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Lutar contra o racismo e por vida digna

category brazil/guyana/suriname/fguiana | migração / racismo | policy statement author Dienstag Juli 07, 2020 22:59author by Coordenação Anarquista Brasileira - CAB Report this post to the editors
Maria Eduarda, Amarildo, Claudia, Miguel, João Pedro…. a lista de pretos e pretas que tiveram suas vidas levadas pela ação do Estado Policial de Ajuste é mais longa do que poderíamos colocar neste texto.

Somos constantemente perseguidos e assassinados nas cidades de todo o país. Os povos originários vivem o mesmo drama, sendo caçados pelos jagunços do capitalismo, desmatadores, destruidores do meio ambiente e barões do agronegócio.

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Desde que as terras foram tomadas dos povos originários e os africanos sequestrados e colocados em trabalho forçado dando origem ao capitalismo colonial, temos sido empurrados para a margem de um sistema de superexploração e morte. As heranças malditas da colonização e da escravidão atravessaram todos os governos brasileiros desde sua formação, e ainda recaem sobre os povos racializados numa lógica de manutenção da miséria, através do desemprego, da falta de condições de moradia, do analfabetismo, da fome, das negações de qualquer forma digna de vida e, em última análise, do genocídio propriamente dito.

Diante do aprofundamento da crise do capitalismo provocada pelo novo coronavírus, o que vemos são as quebradas, as palafitas, as comunidades indígenas, as favelas e as periferias sendo as regiões mais afetadas justamente pela negação do direito a saúde: não há estrutura nos hospitais para atendimento adequado ou socorro (leitos, respiradores, ambulâncias), nem os direitos dos profissionais da saúde são respeitados e garantidos.

Em meio a pandemia o genocídio dos nossos povos se intensificou, atuando não só através da bala disparada pela força armada do Estado como também através do negacionismo e irresponsabilidade dos governos no que se refere ao combate à pandemia e à garantia das condições de vida para as populações vulneráveis: Bolsonaro, Witzel, Dória, Rui Costa, Ratinho Jr. e quaisquer outros governantes fingem estar em lados opostos da farsa eleitoral, mas a verdade é que estão todos de mãos dadas quando o assunto é nos tirar direitos, nos atacar e nos deixar a própria sorte com risco de morrer ao ir trabalhar já que, sem direito a quarentena, nos impedem de ter acesso ao isolamento social.

Diante desse quadro, nós do GT étnico-racial da CAB, entendemos que não há alternativa que não seja a historicamente elaborada por nosso povo desde a construção dos quilombos: nos organizar para a luta direta e para o inevitável conflito. Devemos enfrentar o racismo e o protofascismo, combater, com decisão, os movimentos de extrema-direita que vem querendo ganhar espaço; e garantir, através de nossa força, o direito ao isolamento social remunerado, à saúde e à vida digna e plena.

É hora de ocuparmos as ruas para dizer que não aceitaremos a morte, nem pelo genocídio armado, nem pela doença, nem pela fome: exigimos vida digna!.

Aos nossos mortos nem um minuto de silêncio, mas toda uma vida de lutas!
Povo preto unido pela libertação de todos os povos!


Coordenação Anarquista Brasileira

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