lemas de quem está em luta, dos milhões que enfrentam a sanha repressiva da Fuerza de Carabineros, das tropas do Exército e Marinha, “não é por trinta centavos, é por trinta anos”. read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / repressão / prisioneiros / comunicado de imprensa Saturday November 02, 2019 08:07 byVárias organizações políticas anarquistas latino-americanas   image 1 image
Como tem acontecido nos últimos anos em diferentes países da região, produto do surto de ajuste e repressão que atinge diferentes setores da classes oprimidas, vemos nas ruas uma grande resistência ativa e popular. Analisados em conjunto essas ondas parecem responder, como é geralmente, ao alinhamento de governos para interesses imperialistas. Além do aumento do custo de vida, insegurança no trabalho, pilhagem dos ativos bens comuns, falta de moradia, saúde e educação, outro denominador comum é o repressão selvagem que os Estados realizam para conter as enormes mobilizações, em muitos casos com o uso da força militar. Podemos dizer hoje que esse também é o caso no Chile. [Castellano] read full story / add a comment
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bolivien / peru / ecuador / chile / gemeinschaftliche kämpfe / meinung / analyse Saturday October 26, 2019 03:35 byPedro Celso (die plattform)   image 1 image
Zweite Mitteilung der Federación Anarqusita Santiago (Chile) – 22.10.2019 – Übersetzung: Pedro Celso (die plattform)

Angesichts der sozialen Explosion in der chilenischen Region erklärt die anarchistische Föderation Santiago: read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / community struggles / comunicado de prensa Tuesday October 22, 2019 19:07 byFederación Anarquista Santiago   image 1 image
Ante el estallido social registrado durante los últimos días en la región chilena la Federación Anarquista Santiago declara: read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / represión / presos / comunicado de prensa Monday October 21, 2019 07:53 byDiversas organizaciones políticas anarquistas de América Latina   image 1 image
Como viene sucediendo en estos últimos años en distintos países de la región, producto de la oleada ajustadora y represiva que azota a distintos sectores de las clases oprimidas vemos en las calles una gran resistencia activa y popular. Oleada que analizada en conjunto parece responder, como suele suceder al alineamiento de los gobiernos a intereses imperialistas. Además del aumento del costo de vida, precarización laboral, saqueos de los bienes comunes, falta de vivienda, salud y educación, otro denominador común es la salvaje represión que los estados llevan a cabo para poner freno a las masivas movilizaciones, en muchos casos con uso de la fuerza militar. Podemos decir hoy que este es también el caso de Chile. [Português] read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / represión / presos / comunicado de prensa Monday October 07, 2019 17:46 byDiversas organizaciones políticas anarquistas latinoamericanas   image 1 image
Manifestamos nuestra más profunda solidaridad con el pueblo ecuatoriano, en estos momentos movilizado contra el paquetazo de Lenin Moreno y sus políticas de ajuste y hambre. read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / community struggles / opinión / análisis Friday October 04, 2019 02:53 byFranz García   image 1 image
Por todo esto, creemos que es urgente sentar lecturas y discusiones desde el campo popular y militante para entender que es crucial interpretar los nuevos reacomodos del poder y ver quiénes son sus actores para trazar nuevos replanteos de acción colectiva, denunciando por un lado a la maquinaria fujiaprista y sus satélites de (ultra)derecha que buscan controlar de facto el Parlamento disuelto, el nuevo Tribunal Constitucional y otros espacios estratégicos en el Estado; así como a la lectura liberal a priori que nos indica que la defensa de la democracia pasa por alinearse con Vizcarra y su nuevo gabinete ministerial. El periodo gubernamental que hoy afrontamos está marcado por un claro cuño neoliberal (fujimorismo económico) con decretos y paquetazos antilaborales. Así que la salida a esta crisis debe plantearse desde las calles movilizadas con organizaciones políticas y populares articuladas y militantes. read full story / add a comment
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Σε αντίθεση με όλα αυτά προτείνουμε στρατηγικά στοιχεία όπως αποπατριαρχοποίηση (despatriarcalización), αποαποικιοποίηση, ομοσπονδισμό (federalism) και επαναστατική αυτοδιαχείριση ως εναλλακτική λύση στην καταστροφή του συστήματος πατριαρχικής-καπιταλιστικής κυριαρχίας και της αποικιοκρατικής στρατηγικής του, και στη δημιουργία μιας επαναστατικής ομοσπονδιακής αυτοδιαχειριζόμενης κοινωνίας, η οποία θα εξαλείψει τις κοινωνικές τάξεις, τις φυλετικές διαιρέσεις και τους διαχωρισμούς φύλου, όπου η κοινότητα, η οικολογική και η φεμινιστική, θα είναι ο ορίζοντας της ζωής μας. read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / movimiento anarquista / portada Wednesday July 31, 2019 21:09 byFAS   image 1 image
Vivimos un periodo histórico marcado por una crisis social y ecológica ocasionada por la exacerbación del extractivismo, el despojo de los territorios y el control de los cuerpos por parte del sistema de dominación. Este escenario plantea nuevos desafíos para el anarquismo. read full story / add a comment
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bolivia / peru / ecuador / chile / historia del anarquismo / opinión / análisis Monday July 01, 2019 10:26 byJosé Antonio Gutiérrez D.   image 1 image
Estos documentos son parte de una serie de entregas a cuentagotas sobre los debates en torno a la organización anarco-comunista que marcaron el período clave para esta corriente en Chile entre 1999 y 2004, de los cuales ya hemos entregado tres: sobre la re-estructuración orgánica del Congreso de Unificación Anarco-Comunista, sobre el Proyecto de Reforma Orgánica de esta organización, y un debate más de fondo sobre su norte político. Con estos dos artículos que ahora damos a conocer como parte de la cuarta entrega de esta serie, damos un paso atrás y volvemos a los momentos de formación del Congreso de Unificación Anarco-Comunista y a las discusiones en torno al por qué de una organización política de los anarquistas. Estos dos artículos, llamados "Acerca de la Organización Revolucionaria Anarquista" (Primera y Segunda Partes) aparecieron originalmente publicados en la Revista Hombre y Sociedad (HyS). El primero, fue publicado en el No.10, Noviembre del 2000, y la segunda parte apareció en el No.13, Agosto del 2001. El primer documento, había sido escrito un año antes, en Octubre de 1999, de cara al Congreso de Unificación Anarco-Comunista que tuvo lugar en la sede sindical de FETRACOMA en la calle Almirante Latorre en el centro de Santiago de Chile el 27 y 28 de Noviembre de ese año. Ese documento fue mi contribución, escrita a título personal, para la discusión sobre organización política, que era el tema clave a discutir en ese Congreso. Ahí, perfilaba la necesidad de una organización política anarquista que se planteara el trabajo popular en el corto plazo, un programa específico de transformaciones a mediano plazo, y objetivos revolucionarios a largo plazo. Esta visión de la organizacion política, estaba en debate con otros modelos de organización que otros participantes llevaban en mente, como establecer una especie de "colectivo" ampliado, o una coordinadora de colectivos (que era la fórmula favorecida por la JA! -Jóvenes Anarquistas- de la Universidad Católica, que estuvieron en el proceso hasta aproximadamente Mayo del 2000, cuando optaron por seguir aparte como colectivo). También estaban en debate las formas específicas que adoptarían los núcleos locales de la organización (organización por frentes, que era lo que favorecíamos quienes veníamos del grupo alrededor de HyS, por comisiones que era favorecido por los militantes del Centro y Sur de Santiago, u organizaciones de carácter territorial, que era lo que planteaba el grupo que venía de Comunitancia, donde estaba Mario Celis, que se inspiraban en el municipalismo libertario de Murray Bookchin). Este articulo dejaba espacio abierto a las variaciones en las formas específicas que adoptaría la organización según las preferencias y las discusiones de los asistentes al Congreso. Sin embargo, era imprescindible para nosotros dejar en claro los principios fundamentales que debía adoptar la organización política -los principios contenidos tanto en la Plataforma del Grupo Dielo Trouda y el Manifiesto Comunista Libertario de Fontenis. Ese era para nosotros el debate central y crucial en ese momento. Cuando uno lee la primera parte del documento, no deja uno de pensar en el estado del movimiento en esa época que se debía discutir de temas tan básicos y de no pocas obviedades, que sin embargo, encendían acaloradas polémicas -como ser la disciplina básica de acatar las decisiones mayoritarias y los mecanismos de toma de decisiones colectivos. Un aspecto clave era para nosotros el mostrar que esto no era una "desviación" provinciana nuestra, sino que éramos parte de algo mucho más grande que estaba creciendo en todo el mundo: esa era la época de auge del "plataformismo", con organizaciones consolidadas en Italia, Irlanda y Francia, y organizaciones emergentes en Suiza, Europa del Este, Sudáfrica, Turquía, etc. Anclar nuestra apuesta organizativa en un movimiento emergente global y en una tradición histórica que hilaba momentos claves de las luchas revolucionarias del siglo XX: Rusia, España y la resistencia anti-fascista, reflejaba nuestra ambición de ser más que un colectivo y de tener raíces profundas en un país donde, salvo nuestro contacto con algunos veteranos del movimiento de décadas pasadas, se había perdido la linea de continuidad del anarquismo militante, existiendo un hiato de casi medio siglo. En el mismo número 10 de HyS, en otro artículo, haciendo una reseña del primer año de vida del C.U.A.C., aclaro esto que para nosotros se había convertido en algo fundamental: no éramos un grupúsculo, sino "un proyecto histórico (...) portador de la herencia legada por toda una vertiente del pensamiento socialista, por generaciones de luchadores y por las esperanzas de igualdad, libertad y fraternidad de todo un pueblo", con la "responsabilidad de situar todo este legado histórico en el presente y proyectarlo hacia el futuro". El segundo documento, fue escrito en el transcurso del 2001, cuando ya se comenzaban a definir las estructuras de la organización, "en torno a la asamblea general, instancia ejecutiva, y a los trabajos prácticos desarrollados por comisiones, áreas en las cuales quienes se encuentran desarrollando alguna experiencia social, pueden abrirla al resto de sus compañeros y trabajar por hacer presentes las líneas de la organziación, decididas por todos en las discusiones de la asamblea" ("Año I del Congreso de Unificación Anarco-Comunista, C.U.A.C., José Antonio Gutiérrez D., HyS No.10, Noviembre 2000). Sin embargo, para entonces nos empezaban a quedar claras las limitaciones tanto de una asamblea en paralelo a la inserción social de la organización, así como de comisiones que en la práctica, funcionaban como colectivos con escasa coordinación. Así, comenzábamos a explorar la necesidad de cualificar la organización y dejar de actuar como un colectivo grande. Buscando debates y referencias en la literatura anarquista clásica, con los cuales fundamentar ideas y posiciones en la discusión de cómo construir organización político-revolucionaria, cuál era su rol, etc. nos encontramos con un gran vacío en la literatura anarquista en cuanto a los fundamentos teóricos de la organización. Notábamos que se hablaba mucho de organización, pero se decía muy poco de cómo construirla, dándosela por sentado. Incluso en la misma "Plataforma" y en el "Manifiesto", se habla de los principios estructuradores de la organización, y de su finalidad, pero -pese a ser dos de los documentos en la tradición libertaria que más desarrollan el tema- no se habla demasiado de su fundamentación -por qué la organización, en que sustrato social se da, cómo interactúa con otras expresiones organizativas, cómo distinguir una organización político-revolucionaria de otras formas orgánicas, etc. En cierto sentido, sentíamos que abordar el tema era un complemento a las propuestas que se venian haciendo desde quienes plantaban la reorganización por Frentes, y los planteamientos de Mario Celis, quien hacía muchas contribuciones sobre la presencia y la inserción social de la organzación, pero tampoco podíamos dejar de lado la organización política. Así nació este documento: como un intento de dar mayor fundamento a la necesidad de la organización político-revolucionaria y entender mejor las bases clasistas en las cuales sustentábamos nuestro proyecto, como un sector específico de un pueblo necesariamente heterogéneo. Si los otros documentos que hacen parte de esta serie de entregas son mucho más contingentes y coyunturales, estos dos artículos forman parte de las ideas centrales que estábamos desarrollando en torno a la cuestión organizativa. Ambos documentos, aunque fueron escritos a título personal, reflejan, en mayor o menor medida, discusiones colectivas que estábamos desarrollando con compañeros en Puente Alto y La Florida, con compañeros que venían de distintas luchas y trayectorias durante todo el período de la llamada "transición democrática" (sic), y de compañeros con quiénes nos encontrábamos en espacios sindicales y estudiantiles. Estas reflexiones informaron muchas de las decisiones políticas que tomaríamos en el transcurso de ese año y que nos llevarían, como sector mayoritario del C.U.A.C., a replantearnos el relacionamiento de nuestra organización con el mundo popular y con las organizaciones sociales en las que actuábamos, en las que teníamos incidencia, y en las que comenzábamos a tener protagonismo e incluso dirigencia -principalmente en los sectores estudiantil y poblacional, pero con algunos intentos cada vez más serios en el plano sindical. Creo que muchas de estas reflexiones son importantísimas hoy, cuando, casi 20 años después de formado el C.U.A.C., el movimiento libertario en Chile ha logrado tener un acumulado de experiencias en luchas y organizaciones populares nada despreciable, pero los intentos de organización politica siguen siendo esquivos, cayéndose frecuentemente en la fragmentación, cuando no en desvaríos autoritarios. Retomar estas discusiones político-teóricas es un primer paso para replantear el debate y seguir con esta deuda pendiente que tenemos los anarco-comunistas criollos con la organización revolucionaria anarquista. José Antonio Gutiérrez D.
1 de Julio, 2019
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